Sobre pesquisa e outras infâmias

Diário de campo de dois espectadores e um pródigo bucaneiro.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Ausência de paixão no Gótico e no Românico

Eladio querido, es tarde en la madrugada. Leyendo un libro de Michael Oondatje, "El fantasma de Anil", encontré algo que me hizo levantar de la cama y venir a hacerte un comentario acerca de tu nuevo artículo sobre las metáforas. Unos monjes srilankeses habían muerto hacía varios años y los protagonistas de la novela andaban caminando por las ruinas del monasterio, rodeado de un bosque muy tupido.

Uno de ellos dice que "Los que no pueden amar construyen sitios como éste.Tienen que estar por encima de la pasión". Y pensé en las iglesias del medioevo español, las góticas y las románicas, y en la falta de amor que hizo posible la construcción de esos templos. Nadie dedicado a amar puede desviar tanto la atención a darle formas tan trabajosas a las piedras. El que ama intensamente (ya sea que goce o sufre por ello) no parece llevar una vida más leve, menos necesitada de esos despliegues? Yo personalmente me siento en estos tiempos, muy lejos de construir templos.

Mas adelante en el mismo libro el autor apunta que "Los reyes y poderosos desean todo aquello que los obliga a poner los pies sobre la tierra.Honor histórico, una propiedad perfectamente delimitada, sus verdades más seguras"

Federico Percibal

Imagem: Lorenzo D'Alessandro ( 1445-1501)

8 Comments:

Anonymous Anônimo said...

¿Y qué decir del Taj Mahal, un edificio construido en nombre del amor?
(Perdonen mi español!)
Creo todavía que la teoría es muy buena. No quiero hablar de religión, por ser un asunto muy complejo, pero ¿cómo explicar que las iglesias sean las construcciones más bellas del mundo? :P
Querido profesor, me gustaría que vinieras a mi blog y respondieras a la pesquisa (pesquisa?). Creo que te va a gustar.
Besos
Marina Barki

12:33 AM  
Blogger Nina Barki said...

OPA!
Esqueci de deixar o link q leva à pesquisa: http://www.livejournal.com/users/sceptique_nina/2005/11/02/.
Beijos!

12:41 AM  
Anonymous Anônimo said...

Nina, vç ja fez a prova de construir-se uma casa?
Depende do tamanho e a complexidade do projeto, o tempo fica quase todo dedicado a toma de decissoes.Cuanto tempo livre para amar teve esse rei que mandou construir aquele Tah Mahal?
Em quanto as igrejas, elas demoravan as vezes 200 anos em ser acabadas, um tempo mais relacionado com fanatismo e poder que com o amor a vizinha de pes descalços, nao acha?
Federico Percibal

1:53 PM  
Anonymous Anônimo said...

O Príncipe construiu o Taj Mahal em homenagem à sua mulher, q morreu jovem, pois ele quis deixar um monumento q significasse o quanto ele a havia amado. Acho q o amor já tinha saído de sua vida, por isso ele precisava se ocupar com outra coisa. Mas não deixa de ser um edifício construído em nome do amor.
Eu concordo com o q vc disse sobre as igrejas. Acho q não são obras de amor, e sim provas de q o homem é (quase) capaz de dominar seu medo do desconhecido ao edificar um prédio em homenagem a deus.

Nina Barki

8:40 PM  
Anonymous Federico said...

Em quanto respondí pela primeira vez fiquei um pouco arrepentido pelo estreito "span" em que coloqueí o repertório dos enamorados.
Já o fato de construír, encimar pedras ou abrir janelas precisa que algúm tipo de amor esté ocorrendo.
Acho que Oondatje falaba da vizinha aquela que eu falei, que a partir de um día cualquer ocupa o universo inteiro.
Vç conheceu o Taj Mahal?
A visita ao edificio á luz dessa historia que vç conta debe ser uma experiencia bem triste.Tom Waits fala disso na sua cançao "House where nobody lives"
Concordo como o poder do medo (ao desconhecido, a "lo mal imaginado")
como ele acaba dominhando até as
pedras

3:50 AM  
Blogger Cinthia Oliveira e Eladio Oduber said...

Queridos, ontem , por acaso, encontrei esta citação do Feuerbach:"os templos erigidos em homenagem à religião são na verdade erigidos em homenagem à arquitectura"...sei que os lindos comentários de vocês superaram até o Feuerbach, porém, coloco o texto somente para lembrar que andamos sempre em círculos.

Vos adora Eladio

7:35 AM  
Blogger Nina Barki said...

Se andamos sempre em círculos, nossa discussão foi em vão!?
hahahaha
Adorei debater o tema com o Federico. Prazer em conhecê-lo!

E não, infelizmente, nunca fui ao Taj Mahal.
:)

11:18 AM  
Anonymous Anônimo said...

Nina, o professor Oduber é assim: ele gosta de enfiar-nos a faca da curiosidade so para ver a composiçao da nossa sangue-borboleta!. Já teve a oportunidade de vé-lo ao vivo em acçao! Eu gostei muito de te "conhecer", me escreve!

Federico Percibal
fpercibal@gmail.com

7:31 PM  

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