<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634</id><updated>2011-11-24T13:09:05.684-02:00</updated><title type='text'>Cinthia e Eladio falam sobre pesquisa e outras infâmias</title><subtitle type='html'>Diário de campo de dois espectadores e um pródigo bucaneiro.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>100</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5639503999083172031</id><published>2011-09-11T20:24:00.000-03:00</published><updated>2011-09-11T20:24:54.943-03:00</updated><title type='text'>11 de setembro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Y0UCwLGCRjA/Tm1C88MFaSI/AAAAAAAAAXM/0HduZVzYm-o/s1600/WTC.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-Y0UCwLGCRjA/Tm1C88MFaSI/AAAAAAAAAXM/0HduZVzYm-o/s320/WTC.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Auschwitz&amp;nbsp; colocou todas as dúvidas sobre a Razão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hiroshima roubou a fé sobre a Ciência,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 de setembro&amp;nbsp; mostrou nossa condição de espectadores da tragédia humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eladio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5639503999083172031?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5639503999083172031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5639503999083172031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5639503999083172031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5639503999083172031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2011/09/11-de-setembro.html' title='11 de setembro'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Y0UCwLGCRjA/Tm1C88MFaSI/AAAAAAAAAXM/0HduZVzYm-o/s72-c/WTC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-2462863613665992081</id><published>2011-08-02T11:26:00.002-03:00</published><updated>2011-08-02T11:28:18.868-03:00</updated><title type='text'>Gênero e Semiótica</title><content type='html'>Não consigo esquecer aquela barriga. Digo isso naturalmente, como uma constatação. Já faz tempo que a vi. Não foi uma foto, ou uma imagem na TV. Foi algo que chamou minha atenção numa pessoa que estava viva, “alive”, diante de mim. A barriga dela não tinha a menor importância, no contexto. Mas, chamou minha atenção. Também não foi demais. Na hora, parecia só um detalhe.&lt;br /&gt;De repente percebi que é uma imagem que persiste. A princípio, não tem nada de assustador ou inusitado. Uma barriguinha descuidada de uma menina de 13, 14 anos, só isso. Uma menina de classe média, brasileira. Acho que foi por isso que chamou minha atenção. A blusa bonitinha, meio baby look, feita para realçar o corpo, contrastava com aquela barriguinha descuidada, como eu disse. Uma barriga de mãe de família, de alguém que “não tem tempo para si”, não tem tempo para “se cuidar”. Acho que essa é a mensagem daquela barriguinha: não é exatamente de uma adolescente desse tempo, dessa classe.&lt;br /&gt;Revendo a imagem, lembro também da postura da menina. O corpo escorado em algum móvel. Não sentada, no estrito sentido do termo. Só encostada mesmo, pra descansar de ficar em pé, alerta. Um momento de entrega, de relaxamento, de desatenção; inclusive consigo. Como alguém que se apóia no cabo da vassoura entre duas varridas, aquela menina se apoiava no móvel e também no momento, no intervalo da atenção.&lt;br /&gt;Falando sobre questões de gênero, a cientista social Tatau Godinho contou que, no estado de São Paulo, as meninas não participaram de atividades de férias oferecidas nas escolas públicas. A análise do baixo comparecimento das meninas revelou que a maioria das atividades propostas eram mais atraentes para os meninos. Mas, o motivo principal foi a incumbência que tinham de cuidar dos irmãos menores. Na mesma ocasião, Tatau expôs os resultados de pesquisa sobre o uso do tempo de homens e mulheres. O uso do tempo de lazer mostra que a primeira atividade considerada de lazer pelas mulheres adultas é encontrar os familiares. Em segundo lugar estão as práticas religiosas e, por último, assistir televisão.&lt;br /&gt;As duas primeiras atividades de lazer são relacionais. A última é menos lazer e mais descanso do corpo, “jogado no sofá”, como diz a dona de casa Abigail. Aliás, esse é um sonho dela: passar o dia deitada, assistindo televisão. Mas, por enquanto, vai assistindo e fazendo outras tarefas domésticas: passa roupa, lava louça...&lt;br /&gt;Visitar parentes é reforçar redes e, ainda cuidar: das pessoas diretamente e das relações que permitem deixar as crianças com alguém, por exemplo. A religião pode representar a mesma coisa. As mulheres parecem considerar lazer ações que permitem a realização das tarefas cotidianas, dos deveres. Estar com parentes e ir a igreja podem não ser exatamente escolhas... A pergunta é: quando é que essas mulheres podem fazer algo para si mesmas?&lt;br /&gt;Quando é que essas mulheres, enredadas nos fios da vida privada, podem tratar de assuntos públicos?&lt;br /&gt;O que observamos é que para que uma mulher saia de casa, ela ainda precisa deixar outra em seu lugar: a mãe, a sogra, a tia, a filha, a empregada doméstica ela própria tendo deixado alguém em seu lugar. Se é assim, o lugar da mulher no mercado de trabalho não é da mulher, não está adaptado a ela. É fácil concordar com isso.&lt;br /&gt;Mas, se para sair de casa a mulher precisa deixar outra como refém, não é só o espaço público que está projetado para o homem. O espaço privado também é concebido – e gerido – a partir de uma lógica masculina. A mulher pode ser a “rainha do lar”, sua casa é o seu reino. Mas a lógica desse reino não existe em seu benefício, ela está voltada para um mundo ainda organizado a partir da ótica masculina. Num reino parlamentarista, ser rainha não é governar. A rainha não tem um poder real, com e sem trocadilhos. É o que parece acontecer com a rainha do lar.&lt;br /&gt;Aquela menina que eu vi, com a barriguinha de uma senhora mais velha, já vivida é, portanto, princesa, herdeira e refém do reino de sua mãe. Ela tem a obrigação de cuidar de outros e, seu corpo demonstra, para isso é necessário esquecer-se de si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-2462863613665992081?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/2462863613665992081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=2462863613665992081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2462863613665992081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2462863613665992081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2011/08/genero-e-semiotica.html' title='Gênero e Semiótica'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-2465319439058008029</id><published>2011-02-21T17:35:00.003-03:00</published><updated>2011-02-24T15:08:37.964-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GVGiOjs4Ets/TWLLYBF0nBI/AAAAAAAAAWc/whjE6cok0sw/s1600/1%25C2%25BA-Catedral.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="169" src="http://1.bp.blogspot.com/-GVGiOjs4Ets/TWLLYBF0nBI/AAAAAAAAAWc/whjE6cok0sw/s200/1%25C2%25BA-Catedral.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri,Verdana,Helvetica,Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Vivendo num mundo super-equipado &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Calibri,Verdana,Helvetica,Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;Foi-se o tempo em que o vento nos mares determinava o rumo da navegação.  Assim como faz tempo que a demora das viagens não depende mais do humor  dos cavalos. Se alguma coisa pode-se dizer sobre a diferença entre nós e  os “antigos” mais próximos e a constante e paulatina ilusão de controle sobre os  chamados “imponderáveis da vida cotidiana”.&lt;br /&gt;Dentre eles, os surpreendentes viesses da alma humana.&lt;br /&gt;Arlie Hochschild mostrou nas suas pesquisas o processo de treinamento  dos sorrisos das comissárias de bordo da Delta Airlines descrevendo,  além do esforço físico, o “esforço emocional” exigido pela empresa. As  funcionárias chegaram a confessar em entrevistas que o sorriso “estava  nelas, mas não era delas”. A empresa tinha lhes roubado a "alma". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro paralelo pode ser feito com os objetos que compramos diariamente.  Os motivos das nossas escolhas são muitas vezes orientados por fatores  que desconhecemos completamente.Quem sabe se analisarmos a "alma" destes objetos descubramos alguma coisa?. São estes aspectos "imponderáveis" da alma dos objetos que o chamado "mercado" controla primorosamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Basta olhar com atenção o desenho de algumas mercadorias de  consumo cotidiano para perceber que há tempos impõe-se uma estética do  “sobre-dimensionamento” nestes objetos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Compramos, por exemplo, sapatos feitos e desenhados para  quem vai escalar montanhas ou caminhar em trilhas íngremes. As cidades  no Brasil e outras partes do planeta estão cheias de automóveis  preparados para o rally Paris-Dakar. Muitas das nossas roupas poderiam  ser usadas em filmes de Indiana Jones e assim por diante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esta percepção sobre a hiper-dimensão de aspectos simbólicos  no capitalismo já tinha sido apontada por Theodor Adorno quando  analisava o uso de uma estrutura complexa como é uma orquestra sinfônica  para a gravação de um tema de três minutos num comercial de sabonete.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A sobre-dimensão de elementos “intangíveis” no mundo atual  chegou ao nível das representações. Principalmente nas representações  cartográficas das cidades.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Isto devemos à internet. O Google Earth, por exemplo, nos  oferece escalas das cidades que coloca o internauta na situação virtual  de dominação espacial e geográfica de um piloto de guerra. Existe até um  recurso por meio de atalhos no teclado em que o usuário passeia-se  pelos céus de qualquer cidade num Caça F16 que é um avião de  bombardeios.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os detalhes das fotografias feitas pelos satélites  disponibilizam detalhes que são para a maioria dos  internautas-espectadores desnecessários para as demandas do dia a  dia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vemos como no âmbito das representações estamos servidos de  um hiper-realismo que, em verdade, não necessitamos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri,Verdana,Helvetica,Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Assim como acontece  com os celulares com GPS, relógios com manómetros analõgicos, automóveis, tênis, roupas e canivetes multiuso aparelhados de  lanternas e bússolas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri,Verdana,Helvetica,Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Quanto poder ilusório queremos consumir?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri,Verdana,Helvetica,Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Quanto poder “real” estamos transferindo para nossos Big-Fathers?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo nos mostrará um dia o tamanho e a dimensão da ignorância construída a milhões de mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir: Howard Becker no livro Falando da Sociedade. Anthony Giddens  no livro Sociologia, Theodor Adorno em algum parágrafo da coleção “Os  Pensadores” que agora tenho preguiça de olhar. E, principalmente, é útil  conversar com meu amigo Fernando Campos Leza para aprender um pouco  sobre divagações e delírios em recursos informáticos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri,Verdana,Helvetica,Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Imagem: Catedral submersa. Eladio Oduber / Lápis grafitti sobre papel comum &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-2465319439058008029?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/2465319439058008029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=2465319439058008029' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2465319439058008029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2465319439058008029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2011/02/vivendo-num-mundo-super-equipado-foi-se.html' title=''/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GVGiOjs4Ets/TWLLYBF0nBI/AAAAAAAAAWc/whjE6cok0sw/s72-c/1%25C2%25BA-Catedral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-6675541062731981551</id><published>2011-02-11T18:02:00.003-02:00</published><updated>2011-02-11T18:26:21.956-02:00</updated><title type='text'>Brad Mehldau</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Queridos amigos e amigas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="border-collapse: collapse;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="border-collapse: collapse;"&gt;&lt;br /&gt;No endereço abaixo está uma música que me emociona muito. Quando queiram, desfrutem-la:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: small;"&gt;http://listen.grooveshark.com/s/Blackbird/2nyho7?utm_campaign=grooveshark-app&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_source=share&amp;amp;utm_content=call-to-action&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-6675541062731981551?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/6675541062731981551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=6675541062731981551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/6675541062731981551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/6675541062731981551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2011/02/brad-mehldau.html' title='Brad Mehldau'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-8543404624346942666</id><published>2011-01-30T09:43:00.004-02:00</published><updated>2011-01-30T09:57:49.486-02:00</updated><title type='text'>Bóveda</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/TUVQwX7w38I/AAAAAAAAAWU/rDPmqozLzs8/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulocoisinhas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/TUVQwX7w38I/AAAAAAAAAWU/rDPmqozLzs8/s200/Sem+t%25C3%25ADtulocoisinhas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: por que o céu estrelado é tão bonito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Jean Guilherme&lt;/i&gt;: por que é nele onde repousam as utopias, ilusões e promessas de amor não realizadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eladio&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Desenho : "Coizinhas" Ana Cecília &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-8543404624346942666?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/8543404624346942666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=8543404624346942666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8543404624346942666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8543404624346942666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2011/01/boveda.html' title='Bóveda'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/TUVQwX7w38I/AAAAAAAAAWU/rDPmqozLzs8/s72-c/Sem+t%25C3%25ADtulocoisinhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-2170539433281794066</id><published>2010-12-27T23:32:00.031-02:00</published><updated>2011-02-02T19:16:07.314-02:00</updated><title type='text'>Encontros com Jean Guillerme</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: você tem amigos?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: sim, alguns que não são homofôbicos, homofônicos, racistas, machistas ou sem compaixão;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: qual é tua&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; religião?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: A minha é a do “Narguilê”. Quando o totem não está acesso significa que não estou cuidando do tempo entre amigos, amores, companhias adoráveis que sempre são maiores e melhores que aquelas que eu mereço. Contrária a outras religiões que são um investimento futuro para além da morte. A minha me leva à morte, agora, como uma noiva tomado pelo braço até o mármore abismal;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: por acaso te comparas aos outros&lt;i&gt;?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: Comparo-me sim aos outros, tento faze-lo sem hipocrisia. Desejo dançar diariamente, durante horas, virar ave luminosa. Ir para os pontos de ônibus, e os shoppings centers e ver como a humanidade é tosca, pesada, hipopótamos com carapaças de tartarugas. Soltar a corda, e no dia seguinte, novamente, ser um deles. Começar tudo de novo. Não tem final feliz.&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble:&lt;/i&gt; já escrevestes um diário?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: já escrevi um semanário, um anuário, tento falar das idéias e não das pessoas a minha subjetividade cansa aos outros, dou um tempo de me mesmo, recolho as velas da minha auto-estima, enfio um alfinete no frágil zepelim dos meus desejos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: por acaso&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size-adjust: none; font-size: small; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;escutas música?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: Se possível, não final da vida, farei toda minha música assim como hoje faço meu pão... Não me iludo, durante dias compro pão da dona Michico da quitanda. A música feita em casa, assim como o pão, requerem vida ritualística, menos apetite pelo poderzinho do dia a dia.&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: fazes exercícios físicos?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: sim, e quando os faço&amp;nbsp; escuto Brad Mehldau e penso em M.C. Escher e vejo quanta obtusidade há no que estou fazendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: por acaso defines planos?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: defino paralelepípedos, bolhas de sabão, círculos empoeirados de estrelas;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: eres&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; gentil?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: sempre, com todos e todas, com as pedras inclusive. E também com aquele que está muito perto de mim há muitos anos... Eu mesmo;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: você trabalha com o que gosta?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt; Isso significa o que? Ganhar dinheiro com a minha paixão? Eu penso em procurar um mecenas, se não achar, procurarei um bom patrão, se não,&amp;nbsp; procurarei o melhor patrão, “O Estado”. Quero dizer... passarei em um concurso público. A estas alturas... Será que vou gostar do trabalho? Se não, então não obrigarei a minha paixão a me dar dinheiro... As árvores de Romã são tão líricas que seria um desastre vê-las dando ovos...&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: perdoas?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: não, não sempre... Nietzsche ensinou-me que é melhor uma pequena vingança assim ficamos protegidos de nos sentirmos melhores do que o inimigo.&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: eres otimista?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: cultivo uma dose de&amp;nbsp; fatalismo que me permite libar o senso dramático dos meus dias. O otimismo, nos termos hoje colocados, é o mais oco e superficial dos pontos de vista. É lamentável dividir o mundo em otimistas e pessimistas. Prefiro curvar-me todos os dias à Deusa da Fortuna e confessar-lhe que quando seu leme atinja minha humanidade não esqueço que bebi e comi muito da sua Cornucópia.&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Roble&lt;/i&gt;: procuras ajuda?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;J G&lt;/i&gt;: sim, no coração dos meus amigos que não são homofôbicos, homofônicos, machistas e sem compaixão...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fecha-se o ciclo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quanta felicidade te desejo caro (a) leitor (a) anônimo (a) de Mountain&amp;nbsp;View,&amp;nbsp;Califórnia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eladio Oduber&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PS2: Obrigado Ana e Cinthia, obrigado Cecília Oliveira por me influenciar e ajudar a organizar estas idéias naquele almoço chinês de domingo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-2170539433281794066?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/2170539433281794066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=2170539433281794066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2170539433281794066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2170539433281794066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2010/12/united-states-mountain-view-california.html' title='Encontros com Jean Guillerme'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-7732547765468001350</id><published>2010-02-20T17:21:00.001-02:00</published><updated>2010-02-28T23:13:51.417-03:00</updated><title type='text'>Ode ao lusco-fusco ou homenagem a Howard Becker</title><content type='html'>Tanto faz abrir ou fechar os olhos no escuro. É sempre o mesmo tremular de manchas luminosas que põem a audição em alerta. Já não é mais possível distinguir entre o que as pálpebras escondem e o que revelam. Para estabelecer os contornos da fronteira basta a chama bruxuleante de uma vela. Muitos pintores clássicos usaram esse recurso para desnudar as dimensões aconchegantes da intimidade e resguardar a amplidão pouco criteriosa do que é facilmente constatável, do que é inequívoco, do obrigatoriamente explícito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz intensa e a profunda escuridão possuem o mesmo dom de exasperar a visão. Armando Reverón dedicou parte de sua vida a revelar a intangibilidade dos contornos das coisas submetidas à reverberação do meio-dia, que também é personagem constante da obra de Gabriel Garcia Marquez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a ciência transformou em astros muito mais poderosos que o sol as estrelinhas que apenas de leve furam a textura homogênea do negrume da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diariamente testemunhamos  a passagem da luz à escuridão, ou vice-versa. Quase ninguém conhece o termo nictêmero para expressar o período de 24 horas que vai de uma alvorada à outra. Nossa divisão do tempo é quantitativa: cada fração de 60 minutos chama-se hora. Acontece que nove horas servem tanto para indicar um momento do dia quanto da noite. Mas também é possível distinguir sem qualificar: basta dizer nove ou 21 horas e está separado o dia da noite: ou o inglês do francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte do tempo, não nos guiamos pela intensidade da luz. Baseamos nossas vidas na imparcialidade dos números. No inverno ou no verão, não precisamos olhar para fora, pela janela, para saber das horas: é o relógio que nos mostra o tempo. Analógico ou digital, o relógio nos informa que o tempo é cíclico, inequívoco, inexorável, preciso e pontual. Quem se adianta ou atrasa é o sol – que acorda mais tarde no inverno e mais cedo no verão. Também pode sair cedo demais no inverno e se prolongar muito no verão. A hora em que o sol nasce e se põe pode variar segundo as estações e os hemisférios. Mais inconstante ainda é a luminosidade: as nuvens podem fazer o meio-dia passar incógnito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alba, alvorada, alvorecer, nascer-do-sol são difíceis de precisar: o sol vai nascendo e, de repente, já nasceu. O mesmo acontece com o ocaso, o crepúsculo, o pôr-do-sol. O sol vai se pondo e quando vemos já é noite. Muitas vezes, parece que, no anoitecer, o sol começasse um longo bocejo que terminasse com um súbito fechar de pálpebras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é muito poético, mas será que dá pra confiar? Tomar o início e o fim da luz do dia como referência exigiria ajustes diários às variações que podem ser de apenas um segundo, mas também podem ser de horas. Falar assim é suficiente para tornar patente nossa escolha: entre o quantitativo e o qualitativo, optamos pela precisão. O tempo, para nós, é precioso, e a pontualidade é garantida pelo cadência inalterada e ininterrupta do passar dos segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Nova Caledônia, ilha da mítica Oceania, os canaca pensam diferente de nós. Eles têm nomes para os diferentes estágios do fim-do-dia. Eles podem falar com precisão das gradações, das sutis mudanças do claro para o escuro: os muitos termos garantem precisão e segurança para se apreciar as sutilezas dos efeitos luminosos sobre o mundo sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, estamos falando de um espetáculo, do encontro – ou do confronto – de duas influências poderosas: a luz e as trevas. É uma luta sempre desigual. Sempre haverá um vencedor e um vencido. Mas, mesmo nós, fomos capazes de identificar, e nomear, o momento preciso da equivalência de forças, do empate. É um momento fugaz, de suspense, de absoluta equiparação, em que ainda é dia, mas já é noite. É o tempo talvez para duas piscadelas – lusco-fusco – e já anoiteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi esse post para falar das abordagens quantitativas e qualitativas na pesquisa em ciências sociais, para homenagear o sociólogo norte-americano Howard Becker, enquanto pensava no ensaio de Darcy Ribeiro, “Sobre o óbvio”, uma obra prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinthia Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-7732547765468001350?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/7732547765468001350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=7732547765468001350' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7732547765468001350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7732547765468001350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2010/02/ode-ao-lusco-fusco-ou-homenagem-howard.html' title='Ode ao lusco-fusco ou homenagem a Howard Becker'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5439314526630831117</id><published>2010-01-12T11:07:00.007-02:00</published><updated>2010-01-12T17:03:13.303-02:00</updated><title type='text'>Intenções</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CEladio%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(...) pai você não acha que eu estou sonhando?... Este mundo onde a gente fica parece tão falso. Esta sua kit parece uma casinha de anão... O relógio para mim é o mais estranho de todos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; Ana Cecília &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;(sete anos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; na minha “kitinete”. 9 de janeiro de 2010) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 177pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Prometo neste ano de 2010...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Começar o estudo da difícil arte das reticências;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Construir caminhos e não edifícios&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; transitar mais do que habitar;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na procura da clareza&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; alternar períodos de poluição intelectual com momentos de perturbação mental; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Usar com maior parcimônia meus poderes adivinatórios. Isto é&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; parar de escutar os pensamentos dos meus amigos e pessoas queridas;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Praticar e desenvolver o único gênero filosófico-literário que merece a pena&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; “a confisão” (Ortega e Gasset)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ler “La rebelión de las masas” ou “Meditaciones sobre la técnica” do mesmo autor;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Continuar a costurar a inconsistente colcha de retalhos de todos estes anos. Ela protege do frio a incongruência da minha alma;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Separar aqueles que são meus verdadeiros amigos de aqueles que são meros acidentes da paisagem. Depois&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; raptar&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; seduzir e fazer o amor com os acidentes da paisagem;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Produzir ruínas&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; muitas ruínas. Assistir o espetáculo da decadência do corpo&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; das idéias&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; dos sonhos&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; das ilusões;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sentir o peso e a gravidade da morte&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; a porosidade e a leveza da morte;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tomar café com criaturas sublunares;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tomar vinho com criaturas supra lunares;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Navegar em rios de uma margem só;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ficar calado nas esquinas de Brasília. &lt;span lang="FR"&gt;“tout pour l’oeil&lt;st1:personname w:st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; rien pour lês oreilles” (Baudelaire)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Parar de roubar frases e idéias de Octávio Paz;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A todos desejo Paz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eladio Oduber&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5439314526630831117?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5439314526630831117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5439314526630831117' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5439314526630831117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5439314526630831117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2010/01/intencoes.html' title='Intenções'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-2228265601762835548</id><published>2009-10-29T16:14:00.002-02:00</published><updated>2009-10-29T17:05:14.929-02:00</updated><title type='text'>Tempos Pornográficos</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CEladio%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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Produzir imagens literárias da existência nos devolve a saudável claustrofobia do pragmatismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quanta pobreza suportei até descobrir que um cacho de uvas é uma condensação da noite. Quanta penúria vivi até entender&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; Cinthia&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; que teu sorriso tem rumores de águas nômades sobre lajes de brasa. *&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Manoel de Barros tem razão: a metáfora explode o mundo. A objetividade não é um vício das pessoas&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; é um vício dos tempos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Antes do Cervantes o vício dos tempos era o pensamento analógico: as coisas do mundo tinham um espelho idealizado no supra-mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Então a rebelião da literatura nos trouxe a ironia. Os artistas interrogaram-se&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; fingiram ignorância&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; não se entregaram. Dissimularam a sabedoria com um sorriso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Diferente dos sarcásticos que sorriram com prazer em quanto mordiam o cadáver do inimigo vencido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Percamos tudo&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; exceto a ironia... Ensinou-me Ludovico Silva&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; o filósofo venezuelano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em verdade os digo: percamos tudo exceto a metáfora. O mundo nos entrega o mundo feito. È preciso carregá-lo&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; leva-lo a outros mundos. Chacoalhar&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; inventar&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; torná-lo generoso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Hoje 28 de outubro&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; quando na madrugada de Brasília chove&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; lembro aos meus amigos algum pedaço do mundo que Garcia Lorca deixou em dois versos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; line-height: 150%;"&gt;“A chuva tem um vago segredo de ternura. Algo de sonolência resignada e amável.&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; Uma música humilde acorda com ela e faz vibrar a alma adormecida da paisagem” (...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; line-height: 150%;"&gt;“Oh&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; chuva silenciosa que as arvores amam&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; tu és sobre o piano doçura emocionante. Das à alma as mesmas névoas e ressonâncias que colocas na alma adormecida da paisagem”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;Conferir: Garcia Lorca: Obras completas / Octavio Paz: Hombres em su siglo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;PS: Entre os dois versos de Lorca há mais nove “uni-versos”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;* Paráfrases desonestas extraídas do Otávio Paz de um capítulo “in memoriam” ao seu amigo Kostas Papaioannou. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-2228265601762835548?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/2228265601762835548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=2228265601762835548' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2228265601762835548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2228265601762835548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2009/10/tempos-pornograficos.html' title='Tempos Pornográficos'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5656365940255528239</id><published>2009-07-24T02:54:00.006-03:00</published><updated>2009-07-24T10:42:36.205-03:00</updated><title type='text'>Uma Corda</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CEladio%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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Ambos extremos suportando a qualidade elegante e angustiada de este objeto que implora para descansar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Impressiona-me a capacidade humana de produzir cenas cotidianas que espelham seu íntimo. Uma corda esticada é&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; talvez&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; um dos eventos mais simples e antigos em que possamos pensar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E por isso mesmo&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; um evento que tem o poder simbólico de esclarecer algum pedaço do que se denomina  “vida em sociedade”.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Viver no meio de “outros” requer&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; no mínimo&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; uma dupla habilidade metodológica. Por um lado capacidade de observar o que as pessoas fazem e por outro&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; capacidade de inferir o porquê as pessoas fazem aquilo que fazem.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Todos os dias alimentamos a “ilusão da regularidade” que matou a galinha de Francis Bacon.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A imagem da corda espichada&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; tensa&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; nos revela alguns enigmas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Do verbo latino “tendere” (despregar&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; tender) floresceu uma família exemplar de palavras como; tendência&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; tenda&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;tendão&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; tenso&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; tesão... E finalmente as palavras que aqui me interessam: &lt;b style=""&gt;intenção&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; pretensão&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; atenção&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; entendimento e contenda.&lt;/b&gt;Palavras estas que tem suas origens nos cultismos latinos entre 1140 e 1580.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Partindo de estas hipóteses etimológicas&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; imaginemos que cada um de nós&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; atores sociais – incluindo crianças&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; loucos, bêbados e principalmente comerciantes – Andamos pelo mundo com um ou vários pedaços de corda nas mãos procurando quem sujeite os extremos soltos...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Temos agora uma metáfora (corriqueira) que ilustra o funcionamento das nossas interações com o mundo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;As cordas sujeitas apenas por um dos extremos são frouxas. Não tonificam nossas relações com a sociedade. As cordas &lt;b style=""&gt;tensas&lt;/b&gt; indicam as expectativas confirmadas&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; nossa ligação com a vida humana&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; a reverberação da intersubjetividade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Assim sendo&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; sempre teremos motivos para oferecer os outros extremos ao mundo&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; isto é&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; às outras pessoas ou instituições. Por isso a metamorfose do verbo “tendere”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Quando pensamos ou imaginamos jogar nossas cordas ao mundo para alcançar algum fim dizemos que temos a &lt;b style=""&gt;“intenção”&lt;/b&gt; de... Ao final no sabemos se as pessoas ou instituições agarrarão os outros lados das nossas cordas. &lt;b style=""&gt;“Intenção” &lt;/b&gt;é uma tensão provável&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; uma promessa de tensão com o mundo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Quando pensamos “a - priori” que nossas cordas têm os outros lados sujeitados pelo mundo&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; estamos falando de &lt;b style=""&gt;“pretensão”&lt;/b&gt;. Somos “pretensiosos” quando trabalhamos com a hipótese de que o mundo já aceitou nossos arremessos antes de tê-los feito. Por tanto&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; a &lt;b style=""&gt;“pretensão”&lt;/b&gt; é uma tensão presumida que se estabelece com as pessoas e as coisas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;   Outro derivado do verbo “tendere” é a palavra &lt;b style=""&gt;“atenção”. &lt;/b&gt;Creio&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; por um lado&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; que quando se está atento também se está na expectativa de  agarrar os extremos de outras cordas cuja tensão nos importa&lt;st1:personname st="on"&gt;. Há que ter as mãos vazias para pegar cordas alheias. Há quem tem as mãos cheias das cordas do mundo e tem receio de lançar as suas.&lt;br /&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:personname st="on"&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;st1:personname st="on"&gt;&lt;/st1:personname&gt; Por outro lado quem alcança &lt;b style=""&gt;“entendimento”&lt;/b&gt; sobre alguma realidade segura de forma permanente o extremo de algumas cordas que o ajudam a levantar vôo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;E&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; por último&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; a &lt;b style=""&gt;“contenda”&lt;/b&gt;. Em que cada extremo esforça-se para arrastar o “outro”&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; às vezes até sua morte física ou simbólica. Neste caso, é causa de frustração para qualquer um dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"contendores"&lt;/span&gt; se um dos lados solta a corda.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Esta última palavra  ilustra a qualidade e natureza das tensões alcançadas pelas cordas que lançamos e recebemos todos os dias&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; no mundo do trabalho&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; da família ou do convívio social...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Bons sonhos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Eladio Oduber&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;PS: A todos meus queridos amigos e amigas cujo mútuo lançar de cordas não produz “contenção” nem “contenda” e sim contentamento (uma tensão do prazer e alegria próprias que faz vibrar o prazer e alegria do outro) &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5656365940255528239?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5656365940255528239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5656365940255528239' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5656365940255528239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5656365940255528239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2009/07/uma-corda.html' title='Uma Corda'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5020905617421462488</id><published>2009-07-09T02:03:00.005-03:00</published><updated>2009-07-15T10:09:58.095-03:00</updated><title type='text'>Paisagens</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Fui surpreendido pela “ebrietas” da beleza poética. A fábula das cores e formas delirantes. Amarelos/dourados furiosos. Eróticos castanhos/amêndoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Tudo o que governa sem reinar&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; o não domesticável. Aquilo que está “fora” e toma posse do que levamos “dentro”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;A celebração secreta de um mistério. A loucura ritual que traz o castigo a quem violou um segredo&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; a pena de morte&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; o desígnio de coisa alada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;A divindade dentro de si. Aquilo que nos ejeta da vida profana&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; em resumo&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; o entusiasmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;A insensatez de quem perde a fé. Admitir a existência da noite aveludada. O “pragma” e a contemplação de mãos dadas&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; o supremo amor. A suspensão do juízo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Algum Deus fez estas paisagens para mim... ”Eros d’estin eros peri to kalon”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Eladio Oduber&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;PS1: Ao "Perfume do Deserto" que ainda desfrutarei.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;PS2: A Juliana e Andrea. Obrigado pela beleza. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Conferir: Ludovico Silva : &lt;i style=""&gt;Filosofia de la ociosidad&lt;/i&gt;. Biblioteca de la Academia Nacional de la História&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; Caracas&lt;st1:personname st="on"&gt;,&lt;/st1:personname&gt; 1987.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5020905617421462488?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5020905617421462488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5020905617421462488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5020905617421462488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5020905617421462488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2009/07/paisagens.html' title='Paisagens'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-8183599314508399276</id><published>2009-04-07T00:14:00.006-03:00</published><updated>2009-04-09T12:08:14.566-03:00</updated><title type='text'>Conversação com Jean Guillerme.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble&lt;/span&gt;: Que fazes sozinho, aqui nesta esquina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.G.&lt;/span&gt;: Estou observando as mulheres que fazem propaganda de se mesmas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble:&lt;/span&gt; Imagino a felicidade que isto te traz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.G.&lt;/span&gt;: A felicidade é uma coisa de servos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble&lt;/span&gt;: Então, se não é a felicidade, o que procura a tua alma nesta esquina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.G&lt;/span&gt;.: Minha alma é, apenas, uma antiga e venerável hipótese. Ela nada procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble&lt;/span&gt;: E então, qual é o sentido de olhar as mulheres que passam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.G&lt;/span&gt;.: Apenas colocar minha vida entre aspas, ou, tal vez, colocar uma vírgula entre algum dos seus períodos. Pode ser que eu esteja imbuído de um espírito proto-científico como Servet, Harvey ou Legnano e queira explicar a me mesmo o mundo desde um ponto de vista anatômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble&lt;/span&gt;: Realmente as formas femininas desta rua são feituras prodigiosas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.G.&lt;/span&gt;: Sim, gostaria de guardar este mundo de beleza gentil, intacto, bem conservado religiosamente, a pesar de não o entender muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble&lt;/span&gt;: Pode-se dizer que tentas fazer uma leitura atenta e amorosa desta rua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.G.&lt;/span&gt;: Não sei, a minha questão é a procura de certo caos filosófico. Gostaria de perder a compreensão integral dos fatos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble&lt;/span&gt;: Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.G.&lt;/span&gt;: Esta esquina e suas bondades têm uma ligação com as minhas mentiras internas. É uma mistura de santidade e beleza que retira completamente a clareza do meu espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble&lt;/span&gt;: E que mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.G.&lt;/span&gt;: Então, consigo ocultar o sentido último dos meus próprios atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble&lt;/span&gt;: É um tipo de personalidade confusa a sua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.G.&lt;/span&gt;: Gosto mais de considerar-me um morto contraditório e inquietante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble&lt;/span&gt;: Devo dizer que teus pontos de vista ultrapassam minha compreensão. Pensei que sua espera nesta esquina estivesse relacionada com o “viver plenamente” as horas da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.G.&lt;/span&gt;: Ninguém fica imune à beleza do paradoxo. Ele explode qualquer momento idílico. Vejo que a flama das minhas razões queimaram as palmas das suas mãos.&lt;br /&gt;Podes retirar-te agora e não ser espectador de esta costura de signos trágicos. Ainda devo dizer-te que omiti a verdadeira razão da minha espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não participo da filosofia gelatinosa do “viver plenamente”. Este é um eufemismo do tédio existencial. Uma espécie de bulimia vital que acomete às pessoas que detêm muita saúde, otimismo, e vida de sobra sem significação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não procuro “viver plenamente” como quem procura um último copo de bebida forte no final de uma noite fracassada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu procuro simplesmente “viver”. E no final, se o consigo, me sinto poderoso. Com a suficiente potencia moral para enfrentar “o pior” do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me perguntou: O que fazes aqui nesta esquina? Agora te respondo: estou à longa espera de me mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roble&lt;/span&gt; (devagar se afasta, caminhando pensativo): J.G. é um cara muito chato... Deus me defenda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos do Eladio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: A Diego pela insistência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Octávio Paz: “As Peras del Olmo”&lt;br /&gt;Max Weber: “Ciência e Política como vocação”&lt;br /&gt;F. Nietzsche: “Para Além do bem e do mal”&lt;br /&gt;Lima Barreto: Contos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-8183599314508399276?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/8183599314508399276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=8183599314508399276' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8183599314508399276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8183599314508399276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2009/04/conversacao-com-jean-guillerme.html' title='Conversação com Jean Guillerme.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-7684555256080301030</id><published>2009-01-10T22:26:00.002-02:00</published><updated>2009-01-10T22:34:10.132-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/SWk-PJfncvI/AAAAAAAAAP0/TC-0xVgABlA/s1600-h/049.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/SWk-PJfncvI/AAAAAAAAAP0/TC-0xVgABlA/s200/049.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289827667290845938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quero voar por cima do sexto andar,&lt;br /&gt;Tirar um fino das antenas de celular,&lt;br /&gt;Pousar no galho seco do último suspiro da seca.&lt;br /&gt;Soltar a porta... Ouvir bater. Bate mais forte!&lt;br /&gt;A maçaneta ficou na sua mão.&lt;br /&gt;Guarda no bolso do macacão, mas, antes, limpa a mão.&lt;br /&gt;Essa tinta só sai com o tempo. O tempo como um solvente universal. Dissolve toda matéria da mais concreta até a mais intangível. Pouco a pouco, traço a traço, o vento me desenha, me limita, me leva, me traz.&lt;br /&gt;E minha cabeça só, calada,&lt;br /&gt;Gritava, sabia, já não grita, já nem sabe.&lt;br /&gt;Minha língua nada contra a maré impiedosa da saliva. Contorcendo-se, agarra um fragmento de palavra não dita. Trêmula, adivinha no céu da boca uma tempestade de mágoas.&lt;br /&gt;O coração da Terra não bate nem pra mim nem pra você. Ele bate pra emocionar planetas moribundos mergulhados em sombrio ceticismo.&lt;br /&gt;Escuta essa voz. Escolhe agora. Meio gesto de mensuração. Café com açúcar. Café com mel. Café com sangue... tipo O negativo.&lt;br /&gt;Subo, subo, subo. Quando já não ouço mais os ruídos do concreto e as nuvens de algodão doce tem sabor de chuva, sussurro meu nome e acordo a Terra de seu cochilo. À noite, o planeta seduzido pela sinfonia de estrelas exala o perfume dos encantos por descuido. É na penumbra que os homens voam, as mulheres chovem e os animais dançam.&lt;br /&gt;Entre um bloco e outro, todas as cidades que Brasília não foi.&lt;br /&gt;Cada pedaço de grama, trama um pingüim sem trema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diego Luis Rodrigues Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Diego Luis Rodrigues Santos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-7684555256080301030?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/7684555256080301030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=7684555256080301030' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7684555256080301030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7684555256080301030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2009/01/quero-voar-por-cima-do-sexto-andar.html' title=''/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/SWk-PJfncvI/AAAAAAAAAP0/TC-0xVgABlA/s72-c/049.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-8207647354575922319</id><published>2008-12-02T01:42:00.007-02:00</published><updated>2008-12-02T02:20:10.540-02:00</updated><title type='text'>Diálogo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/STSvWk1SiFI/AAAAAAAAAOI/rcCWZhXtVBA/s1600-h/DSC00713.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; 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Um abraço, senhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;12:35 AM &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Roble&lt;/b&gt;: Obrigado amiga, as lembranças são imperfeitas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;12:36 AM &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Zulay&lt;/b&gt;: sim, além do mais, estas fotos estão um pouco borradas, para reforçar essa impressão, claro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;12:38 AM &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Roble&lt;/b&gt;: As cosas muito didáticas podem afastar-nos da arte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;12:39 AM &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Zulay&lt;/b&gt;: não sou didática, é que o “daemon” se manifesta através de mim... ;-)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;12:40 AM &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Roble&lt;/b&gt;: Sim exatamente não estava te chamando didática... Creio que esta foto esconde as verdadeiras intenções que ela tinha... Era um adeus&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;12:41 AM &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Zulay&lt;/b&gt;: Caralho, não vejas o lado triste da questão. Pensa naquilo que é bom: nossas sombras juntas ao sol&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;12:43 AM  &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Roble&lt;/b&gt;: meu sistema nervoso central traiciona-me. Às vezes vejo as coisas assim... É a beleza do drama&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);" lang="ES-TRAD"&gt;12:43 AM &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Zulay&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;: claro...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;12:44 AM  &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Roble&lt;/b&gt;: é um bom título para um livro… "nossas sombras juntas ao sol”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;12:45 AM &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;  &lt;b&gt;Zulay&lt;/b&gt;: Bom, se escreves esse livro espero que reconheças então a porcentagem que me toca se o queres , podes toma-lo prestado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Foto: F. C. L.: 307 Sul&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-8207647354575922319?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/8207647354575922319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=8207647354575922319' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8207647354575922319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8207647354575922319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2008/12/dilogo.html' title='Diálogo'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/STSvWk1SiFI/AAAAAAAAAOI/rcCWZhXtVBA/s72-c/DSC00713.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-3548337172946814538</id><published>2008-11-25T00:57:00.004-02:00</published><updated>2008-11-25T01:12:06.336-02:00</updated><title type='text'>Anjos, xícaras, sacolas, sonhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/SStqpRPlmTI/AAAAAAAAAOA/IZfh0z8xXCk/s1600-h/Noite%2Be%2BNarguile.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 144px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/SStqpRPlmTI/AAAAAAAAAOA/IZfh0z8xXCk/s200/Noite%2Be%2BNarguile.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272425046003259698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Que coisa deliciosa é amarrar os cadarços dos sapatos”&lt;br /&gt;                                                                                Ana Cecília.&lt;br /&gt;Sábado 23/11/2008, no meu quarto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fui tomar café da manhã com Cinthia, propositadamente escutando o “Cravo Bem Temperado” de J.S. Bach. Sentindo a impressionante autonomia do piano no barroco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinthia, com uma xícara de café a metade do caminho, comentou que evita procurar chateações, por que elas chegam sozinhas. Da mesma forma, evita tirar o idealismo de quem quer que seja, por que com o tempo, ele vai embora também sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idealismo juvenil. Orgulhamos-nos de tê-lo perdido. Assim, ficamos ex-fumantes, ex-militantes, ex-caminantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando em casa, minhas amigas idealistas não acreditaram quando souberam que eu não separo o lixo e que, ainda por cima, compro sacolas plásticas para jogar o lixo misturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isto que Augusto dos Anjos queria dizer com aquilo de “quebrar a imagem dos próprios sonhos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. Bourdieu e J. Habermas tinham razão quando, já na maturidade intelectual, depositaram suas esperanças de mudança social no idealismo da juventude politizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma juventude radicalmente idealista e politizada é alguma garantia de maturidade decente. Decência no sentido de pensar nas conseqüências de certos comportamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que as minhas amigas foram embora fiquei olhando para o lixo, olhei para as sacolas plásticas e pensei se meu idealismo não tinha ido embora, devagarzinho, misturado dentro daquelas sacolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eladio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: para que as imagens dos sonhos da Eunice, Tâmara e Luiza demorem a quebrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Eladio Oduber / Noite e Narguilé / acrílico sobre cartão / 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-3548337172946814538?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/3548337172946814538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=3548337172946814538' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3548337172946814538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3548337172946814538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2008/11/que-coisa-deliciosa-amarrar-os-cadaros.html' title='Anjos, xícaras, sacolas, sonhos'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_x26I_r4SWOY/SStqpRPlmTI/AAAAAAAAAOA/IZfh0z8xXCk/s72-c/Noite%2Be%2BNarguile.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-604613331203111005</id><published>2008-11-01T12:00:00.000-02:00</published><updated>2008-11-01T12:22:40.652-02:00</updated><title type='text'>Dez aforismos</title><content type='html'>1. Uma educação construída com olhares severos também é muito perniciosa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Trocar o ócio pelo zelo é a mesma coisa que vender a pérola do coração;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. É bom banhar nossos cavalos para a grandeza de Deus (San Ignácio de Loyola) e não somente por que estão sujos (Don Quijote);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Não olhes para teu filho (ou semelhante) como quem olha um canivete suíço;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.  Se tens a profissão de levar mulas para o rio, pelo menos sub-contrata aquele que há de obrigá-las a tomar água;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Oferece todos os dias uma víscera ao corvo que crias. Porém, lembra que o que ele deseja mesmo é o brilho dos teus olhos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. A potencia que a vida pede para ser vivida é infinitamente superior ao chamado “instinto de conservação” (Nietzsche);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Que a objetividade não te engane: a etnografia que fazes sobre o mundo é também tua opinião sobre o mundo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Para que procurar a verdade a todo preço? (Nietzsche)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Uma mulher inteligente, bem humorada, e com belas costas é uma lareira com lenhos verdes que prolonga nossa agonia enquanto nela ardemos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons sonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eladio Oduber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir qualquer livro do Gustavo Bueno (filósofo espanhol), Federico Andahazi (romancista argentino) e Frederich Nietzsche.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-604613331203111005?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/604613331203111005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=604613331203111005' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/604613331203111005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/604613331203111005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2008/11/dez-aforismos.html' title='Dez aforismos'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-4183056858211333362</id><published>2008-07-12T09:17:00.004-03:00</published><updated>2008-07-14T14:57:06.222-03:00</updated><title type='text'>Encierros de San Fermin</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SHihKwCEbII/AAAAAAAAALs/p91Zp_rWQgY/s1600-h/Silvino+Bueno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SHihKwCEbII/AAAAAAAAALs/p91Zp_rWQgY/s200/Silvino+Bueno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222100974000434306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gertrude Stein dizia que somente os povos espanhol e norte-americano podiam entender o sentido de certas abstrações. Utilizava como medida de comparação os alemães. Segundo Stein, estes últimos gostam do sangue das corridas de touros, diferente dos espanhóis e norte-americanos que gostam do ritual. (Stein Gertrude; apud Cecília Oliveira; Beirute Asa Norte) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;            &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ontem, assisti paralisado, num canal da tv espanhola o inicio de um “encierro” em San Fermin – Pamplona. Dezenas de pessoas – na sua grande maioria homens -  com rostos de pavor esperavam a abertura das portas que libertariam 14  toros que durante dois ou três minutos perseguem uma multidão em estampido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No fundo todos querem estar próximos de Deus. Participar de um “encierro” é isto... A ansiedade de estar vivo e não ter a morte por perto desperta a sede de possuí-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antes das portas se abrirem os corredores por três vezes lançam ao céu um pequeno cântico dedicado a “San Fermin”:  “A San Fermin pedimos, por ser nuestro patrón, nos guíe en el encierro, dándonos su bendición...” E um ultimo grito que tenta espantar o medo ... “viva San Fermín”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Medo de submeter-se às forças  da natureza representadas nos touros robustos fartos de chifres medonhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem me botou no vicio de ver estas coisas foi meu bom amigo Fernando Campos Leza, natural de La Rioja, “cigueñero” de pura cepa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No fundo eu gosto que, pelo menos, parte da Espanha tenha como heróes a estes corredores dos “encierros”. Outros povos cultuam o Batman e o Homem Aranha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não há como discutir questões “politicamente corretas” sobre touros com meu amigo Fernando. Ele somente enxerga a beleza do ritual. Diante do brilho nos olhos de quem vivencia o ritual, outros argumentos são como latidos de cachorros  destinados à lua de uma noite azul e infinita. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;            PS: Fernando amigo, gracias por las malas influencias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eladio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Imagen:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; Silvino Bueno /  Eladio Oduber, 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-4183056858211333362?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/4183056858211333362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=4183056858211333362' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/4183056858211333362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/4183056858211333362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2008/07/encierros-de-san-fermin.html' title='Encierros de San Fermin'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SHihKwCEbII/AAAAAAAAALs/p91Zp_rWQgY/s72-c/Silvino+Bueno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-8477635287659138547</id><published>2008-05-05T23:12:00.002-03:00</published><updated>2008-05-05T23:19:19.889-03:00</updated><title type='text'>Iconoclastia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SB-_pW-TWYI/AAAAAAAAAKo/oUbJtVVY9Lg/s1600-h/Sancho+Kraaz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SB-_pW-TWYI/AAAAAAAAAKo/oUbJtVVY9Lg/s200/Sancho+Kraaz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197083212271278466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;        Iconoclastia, além de uma palavra, é um efeito sonoro de computador. É aquele som de coisa frágil quebrando que a gente pode usar nas apresentações de power point. É também um vício , um gesto espontâneo, irrefletido, como aquele mil vezes repetido do caubói que vira a mesa do jogo de pôquer e começa a atirar. Naqueles tiroteios havia sempre o estilhaçar de vidros: das mangas dos lampiões às garrafas logo acima da cabeça do barman – sempre pretensamente neutro.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    Reajo às cartas marcadas do pensamento como um caubói dos faroestes de antigamente: sem muita reflexão e lançando projéteis que querem estilhaçar a fragilidade do lugar-comum que se pretende inatingível ou inquebrável. (Não dá pra querer ganhar de um pistoleiro profissional com cartinhas marcadas ou com movimentos de mãos já meio enlanguescidos pelo uísque). &lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    Alcanço a perfeição mesmo quando não contenho minha verve, mas a cena tem um tom de comédia e o mocinho é meio clown, como o Trinity. Se tudo dá certo, meus disparos são só um bangue-bangue, um tiroteio divertido, ruidoso. (Nada que se aproxime à reverencia silenciosa das metralhadoras do primeiro Matrix).&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    Acho que é isso: silêncio não combina com iconoclastia. Digamos que não cai bem. Nem silêncio, nem reverência.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Cinthia Oliveira&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Para o Luiz Fernando, como um pedido de desculpas.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Imagem: Sancho Krazz / Eladio Oduber / maio 2008 &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-8477635287659138547?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/8477635287659138547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=8477635287659138547' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8477635287659138547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8477635287659138547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2008/05/iconoclastia.html' title='Iconoclastia'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SB-_pW-TWYI/AAAAAAAAAKo/oUbJtVVY9Lg/s72-c/Sancho+Kraaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-4704887717141570640</id><published>2008-04-29T16:22:00.004-03:00</published><updated>2008-04-29T16:48:45.796-03:00</updated><title type='text'>Schopenhauer e os bonsais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SBd5qG-TWXI/AAAAAAAAAKg/wesdvlSrsWs/s1600-h/Bonsai+02.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SBd5qG-TWXI/AAAAAAAAAKg/wesdvlSrsWs/s200/Bonsai+02.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194754459528550770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;             Os bonsais me fazem sofrer. Não gosto de achar belas aquelas árvores atrofiadas, treinadas para se tornar miniaturas. Sofro também porque imagino que aquela plantinha acredite mesmo ser uma árvore.             Talvez se sinta feliz, protegida de todos os perigos quando tinha – em potência – como diria Aristóteles, a capacidade de sobreviver às tempestades.                                 Contenta-se com a água medida, contada a gotas, apenas suficiente para sobreviver, quando poderia receber por todo o corpo as ráfagas da abundância das chuvas de verão. Não gosto de pensar que aquela plantinha possa se sentir abalada por um sopro de vida quando uma árvore pode lutar contra a força dos ventos, e vencer, reafirmando suas raízes.&lt;/div&gt;&lt;div id="filecontent"&gt;&lt;div style="text-align: justify;" id="yiv1322576245"&gt; &lt;p&gt;Ai, as raízes podadas do bonsai. São como os pezinhos atrofiados das mulheres orientais de antigamente: garantia de sua contenção. Acho que é isso, os bonsais são como as mulheres de Schopenhauer: miniaturas forjadas de ser humano. Elas não têm vontade, apenas desejam, têm caprichos; são voluntariosas. São como crianças porque o seu querer não interfere no mundo. É só o bater malcriado de um pezinho calçado em sapatinho de verniz. Sua vontade tem as asas aparadas dos pássaros criados fora da gaiola, pretensamente livres para voar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Conheço mulheres assim. Elas também me fazem sofrer. Mantidas numa sala de espelhos, elas acreditam ser apenas a imagem de si que vêem refletida. Não entendem que os espelhos as limitam às dimensões – e profundidade – de um vaso cerâmico de bonsai.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para Brigitte Bardot, que não se deixou conter pelos contornos de sua imagem. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para Aristóteles, “Todas as coisas são em &lt;u&gt;potência&lt;/u&gt; e ato. Uma coisa em &lt;u&gt;potência&lt;/u&gt; é uma coisa que tende a ser outra, como uma semente (uma árvore em potência). Uma coisa em ato é algo que já está realizado, como uma árvore (uma semente em ato)”. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O exemplo arbóreo está na Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ver Metafísica do Amor Sexual de Schopenhauer e A arte de lidar com as mulheres, coletânea das opiniões do filósofo sobre as mulheres, feita por Franco Volpi.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cinthia Oliveira&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Imagem: Bonsai / E. Oduber / abril 2008&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-4704887717141570640?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/4704887717141570640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=4704887717141570640' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/4704887717141570640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/4704887717141570640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2008/04/schopenhauer-e-os-bonsais.html' title='Schopenhauer e os bonsais'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SBd5qG-TWXI/AAAAAAAAAKg/wesdvlSrsWs/s72-c/Bonsai+02.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-2341926921298805119</id><published>2008-04-12T01:22:00.007-03:00</published><updated>2008-04-14T00:51:23.487-03:00</updated><title type='text'>Sabedoria Palafrenera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SAA8yH22jSI/AAAAAAAAAKQ/TJJSKXClYv8/s1600-h/CAbe%C3%A7adeRei.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SAA8yH22jSI/AAAAAAAAAKQ/TJJSKXClYv8/s200/CAbe%C3%A7adeRei.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188213602531052834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quatro negros cavalos puxam a carruagem da alma: o raciocínio, as convicções, os hábitos e as paixões.&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;     Por razões que não consigo imaginar somos regularmente conduzidos com mais força e sentido por algum deles. Às vezes, dependendo da idade ou da época da nossa vida, permitimos, durante algum tempo, que um ou outro tome a frente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    É possível que as ancas de aquele animal treinado fiquem tão fortes que nunca mais possamos deté-lo. E com isso percorramos trilhas de glórias e misérias que nos fazem adquirir o que se chama de “estilo pessoal”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    Triunfos e realizações tangíveis sempre foram as terras a onde se dirige sozinho o cavalo do raciocínio e nesse percurso também encontra a morte pela faca da frieza egoísta da alma...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    Quem dá rédeas ao cavalo das convicções prova do orgulho e nobreza dos heroísmos e pode, quem sabe, sucumbir à morte da solidão ou à pobreza material das escolhas extremas... &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    Quando o cavalo do hábito é quem governa, a alma é levada a terras pacíficas e conhecidas. E, muitas vezes, é inevitável o encontro com o tédio e fastio mortais ao longo do caminho tradicional e rotineiro...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    Por último, o cavalo das paixões nos arrasta até a fruição dionisíaca de uma vida exuberante e criativa e, da mesma forma, pode suicidar-se prematuramente no poço dos afetos...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Querido leitor peço ajuda!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;E se, ao mesmo tempo, dermos rédeas a dois ou  três  cavalos?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A quais dois?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A quais três?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A que terras iremos parar?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;E se azoitamos os quatro para todas as direções?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;E se nenhum puxa?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Acho melhor perder toda esperança. Jamais os quatro negros cavalos correrão na mesma direção...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Sabedoria “condottiere” nos ampare...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Sabedoria palafrenera nos acompanhe...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Abraços do Eladio&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Imagem: Cabeça de Rei / Eladio Oduber / Acrílico, guache e crayon sobre papel / Abril de 2008. (inspirado numa escultura de cavalo grego)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-2341926921298805119?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/2341926921298805119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=2341926921298805119' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2341926921298805119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2341926921298805119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2008/04/sabedoria-palafrenera.html' title='Sabedoria Palafrenera'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/SAA8yH22jSI/AAAAAAAAAKQ/TJJSKXClYv8/s72-c/CAbe%C3%A7adeRei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-3559825187491780768</id><published>2008-03-21T01:37:00.009-03:00</published><updated>2008-03-30T10:49:52.772-03:00</updated><title type='text'>Mulheres, frutas e a pesquisa de mercado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R--Zd8BbPFI/AAAAAAAAAJQ/y4iuySfNxBY/s1600-h/Recife.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R--Zd8BbPFI/AAAAAAAAAJQ/y4iuySfNxBY/s200/Recife.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183530435734092882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A gente sabe como foi que a guerra de Tróia começou. Sem ter sido convidada para um banquete no Olimpo, a Discórdia sentou-se à mesa, próxima às três deusas mais belas: Palas-Atena, Afrodite e Hera. Com um gesto displicente – e talvez um muxoxo de tédio – a Discórdia colocou uma fruta, um pomo, entre as três beldades e disse apenas: para a mais bela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;    A elegância grega não informa sobre os cutucões e outros gestos esticamente questionáveis com que as deusas tentaram se apossar do fruto do Jardim das Hesperíades. Como estavam, aparentemente, em igualdade de condições, tentaram fazer – ali mesmo – uma pesquisa de opinião entre os deuses. Queriam que eles decidissem quem merecia ficar com o pomo da Discórdia. Não conseguiram. A indiferença olímpica dos deuses não deixou que a pesquisa de mercado tivesse origem divina...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;    As deusas não se conformaram com o empate técnico. Embora representassem a inteligência, o amor e o poder, elas nem cogitaram a possibilidade de dividir a fruta em três pedaços iguais. A solução que encontraram foi a de escolher um humano para responder à questão. Não por acaso, escolheram Páris: homem e jovem. A caminho de Tróia, o atleta Páris viu-se rodeado por três belíssimas deusas que lhe pediam que entregasse o pomo de ouro para a mais bela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;        Consta que Páris tentou reagir com a isenção de um deus, mas... As três passaram a tentar influenciar sua escolha, prometendo recompensas. De Atena receberia glória e sabedoria, Hera lhe daria riqueza e poder, mas Afrodite lhe prometeu o amor de Helena, a mais bela mulher do mundo. Páris escolheu a deusa do amor e despertou, no mesmo instante, a ira de Hera e Atena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;        Helena, filha de Zeus com uma mortal, era casada com Menelau, rei de Esparta. Para reunir Helena a Páris, Afrodite inspirou-o a raptá-la, durante uma providencial ausência de seu marido. Para recuperar sua esposa, Menelau promoveu uma guerra contra Tróia, a cidade governada por Príamo, pai de Páris. A guerra durou mais de 10 anos, envolveu todas as cidades gregas e deu a Ulisses uma viagem de volta para casa que foi uma verdadeira Odisséia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Moral: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;ol style="margin-top: 0cm;" start="1" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;o tipo de amostra      influencia no resultado da pesquisa;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;nem sempre o resultado      das pesquisas resolve conflitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Cinthia M.R. Oliveira&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para o Pablo Santos, que quer sempre ler meus textos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Imagem: Pomo / Eladio Oduber / Janeiro 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:13;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:13;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-3559825187491780768?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/3559825187491780768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=3559825187491780768' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3559825187491780768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3559825187491780768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2008/03/mulheres-frutas-e-pesquisa-de-mercado.html' title='Mulheres, frutas e a pesquisa de mercado'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R--Zd8BbPFI/AAAAAAAAAJQ/y4iuySfNxBY/s72-c/Recife.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-1205553872960818543</id><published>2008-01-17T00:59:00.002-02:00</published><updated>2008-03-30T10:48:56.550-03:00</updated><title type='text'>Carta a Natalia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R--Z1MBbPGI/AAAAAAAAAJY/peTvfv4gzlA/s1600-h/La+Guaji.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R--Z1MBbPGI/AAAAAAAAAJY/peTvfv4gzlA/s200/La+Guaji.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183530835166051426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Querida sobrina:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Tienes que saber que mucho me he deleitado com la &lt;span id="misp_compose_1" class="hm"&gt;série&lt;/span&gt; de fotos &lt;span id="misp_compose_2" class="hm"&gt;musicalizadas&lt;/span&gt; que publicaste &lt;st1:personname st="on" productid="em la Web. En"&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em la Web."&gt;en la &lt;span id="misp_compose_4" class="hm"&gt;Web&lt;/span&gt;.&lt;/st1:personname&gt; En&lt;/st1:personname&gt; el silencio de mi cuarto, observé a escondidas, como quien profana un templo, las enigmáticas imágenes &lt;span id="misp_compose_6" class="hm"&gt;costuradas&lt;/span&gt; por climas musicales &lt;span id="misp_compose_7" class="hm"&gt;escojidos&lt;/span&gt; con criterio y mucha sensibilidad.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;La música de tus fotos se siente y no se siente. Esto es maravilloso. Es un secreto que debes guardar para ti misma. Nadie enseña el arte de &lt;span id="misp_compose_11" class="hm"&gt;musicalizar&lt;/span&gt; el mundo y a nadie se le puede enseñar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Antes, había asistido estupefacto el cortometraje que &lt;span id="misp_compose_14" class="hm"&gt;hiziste&lt;/span&gt; repleto de simbologías que ultra pasaban tu tierna edad. Hay en este cortometraje un lirismo perturbador que, sospecho, aparece como una homenaje a tus maestros y no como fruto profundo de tus vivencias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Mi profesora de piano, &lt;span id="misp_compose_18" class="hm"&gt;Ieldes&lt;/span&gt; Machado, &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;decía que para interpretar ciertos autores es preciso haber pasado por algunas decepciones amorosas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;No te ofendas querida sobrina. Te escribo esta carta para confesarte mi admiración por ti y por tu arte. Y para decirte también que siento la futura consistencia de tus puntos de vista y la &lt;span id="misp_compose_21" class="hm"&gt;resistência&lt;/span&gt; que opones a lo mediano. Ahora resta trabajar y esperar. Estas dos cosas en gran cantidad.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A estas horas debes estar en alguna esquina de esa ciudad enorme que &lt;span id="misp_compose_24" class="hm"&gt;escojiste&lt;/span&gt; para darle alimento a la fiera de tu talento. Te felicito, es así que marcamos el alma com colores que no se borran.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Imagino &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;como tu “ser-artista” avanza en medio de un gran silencio. Espero que sea un silencio sin resentimientos. El alma del artista se fortifica con aquello que la sujeta y se desabrocha en medio de aquello que la niega. Decía Salvador &lt;span id="misp_compose_31" class="hm"&gt;Dali&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="misp_compose_32" class="hm"&gt;Perdóname&lt;/span&gt;, pero quiero protegerte de los espíritus “objetivos” que juzgan severamente la tarea de recrear el mundo. El artista consigue “ser” en medio de la nada, evocando la propia muerte buscando la voluptuosidad de la &lt;span id="misp_compose_37" class="hm"&gt;existência&lt;/span&gt;. Taladrando la infinita serie de días que se suceden antes de la aparición de “lo creado”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Querida &lt;span id="misp_compose_40" class="hm"&gt;Natalia&lt;/span&gt;: gracias por exaltar nuestras vidas. Gracias por haberte convertido en un ensayo de ti misma. Sé que es tiempo de adquirir las técnicas que te auxilien a expresar tu arte. Ahora faltan , el amor, la visibilidad, y el dinero. Estos tres dragones responsables por una producción apasionada y duradera. Quién diga lo contrario corre el &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;riesgo de la hipocresía.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Viva &lt;span id="misp_compose_44" class="hm"&gt;Natália&lt;/span&gt; &lt;span id="misp_compose_45" class="hm"&gt;Oduber&lt;/span&gt;, salud a sus contradicciones. Vida larga a su esencia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Anda com cuidado, recuerda que siempre hay alguien deseando que olvides lo que haz venido a hacer en este mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Salve &lt;span id="misp_compose_47" class="hm"&gt;Natália&lt;/span&gt; que ya está creando el útero donde nacerá su personaje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nota: no te engañes com tu tío, estoy saqueando &lt;span id="misp_compose_50" class="hm"&gt;covardemente&lt;/span&gt; a Salvador &lt;span id="misp_compose_51" class="hm"&gt;Dali&lt;/span&gt; en su libro: “Confesiones inconfesables...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Imagem: &lt;st1:personname productid="La Guaji" st="on"&gt;La Guaji&lt;/st1:personname&gt; /&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Enrique Colina / &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Acrílico – tela / Maracaibo - Venezuela. Dec. 2006&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:13;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;b&gt;&lt;span id="misp_compose_57" class="hm"&gt;PD&lt;/span&gt;: quien quiera &lt;span id="misp_compose_58" class="hm"&gt;accesar&lt;/span&gt; las fotos de &lt;span id="misp_compose_60" class="hm"&gt;Natália&lt;/span&gt; &lt;span id="misp_compose_61" class="hm"&gt;Oduber&lt;/span&gt; puede entrar en la siguiente dirección&lt;/b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;: http://www.youtube.com/watch?v=ssFzipBnYX0 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;nataliaoduber@gmail.com&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-1205553872960818543?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/1205553872960818543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=1205553872960818543' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/1205553872960818543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/1205553872960818543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2008/01/carta-natalia.html' title='Carta a Natalia'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R--Z1MBbPGI/AAAAAAAAAJY/peTvfv4gzlA/s72-c/La+Guaji.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-7057002965154426846</id><published>2007-12-20T00:30:00.000-02:00</published><updated>2007-12-20T08:00:33.403-02:00</updated><title type='text'>A estátua da noite</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R2nWploftGI/AAAAAAAAAHg/U6yIS4h-jRE/s1600-h/Mulher.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R2nWploftGI/AAAAAAAAAHg/U6yIS4h-jRE/s320/Mulher.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145880059212444770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A estátua da noite tem dois filhos nos braços. A morte e o sonho. Um dorme profundamente, o outro finge dormir.&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aquele que dorme aceitou seu destino, nada teme;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aquele que simula o sono combate a brevidade da vida construindo uma moral que o perpetue;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O filho que dorme não pode voltar atrás;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem finge dormir perde a noite reconstruindo os gestos do dia anterior;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O do sono profundo não tem remorsos;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O filho acordado cultiva a má consciência;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem dorme é nada;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No coração de quem finge jorra a esperança;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem dorme abraça o dogma;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem finge dormir é metáfora viva;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Perfeição e imperfeição separam a morte da vida, nessa ordem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Onde iremos parar, nós, vivos, com as nossas “crises de entusiasmo”?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Onde iremos parar, nós, mortos no ápice da nossa parcimônia?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Entre nós estão os vivos, e, entre nós, os mortos. Para distinguir um dos outros basta colocar a chama de uma vela na boca dos cadáveres ou, perto dos lábios de quem finge, uma boca em chamas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Boa noite a todos. Eladio&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Conferir: “Vida e morte” GARGANI, Giorgio A. In: As palavras no tempo. PEPE Dunia &amp;amp; De MAIS, Domenico. Rio de Janeiro: José Olympo, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Imagem: Mulher / Federico Percibal. Brasília, julho de 2001.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-7057002965154426846?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/7057002965154426846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=7057002965154426846' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7057002965154426846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7057002965154426846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/12/esttua-da-noite.html' title='A estátua da noite'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R2nWploftGI/AAAAAAAAAHg/U6yIS4h-jRE/s72-c/Mulher.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-3378008117415315220</id><published>2007-12-16T02:10:00.000-02:00</published><updated>2007-12-19T07:38:00.822-02:00</updated><title type='text'>A propósito da feiúra</title><content type='html'>&lt;a style="font-family: courier new;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R2Srl1oftFI/AAAAAAAAAG4/NgXn6YcuHvw/s1600-h/General+02.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R2Srl1oftFI/AAAAAAAAAG4/NgXn6YcuHvw/s200/General+02.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144425340904387666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;" &gt;Há textos que se nos apresentam superando qualquer possibilidade de compreensão estética.&lt;/span&gt;  &lt;p face="arial" style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Um texto, da mesma forma que um quadro ou uma imagem, manipula a visão, mexendo propositalmente o nosso foco.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Qual é o diálogo que propõem estes textos? O agir estético de alguns autores parece reverberar dentro de uma linguagem compartilhada. No Brasil a piada que venera o sexo vai acompanhada da humilhação do inimigo ideológico ou de classe.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Há escritores que escrevem para iletrados. Pessoas que somente entendem a vida através de informações velozes e sem transcendência. (sou um deles em vários momentos do dia).&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Todos os elementos, nestes escritos, são totalmente esperados. Digamos assim, são estabelecidas afinidades eletivas infracotidianas. A imagem de uma “madame” puxando um cachorrinho de raça, por exemplo.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Que sensação e quais significados transmitem estes escritos? É indizível. Talvez fique a impressão de certa irresponsabilidade. Ocupar o espaço público com opiniões que pertencem ao âmbito da vida privada.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A liberdade de expressão pode ser interpretada dessa forma: falar abertamente das taras pessoais por um canal de comunicação disponível. &lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É isto que eu chamo de feiúra. Surpreender o leitor com uma ponte de intimidade que ele não pediu. É muito mais belo ficar no nível das “categorias de alta inferência” como a psicologia não gosta.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Meu Deus, para que operacionalizar tanto a alma?  Tudo bem, o escritor forçou a barra, procurou uma intimidade desconfortável, espalhou sua feiúra, e agora, nós leitores temos que limpar a rua, arrumar o caos, passar vassoura.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O que ofende nesses autores é a falta de representações. Fico me perguntando; qual é a finalidade de um escritor didicar-se a retratar características singulares reconhecidas? Isto deveria ser proibido!&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É exatamente igual que jogar uma lata de cerveja pela janela do carro. Assim, deveriam também ser proibidas as fotos dos passaportes.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nestes escritores tinta branca sugere luz, tinta escura sugere sombra, e assim por diante... Qual templo irá suportar tal quantidade de convenções? Um banheiro público, talvez.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Quando embarco num desses textos me pergunto, assim como num pesadelo, Onde estou? Que lugar é este? Por que estou contemplando o vazio desta paisagem?&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Logo, à semelhança das cigarras, deixo que minha carcaça me suplante e continue observando a feiúra na sua infinita trivialidade.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Abraços do Eladio.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Conferir: MANGUEL, Alberto. Lendo imagens. São Paulo, Companhia das Letras, 2001.&lt;/p&gt;&lt;p face="courier new" style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Imagem: General. Eladio Oduber. Nov. 2007&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-3378008117415315220?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=51be1585dc71b32&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/3378008117415315220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=3378008117415315220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3378008117415315220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3378008117415315220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/12/propsito-da-feira.html' title='A propósito da feiúra'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R2Srl1oftFI/AAAAAAAAAG4/NgXn6YcuHvw/s72-c/General+02.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-8682278283712836857</id><published>2007-12-03T15:34:00.000-02:00</published><updated>2007-12-04T10:33:51.112-02:00</updated><title type='text'>Sobre a arte de generalizar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R1RFCCNr5ZI/AAAAAAAAAGU/7uWy2yxVWYY/s1600-R/GAto.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R1RFCCNr5ZI/AAAAAAAAAGU/W13wz45IfMs/s320/GAto.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139808975992907154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;    Em um post anterior lembrei de Jorge Luis Borges que contava a história de um rei que encomendou a seus cartógrafos um mapa bem preciso do reino. Os cartógrafos trouxeram-lhe uma, duas, três versões que foram rejeitadas pelo monarca porque, segundo ele, faltavam nos mapas inúmeros detalhes como árvores, casas, pedras, etc. A certa altura os cartógrafos perguntaram-lhe porque insistia em ter um mapa tão detalhado do reino? porque não ficava com o reino “real”?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pode-se dizer então que este rei não gostava de generalizações, ele era obcecado pelas particularidades do seu reino. Os cartógrafos não entendiam, ao final, qual era a finalidade do rei ao exigir um mapa tão pormenorizado do reino.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; A questão reside ali. Quais são as finalidades que queremos alcançar quando generalizamos ou quando particularizamos?&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Depois do construtivismo e sobre tudo depois da obra de Bruno Latour, sabemos que finalidades científicas e políticas nunca, na história de ambas atividades, foram coisas diferentes. Quem faz ciência sempre faz política. Pode ser que o contrário não seja verdadeiro.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; A questão não é tão fácil de ser resolvida. O raciocínio dedutivo e o indutivo há tempos  se complementam nas chamadas ciências humanas e sobre tudo no direito. Parece que o  único campo que resiste a participar destes vasos comunicantes é a filosofia (aqui estou generalizando, com a finalidade política de provocar. Vejam como a sociologia é mais honesta na declaração de intenções).&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Particularmente acho a implosão de certas generalizações  muito louvável. Por exemplo, os antropólogos conseguiram, estudando sociedades “particulares”, quebrar as idéias universalizantes da “inveja do pênis” ou do “complexo de Édipo” como sendo processos inerentes aos seres humanos.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Vejamos que por trás das generalizações sempre há objetivos políticos latentes. No caso do Freud os objetivos eram da racionalização ou consecução da hegemonia de gênero. Foram as mulheres antropólogas que conseguiram dar o troco ao pensamento machista freudiano.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Na filosofia e na ciência generalizar tem sua utilidade. A obra inteira de Max Weber está sustentada em grandes generalizações, assim como a obra de Karl Marx. Cada vez que um estudante acusa a qualquer um destes “totens” de terem generalizado sempre há um professor de plantão que sai a suas defesas alegando que estes autores tinham apenas a intenção de construirem seus objetos de estudos à semelhança de um mapa. Eles não queriam tratar das pedras, das arvores, dos animais..etc. É o mesmo enigma do rei e dos seus cartógrafos.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Se a coisa de generalizar ou não generalizar fosse tão fácil assim não haveria profissões no mundo que entram e saem de cena ao longo da história. Por exemplo, os mecenas dos filósofos e dos sociólogos foram acabando ao longo da história por que ambas disciplinas não sabiam outra coisas a não ser generalizar. (novamente estou generalizando) Alguns  departamentos de sociologia das universidades mais antigas de Estados Unidos como é o caso da Universidade de Yale foram fechados por que a “sociedade” (leia-se o Estado que financia) não entende qual é, ao final, a utilidade destes generalistas. Isto é, num mundo que há mais de três séculos progressivamente foi precisando de profissionais especialistas, aqueles que somente foram treinados para generalizar foram ficando sem financiadores. Com isto a humanidade perdeu?&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Sim, perdeu muita coisa. Sobre tudo a capacidade de refletir sobre seus fundamentos.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Muitas generalizações também são burrice e foram muito perniciosas ao mundo durante muito tempo, e, graças a aqueles pensadores que particularizaram foram banidas do pensamento social. Por exemplo: As mulheres são isto ou aquilo. Os nordestinos são isto ou aquilo. Os homossexuais são, etc, etc. Os negros são, etc, etc.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Outras generalizações também são odiosas e denotam uma atitude arrogante e preconceituosa de quem as veicula por exemplo:&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;a) Ser  intelectual é uma coisa louvável em si mesma;  &lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;b) Ser leitor é uma coisa boa em se mesma;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;c) Saber apenas um pouco de política cotidiana é uma coisa ruim em se mesma;  &lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;d) Não conhecer filosofia ou literatura é vergonhoso;  &lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;e) ler e ser culto é um objetivo de vida a ser perseguido;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Conheço seres humanos que sabem muito de política, literatura e filosofia e dos quais não gostaria de me aproximar um milímetro.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Moral da história: generalizar é um ato político, é necessária uma dose de honestidade intelectual para reconhecer isto. Quando um pensador generaliza tem objetivos muito claros. Se é esperto poderá reconhecer que, por vezes, podemos olhar as arvores e não somente o bosque. Olhar as árvores nos permite, muitas vezes, superar pré-julgamentos que nos tornam verdadeiramente cegos, obcecados, mulas sem cabeça.    &lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Abraços do Eladio Oduber - Sociólogo&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Imágem: Parcialidad / Eladio Oduber. Novembro 2007 (construido a partir de um quebra cabeça da Ana Cecilia)&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-8682278283712836857?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/8682278283712836857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=8682278283712836857' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8682278283712836857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8682278283712836857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/12/sobre-arte-de-generalizar.html' title='Sobre a arte de generalizar'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/R1RFCCNr5ZI/AAAAAAAAAGU/W13wz45IfMs/s72-c/GAto.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5779069199309113578</id><published>2007-11-02T22:56:00.000-02:00</published><updated>2007-11-13T08:29:43.333-02:00</updated><title type='text'>O encontro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RyvH55Lz7XI/AAAAAAAAAGE/qXFSZazpwYI/s1600-h/Cibrux.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128412398108274034" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RyvH55Lz7XI/AAAAAAAAAGE/qXFSZazpwYI/s320/Cibrux.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;As convicções são nossas vitórias internas. Algo “não derrotado” que levamos por dentro. Esta é uma hipótese etimológica.&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Porém, nossas convicções precisam de sinais externos que as confirmem. Assim, lembro-me de Bronisław &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Malinowski e da resposta do indígena &lt;i&gt;trobriandés&lt;/i&gt; à sua pergunta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;B.M.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; – o que você está fazendo há tanto tempo sentado olhando para o mar...?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Indígena&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; -&lt;b&gt;... &lt;/b&gt;estou vendo como é verdade mesmo que as ondas são fruto da vibração dos grandes pratos que estão no fundo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma explicação esteticamente superior à nossa, eu acho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Convicções são escolhas estéticas, mesmo as convicções políticas, religiosas ou ideológicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Algumas convicções parecem anteriores à experiência, sobretudo as dos indivíduos que não interpretam suas convicções como escolhas arbitrárias e sim como estado natural das coisas. Algumas convicções estão atreladas à literalidade da vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tem pessoas que gostam de uma árvore porque a consideram bela em se mesma. Tem quem gosta da mesma árvore por que lhe serve para o mastro do seu barco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Conheço pessoas que amam coisas que não servem para nada – Manoel de Barros, por exemplo. Conheço outras que develam bustos na sua própria homenagem - assisti a esta cena com meus proprios olhos que darei de bandeja aos vermes .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Umas pessoas preferem o belo ao útil, e outras torturam os “sinais” da vida para arrancar confissões que desejam muito ouvir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Trocar contas de vidro por cestos de ouro, dar tudo por nada. É o sinal de alguns encontros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não sei que nome dar aos sentimentos que provocam dentro de mim tais circunstâncias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abraços do Eladio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Imagem: Cibrux. Eladio Oduber 1995&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Conferir: Tzvetan Todorov. La conquista de América: El problema del outro.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;font-family:arial;" &gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5779069199309113578?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=50e21f343079500e&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=dae25c99d763965a&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5779069199309113578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5779069199309113578' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5779069199309113578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5779069199309113578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/11/o-encontro.html' title='O encontro'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RyvH55Lz7XI/AAAAAAAAAGE/qXFSZazpwYI/s72-c/Cibrux.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-2099113664318326468</id><published>2007-10-03T00:41:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T01:03:33.969-03:00</updated><title type='text'>O Juízo Final</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RwMS7wIlFWI/AAAAAAAAAF0/YPKY7f_bCOM/s1600-h/Jarra+ing%C3%A9nua.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RwMS7wIlFWI/AAAAAAAAAF0/YPKY7f_bCOM/s200/Jarra+ing%C3%A9nua.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116954419365483874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“O grande dilúvio de que tantas mitologias falam pode ter sido uma gota de suor que se desprendeu de dois amantes” &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;O esforçado estudante de saxofone improvisa diante dos examinadores. Depois de terminar, os professores deliberam e o reprovam.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;O jovem saxofonista, desapontado, quis tomar satisfações. Um dos professores justifica a menção: “faltou ao seu improviso profundidade estilística”. Era verdade...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ausência ou presença de estilo diferencia um artista de outro. Entretanto, “estilo” não é uma categoria metafísica. Estilo é síntese e mudança ao mesmo tempo. Sem estes dois elementos qualquer arte torna-se ingênua... ou melhor, torna-se inerte.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Algum dia seremos julgados pelo casal de amantes que inundam os planetas com suas gotas de suor. Virando seus rostos na nossa direção nos perguntaram em uníssono:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;A qual das suas atividades você dedicou forças, ou ofereceu tempo e alma para que ocorre-se nela alguma mudança estilística?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Qual dos seus desejos cresceu ou superou a imobilidade?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Qual deles triunfou sobre a doença e avançou além do girar eterno e obsessivo entorno dos antigos traumas?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Qual foi mutilado? Qual ultrapassou a infância ao ponto de poder afirmar: assim pintava, escrevia e dançava eu antigamente. Assim danço pinto e escrevo hoje!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Qual dos seus desejos teve infância, maturidade e velhice?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Qual permaneceu ingênuo?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;... Que pena faltou na sua vida "profundidade estilística" meu caro pedestre.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Eladio Oduber&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;Conferir: OSTROWER, Fayga. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Acasos e criação artística.&lt;/span&gt; Rio de Janeiro: Campus 1995.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;Cooker Jerry. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Improvisando em Jazz&lt;/span&gt;. [Sine data nem loco]&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: Jarra ingênua. Eladio Oduber. Outubro 2007&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;* Anónimo... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;do meu caderno de anotações. Que bom seria se &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;esta imágem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;fosse minha&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-2099113664318326468?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/2099113664318326468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=2099113664318326468' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2099113664318326468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2099113664318326468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/10/o-juzo-final.html' title='O Juízo Final'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RwMS7wIlFWI/AAAAAAAAAF0/YPKY7f_bCOM/s72-c/Jarra+ing%C3%A9nua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-2334961265752298458</id><published>2007-07-08T13:25:00.000-03:00</published><updated>2007-07-08T14:19:18.284-03:00</updated><title type='text'>Jugar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RpES6gIso3I/AAAAAAAAAFk/ccsqic6Y2RY/s1600-h/Olhos+Dagua.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RpES6gIso3I/AAAAAAAAAFk/ccsqic6Y2RY/s320/Olhos+Dagua.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084866250546127730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“... Por que a lua está nos seguindo?...” &lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ana Cecilia, sexta feira 29 de Junho de 2007&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;20:00 horas, no carro.&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Como é possível saber se sacrificar o intelecto é mais adequado que desconfiar do intelecto?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Sacrifica-se o intelecto para aceitar os dogmas da política, da ciência ou da religião.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Desconfia-se do intelecto para abraçar as filosofias holísticas e outros pontos de vistas míticos ou proféticos.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;   Dois gestos que pertencem a um eterno ciclo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Assim como também pertencem a este ciclo as queixas de Aristóteles sobre os jovens alunos que faltavam com o respeito aos professores ou os desvios de recursos na construção de pontes na Roma antiga, ou a estratégia reducionista da igreja medieval ao colocar todas as filosofias sob a rubrica de paganismo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Um exemplo próximo...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando o sol aparece na nossa janela, Ana Cecilia desabrocha a intenção de “dedicar-se incondicionalmente a uma tarefa”: BRINCAR.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;È um desejo metálico,  único, compacto, poderoso, explosivo, brilhante, incontestável...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talvez, com o passar dos anos, esse desejo irá a empanar-se e,  provavelmente, ficará soterrado nas camadas geológicas das obrigações ou dos medos. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Daí que, o resto dos nossos dias adultos os invistamos na exumação dos túmulos que outrora deram sentido e movimento às nossas pequenas existências.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eladio Oduber, baseado numa conversa longa e noturnal com Cinthia Oliveira.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Olhos D’agua/ Eladio Oduber. Julho 2007   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-2334961265752298458?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/2334961265752298458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=2334961265752298458' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2334961265752298458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2334961265752298458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/07/jugar.html' title='Jugar'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RpES6gIso3I/AAAAAAAAAFk/ccsqic6Y2RY/s72-c/Olhos+Dagua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-7256882431874200279</id><published>2007-06-23T22:20:00.000-03:00</published><updated>2007-06-26T13:27:55.270-03:00</updated><title type='text'>A guerra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rn3H87mGwJI/AAAAAAAAAFc/MDgUYfE7ubk/s1600-h/Perro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rn3H87mGwJI/AAAAAAAAAFc/MDgUYfE7ubk/s320/Perro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079435804347383954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Picco della Miradola em sua “oração da dignidade do homem” nos encoraja a “desvelar nossa face, conquistar um lugar e possuir nossos dons”. Este seria um caminho para a auto-definição. Assim como também a “contemplação de tudo o que contem o mundo para descobrir nossa própria forma à maneira de um pintor”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        Digamos que este filósofo renascentista nos mostrou um segredo para conservar o fogo sagrado e impedir a extinção dos movimentos perpétuos da alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        Acontece que já é tarde. Ao passar dos anos, assisti muitas vezes ao meu próprio funeral e ao longo dos caminhos sepultei um exército de "eladios" não alcançados. A estilo dos antigos, em cada epitáfio coloquei um poema dirigido aos caminhantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Num dos túmulos, meu epitáfio predileto que roubei de Francisco de Quevedo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Cerrar podrá mis ojos la postrera sombra que me llevare el blanco dia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Y podrá desatar esta alma mia hora a su afan ansioso lisonjera&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas no de esotra parte en la ribera dejará en la memoria  en      donde  ardia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nadar sabe mi llama el agua fria y perder el respeto a ley severa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alma a quien todo un Dios prisión há sido  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Venas que humor a tanto fuego han dado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Su cuerpo dejará, no su cuidado. Serán ceniza, mas tendrá sentido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Polvo serán, mas polvo enamorado”   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Dedico este pequeno texto a Leo o novo filho do meus mais novos amigos Fernado e Arlinda. Bienvenido Leo, suerte y fuerza en los caminos que te esperan...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio Oduber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imágen: Perro / Eladio Oduber. Junho 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;QUEVEDO, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Francisco de . &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poesia vária&lt;/span&gt;. Cátedra Letras Hispánicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;              YOURCENAR,  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Marguerite&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A obra em negro&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-7256882431874200279?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/7256882431874200279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=7256882431874200279' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7256882431874200279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7256882431874200279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/06/guerra.html' title='A guerra'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rn3H87mGwJI/AAAAAAAAAFc/MDgUYfE7ubk/s72-c/Perro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-7654381540438222110</id><published>2007-05-23T22:24:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T01:10:08.782-03:00</updated><title type='text'>O sangue, a cólera, a flema e a melancolia.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RlTq8M2Kq2I/AAAAAAAAAFU/1zesjip7X48/s1600-h/Mulher+atriz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RlTq8M2Kq2I/AAAAAAAAAFU/1zesjip7X48/s200/Mulher+atriz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067933800660118370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nós homens temos o dever moral de ser feministas. Mesmo sob o medo de afastar-nos do litoral dos nossos pré-conceitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Feministas de luto e com raiva: da arrogância das religiões que controlaram a sexualidade da mulher exigindo-lhes pureza, castidade e fidelidade.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos santos que decretaram às mulheres poluídas desde o próprio ato da concepção;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos inquisidores que, jorravam mel e penas nas bruxas para exibi-las despidas em praça pública;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das cruzes feitas a fogo nos corpos das mulheres que amavam fora do casamento;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sangue dos filhotes de pombos vertidos nos lençóis para provar virgindade.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feministas para gritar, como Apolo, o nome de todas as mulheres da história do mundo e sentir ciúmes do próprio grito.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro aqui antes que a carruagem de demagogia me rapte para oferecer-me um local confortável onde adormeçam o corvo e o pombo que agonizam no meu peito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços do Eladio&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Mulher / Eladio Oduber, abril 2007 &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-7654381540438222110?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/7654381540438222110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=7654381540438222110' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7654381540438222110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7654381540438222110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/05/o-sangue-clera-flema-e-melancolia.html' title='O sangue, a cólera, a flema e a melancolia.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RlTq8M2Kq2I/AAAAAAAAAFU/1zesjip7X48/s72-c/Mulher+atriz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-3897322268958830947</id><published>2007-04-19T17:30:00.000-03:00</published><updated>2007-04-21T12:23:28.462-03:00</updated><title type='text'>Flor de Manacá.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RifUy5GZo-I/AAAAAAAAAFA/NI_VG3Hhf7w/s1600-h/Manaca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RifUy5GZo-I/AAAAAAAAAFA/NI_VG3Hhf7w/s320/Manaca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055243077532885986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Universidad del Zulia, Maracaibo, Venezuela, ano de 1981:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;Gostava muito de matar as aulas de sociologia e fugir para os ateliers da Faculdade de Arquitetura onde estudava meu irmão Carlos. Gostava de fazer isto, tal vez, movido por um desejo de respirar, longe das asfixiantes aulas de economia política ou de metodologia da pesquisa... Estes ateliers tinham vida, os estudantes de arquitetura passavam muitas horas neles e, por isso, traziam pedaços dos seus lares; plantas, cafeteiras, toca fitas, colchões, toalhas... Outras coisas também me levavam a Faculdade de Arquitetura, era a fruição artística e emocionada do meu irmão e seus colegas de aula. Pintores, escultores, todos mordidos pelo espírito da contestação e da mistura. Assim, não era raro ver os colegas de Carlos pintando telas, fazendo cenários de peças de teatro ou caminhando com um galo amarrado a uma corda, pelo pescoço, para ridicularizar às jovens “madames” que costumavam levar seus cachorrinhos de raça para as aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde cheguei no atelier e encontrei meu irmão e seus colegas reclinados sobre uma mesa grande, falando apaixonadamente sobre o croquis de uma cidade... Conversavam  entusiasmados sobre a proposta simples e bela nascida do traço em cruz, sobre a harmonia das escalas, do modernismo, da Carta de Atenas... Pronunciavam em atitude religiosa o nome dos mestres; Lúcio Costa, Oscar Niemeyer. A capital do Brasil apenas saia da sua adolescência.&lt;br /&gt;Essa noite sonhei dirigindo nas “tesouras” de Brasília, foi um sonho premonitório com dez anos de antecedência (devo confessar, sem falsa modéstia, que meu sonho foi topograficamente mais preciso que o de Dom Bosco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1990, quando cheguei em Brasília minha alma foi imediatamente arrastada por uma “doxa” melancolia. Não era um sentimento ruim, ao contrário, foi uma sensação plena e tranqüila de quem quer se abandonar ao silêncio dos labirintos de um  Eu misterioso. O vento frio que me recebeu em Brasília, as cores ocres e pálidos verdes da vegetação, um pouco antes da seca, arrancaram de mim emoções que não queria entregar facilmente porque prenunciavam o início de um amor fundo e duradouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio minha vida na cidade, e o caminhar interminável dentro das suas quadras, toda vez, carregando um palpitarzinho no peito...uma inexplicável vontadezinha de chorar.&lt;br /&gt;Inexplicável só até hoje... quando consegui desvendar o porque destas emoções parecidas a aquelas que sentia no atelier da faculdade... Era óbvio que parte destas sensações vinham do fato de eu ter virado um habitante de carne e osso dentro da “grande maqueta” dos sonhos do meu irmão e seus colegas, porém não era somente isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu encontro com Brasília era o encontro com uma  mitologia por mim desconhecida que me inundava poderosamente e me suspendia irracionalmente acima da vida prosaica.&lt;br /&gt;Hoje, depois de ler um e-mail enviado pelo meu amigo, arquiteto e músico, Bruno Luccini, sobre a vida e obra de Lúcio Costa descobri qual era a origem destes sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo e-mail soube que em 1954, uma tarde de viajem, debaixo de uma chuva fina, o carro dirigido por Lúcio Costa derrapou e bateu contra uma árvore. No acidente, sua esposa, Julieta morreu de forma instantânea.&lt;br /&gt;Trinta e quatro anos antes, tinham-se conhecido e cultivado um amor belo e simples como “a florzinha de manacá” que Julieta levava no cabelo o dia em que Lúcio a viu pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcio Costa carregou a dor e a culpa da morte de sua esposa pelo resto da sua vida. E foi sob este véu de dor mítica que, três anos depois da morte da Julieta, concebe a proposta urbanística de Brasília que ganharia o concurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem alguma vez leu o plano diretor da cidade sabe a profundidade e poesia com que foi redigido, Brasília exposta com traços femininos, apaixonados, Lúcio Costa a definia  como acolhedora, íntima, derramada e concisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que a sensibilidade do Lúcio Costa se sentiria agredida com estas minhas deduções, sei que jamais, ele mesmo não se permitiria pensar sequer na possibilidade de ter concebido Brasília como um Tah Mahal brasileiro movido pela dor da perda da mulher amada. Entretanto, desculpe-me mil vezes a memória de Lúcio Costa. Meu coração não me engana, foram já muitas noites de hierofanias nesta cidade, senti desde o primeiro dia a beleza da Julieta nas noites de vapor místico e azul entre os traços livres do cerrado e a eternidade da cosmogonia do Plano de Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço perdão mais uma vez. Extenuado, há tempo vejo a paixão escondida por trás das sinuosidades, da intimidade e derramamento de Brasília que o espírito doce e machucado do artista não conseguiu suprimir numa homenagem à beleza e ao seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1980, nós, jovens estudantes venezuelanos, em horas de ebulição espiritual, falávamos sobre Brasília como quem conversava sobre um animal empalhado. Nunca pensamos que nos imponderáveis da vida do seu idealizador repousava a flor de um segredo. Lúcio Costa foi embora discretamente, sem confessar sua dor e ao mesmo tempo nos deixando o testemunho da grandeza da sua paixão pela arte, pela beleza e por Julieta. Obrigado Mestre Lúcio Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eladio Oduber      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Manacá / Eladio Oduber . Abril 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-3897322268958830947?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/3897322268958830947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=3897322268958830947' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3897322268958830947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3897322268958830947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/04/flor-de-manac.html' title='Flor de Manacá.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RifUy5GZo-I/AAAAAAAAAFA/NI_VG3Hhf7w/s72-c/Manaca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-4688689355636397492</id><published>2007-03-28T00:47:00.000-03:00</published><updated>2007-03-28T01:14:20.219-03:00</updated><title type='text'>O jogo da micro–anarquia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RgnqjCmP1TI/AAAAAAAAAE0/SEqRcnqhMLs/s1600-h/Desejo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RgnqjCmP1TI/AAAAAAAAAE0/SEqRcnqhMLs/s320/Desejo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046822745158964530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na década de 50 os fãs da psicanálise chegaram a afirmar que o homem não vivia era o inconsciente quem o vivia. Antes, na passagem do século XIX para o século XX,  a sociologia holística afirmou que não havia chances para decisões individuais. Os fatos sociais, o quadro de forças históricas e econômicas superavam toda tentativa de intervenção individual. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De tal forma que o ser humano ficou assim, como um fino pedaço de mortadela entre a fatia da história e a fatia do inconsciente. Infelizmente, este dilema não tem um fim próximo. Em quanto isto não se resolve podemos tentar passar pela fresta da mortadela e exercitar “flashes” micro-anarquicos que nos devolvam o poder que nunca tivemos.&lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A seguir algumas propostas  inócuas:&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a) Fique numa parada de ônibus esperando nada, indo para lugar nenhum. O rebanho de pessoas do seu lado terá a ilusão que você é um deles;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;b) Ao chegar no trabalho, retire o crachá da “coleira”  e passe pela catraca somente o crachá. Agente já se curva suficiente o resto do dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;c) Retire o olhar das mulheres ou dos homens muito atraentes. B. Russell já dizia que a ausência de algumas coisas é fundamental para nossa felicidade;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;d)  Faça uma viajem a uma cidade distante, caminhe pelo centro, entre a multidão, pense que os músculos do seu rosto não vão se contrair, você não encontrará alguém conhecido. Você é uma formiga, um sapato gigante poderá tirá-lo de cena em qualquer momento;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e) Quando sair de casa e encontrar os sinais vermelhos e, depois, fechados os locais que procuravas. Sente na calçada, espere que a corrente da bicicleta do mundo se acomode nas suas coroas. As vezes somos mais papistas que o Papa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;f) Faça uma tatuagem numa parte oculta e bem doída do corpo. De preferência uma tatuagem que tenha uma função compensatória. Do tipo uma cobra imensa de pê. Se você tiver problemas de ereção. Dias antes de fazer a tatuagem você conhecerá a fragilidade humana, dias depois você conhecerá uma das duas irmãs mentirosas, “a glória”;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;g) Chore, chore toda vez que puder. Justo na frente do seu amor, num café às 15: horas de tarde, quando a metade da humanidade está empurrando o carro do mundo. Fume se quiser, use um boné. Olhe as amáveis sombras das árvores ensolaradas.  Chore de novo. Volte pela fresta, volte, ocupe seu lugar de mortadela. “amanhã será outro dia”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: Não adianta, tudo isto que acabei de dizer é muito pequeno-burguês, é simplesmente podre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imágem: Desejo / Eladio Oduber. Março / 2007&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-4688689355636397492?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/4688689355636397492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=4688689355636397492' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/4688689355636397492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/4688689355636397492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/03/o-jogo-da-microanarquia.html' title='O jogo da micro–anarquia'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RgnqjCmP1TI/AAAAAAAAAE0/SEqRcnqhMLs/s72-c/Desejo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-4161119880514075481</id><published>2007-03-25T16:32:00.000-03:00</published><updated>2007-03-25T22:38:29.410-03:00</updated><title type='text'>Caballo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RgbQqZbfL1I/AAAAAAAAAEs/2kdtJP3vpGY/s1600-h/CAballo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RgbQqZbfL1I/AAAAAAAAAEs/2kdtJP3vpGY/s200/CAballo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045949859314478930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entender a nós mesmos é tarefa infame. Entender às outras pessoas envolve alguns esforços. Dentre eles, o sacrifício das preferências subjetivas e uma disposição para minimizar os próprios juízos de valor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Admitir que os nossos pontos de vista podem ser relativizados e que as nossas escolhas axiológicas podem ser equalizadas a outras escolhas, nos coloca numa posição bastante desconfortável, eu diria, desamparada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias depois de lavar o rosto, escovar os dentes e vestir a roupa, colocamos os óculos dos nossos pré-conceitos e saímos apontando o dedo, tentando petrificar, no fluxo caótico da vida, alguns desejos, atribuindo “nomos” ao devir, querendo paralizar o mundo que flui, que envelhece e derrete moribundo diante de nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        É como ir ao rio com um pote redondo e voltar a casa com a ilusão de que colhemos um pedaço de água redonda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        Em geral não saímos para a rua com a finalidade de entender à humanidade. Por isto levamos o molde dos pre-julgamentos conosco. Eles nos ajudam a entender a vida com a barriga.     Não estamos interessados em compreender, procuramos que o mundo nos entenda. Nada mais prazeroso que encontrar um autor que não nos contrarie, diz Millor Fernandes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        Vamos ao rio da vida com o nosso pote redondo e esperamos que a vida nele caiba. Assim, confirmamos nossas profecias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        Saímos de casa,  assombrados pelo fantasma de Picasso: “eu não procuro, acho” e a existência nos fala baixinho no ouvido: “ não me procurarias se já não me tivesses achado”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bom domingo a todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio Oduber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir: JUNG, C. G. (Org.) “O homem e seus símbolos”. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1964 pp. 62 - 63 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Cavalo / Eladio Oduber. Março 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-4161119880514075481?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/4161119880514075481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=4161119880514075481' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/4161119880514075481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/4161119880514075481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/03/caballo.html' title='Caballo'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RgbQqZbfL1I/AAAAAAAAAEs/2kdtJP3vpGY/s72-c/CAballo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-8313685960565575386</id><published>2007-03-23T01:23:00.000-03:00</published><updated>2007-03-23T15:19:55.727-03:00</updated><title type='text'>Linhas retas, sexo, jornalistas, RPs, e pesquisas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RgNW6JbfL0I/AAAAAAAAAEk/Fq2gSFp6Ces/s1600-h/Aristocrata.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RgNW6JbfL0I/AAAAAAAAAEk/Fq2gSFp6Ces/s200/Aristocrata.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044971564548697922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;É possível que historicamente existam entre homens e mulheres tantos desacordos que possamos colocar em questão o valor de muitas conquistas acadêmicas, científicas ou artísticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;    Dois exemplos: por trás de algumas polêmicas profissionais há, em verdade, acirradas lutas de gênero. É o caso da antiga querela entre jornalistas e profissionais de Relações Públicas.&lt;br /&gt;   Em pesquisas realizadas com os meus alunos descobrimos que tanto jornalistas quanto os profissionais de Relações Públicas quando submetidos a técnicas projetivas atribuíram à profissão de jornalismo caraterísticas como coragem, vôo intelectual, raciocínio lógico etc. caraterísticas estas consideradas na nossa cultura como masculinas.&lt;br /&gt;   Diferentemente, associaram à profissão de Relações Públicas atributos culturalmente considerados femininos, como; capacidade de organização, talento para cuidar dos detalhes e outros.&lt;br /&gt;   Desvendamos com estas respostas que os históricos desacordos entre jornalistas e RPs não somente estão relacionados à luta pela reserva de mercado e sim a uma disputa de gêneros que permeia outros âmbitos da vida social.&lt;br /&gt;   Algo similar acontece com as perspectivas metodológicas qualitativas e quantitativas. Já passou o tempo em que os professores se “entredevoravam” em discussões sobre a validade absoluta de alguma das perspectivas.&lt;br /&gt;Hoje já é muito comum ler nos textos de metodologia e pesquisa de mercado ou marketing que ambas abordagens são complementares.&lt;br /&gt;   Assim as pesquisas qualitativas não são nem melhores nem piores que as quantitativas e vice-versa. Por isto ambas se completam.&lt;br /&gt;   Entretanto, o gênero masculino deu um “jeitinho” para continuar sua hegemonia dentro do "campo" cientifico. Assim, ficou reservada às pesquisas qualitativas a tarefa de explorar o tema, levantar assuntos,  impregnar-se do problema. E ás pesquisas quantitativas ficou a missão  de dar a palavra final, por isto são chamadas pesquisas conclusivas.&lt;br /&gt;   A humanidade gosta de gráficos,  porcentagens,  testes de inferência estatística, indícios de cientificidade. Ainda não confia nas amostragens teóricas, na interpretação , nas pistas, na conjectura.&lt;br /&gt;É a luta da subjetividade contra a objetividade, da intuição contra a experimentação. Da verdade desvendamento contra a verdade adequação.&lt;br /&gt;Muito cedo descobri que, certamente,  o caminho mais curto entre dois pontos é uma linha reta, entretanto, e isto também é verdadeiro, nem sempre é o mais bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio Oduber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Aristocrata / Eladio Oduber. Março de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-8313685960565575386?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/8313685960565575386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=8313685960565575386' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8313685960565575386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8313685960565575386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/03/linhas-retas-sexo-jornalistas-rps-e.html' title='Linhas retas, sexo, jornalistas, RPs, e pesquisas.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RgNW6JbfL0I/AAAAAAAAAEk/Fq2gSFp6Ces/s72-c/Aristocrata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5035959881152831274</id><published>2007-03-16T02:35:00.000-03:00</published><updated>2007-03-16T02:49:43.808-03:00</updated><title type='text'>Monofonia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RfotfxIKnMI/AAAAAAAAAEc/24AsepYMAIg/s1600-h/Dunas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RfotfxIKnMI/AAAAAAAAAEc/24AsepYMAIg/s200/Dunas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042392756581473474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acho que sei por que é tão difícil para algumas pessoas dizer: “não sei”. Trata-se de um gesto automático, produto da instalação, na alma, do software da monofonia existencial.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O homem monofónico tem uma imagem acabada de se mesmo. Ele vive em permanente monólogo. Digamos assim... se vende e se dá o trocado.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    A representação que o homem monofónico construiu de se mesmo está encerrada. Muito cedo descobriu seus imperativos categóricos, fechou o boteco, quebrou a luneta, deu as costas para o infinito e as estrelas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    O homem e a mulher monofonicos se sentem finalizados. E no arco do coração morto um “the end” em néon pisca eternamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O cérebro do homem monofónico repousa num aposento que ele mesmo lacrou para sempre. E no espírito uma pasadificação permanente. É o reino dos momentos já vividos.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    O limiar do presente lhe provoca náuseas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo o que as pessoas sabem sobre este personagem, ele esconde de se mesmo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O homem monofónico dobra nas esquinas e tromba com a sua pessoa, sempre coincide com ele mesmo, assim como uma bola de sinuca que rola acima de um espelho. É um evento morto. A monofonia lhe permite imitar gestos e idéias, carregar sombras e apegar-se a este mundo como um calango a uma cortiça. Por isso arrota uma resposta para todo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços do Eladio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Dedico este texto ao amigo Rubens de Oliveira que me inspirou com um escrito de A. E. de Moraes. Sobre o "não sei".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir: TEZZA, Cristovão. A polifonia como categoria ética” In: Fiodor Dostoievski: O profeta da literatura Rusa. revista Cult # 04.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: Dunas / Eladio Oduber. 1994 (?) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5035959881152831274?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5035959881152831274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5035959881152831274' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5035959881152831274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5035959881152831274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/03/monofonia.html' title='Monofonia'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RfotfxIKnMI/AAAAAAAAAEc/24AsepYMAIg/s72-c/Dunas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-69133279362693902</id><published>2007-03-06T23:45:00.000-03:00</published><updated>2007-03-07T00:12:17.014-03:00</updated><title type='text'>Misoneismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Re4sDiz6n_I/AAAAAAAAAEU/aSC9VlxVPes/s1600-h/Nada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Re4sDiz6n_I/AAAAAAAAAEU/aSC9VlxVPes/s200/Nada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039013472469950450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; “Eu fiz isso', diz minha memória. 'Eu não posso ter feito isso', diz meu orgulho, e permanece inflexível. Por fim, a memória cede" (F. Nietzsche)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Investir dinheiro e tempo em aprimorar instrumentos que aumentem a capacidade dos sentidos é o estilo das nossas sociedades. Nossa cultura superestima o papel da força de vontade e não admite, para se mesma, o motivo das suas omissões e esquecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As tragédias mundiais ou locais nos fazem homens e mulheres culpados ou deprimidos. A gente não esquece as mortes dos jovens e crianças acontecidas diariamente nas grandes urbes. H. Marcuse dizia que, no fundo, todos pensamos que todo poderia ter sido melhor. E isso nos achata como seres humanos dada a nossa sensação de impotência. A psicologia moderna fala que um dos sintomas de maturidade emocional é, por exemplo, ter iniciativa para fazer um abaixo assinado e assim impedir a poda daquela árvore antiga e bela da nossa quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No outro extremo, quando a hipostasia chamada mercado tenta bolar alguma estratégia em direção ao auto-conhecimento, então, uma lógica objetivizante invade o espírito. Por exemplo, surge a literatura de auto-ajuda e com ela a elefantiase do amor próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O ambíguo “amor ao próximo” da ideologia cristã foi eticamente superado pelo “amor ao mais longícuo” do Nietzsche. Entretanto, nem um nem outro impediram o advento do inquebrantável “amor próprio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1º mandamento do catecismo da auto - ajuda: “gostar-se muito”.&lt;br /&gt;“Amar-se a se mesmo” rezam estes manuais de sobrevivência das urbes contemporâneas.&lt;br /&gt; Fica assim pronto o canteiro para o florescimento da narciso-megalia como constitutiva do raciocínio ético das populações urbanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Talvez possamos um dia entender melhor as razões das nossas escolhas culturais se prestarmos atenção nas mensagens que os animais, mendigos, bêbados, tatuados, crianças, e loucos querem passar ao mundo. Abandonar o misoneismo, isto é, o ódio e medo ao novo que está sufocando nosso entendimento pode ser um caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Nada / Eladio. Março 2007&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir: O homem e seus símbolos C. G. Jung (Org)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-69133279362693902?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/69133279362693902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=69133279362693902' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/69133279362693902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/69133279362693902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/03/misoneismo.html' title='Misoneismo'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Re4sDiz6n_I/AAAAAAAAAEU/aSC9VlxVPes/s72-c/Nada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-3016211840266133270</id><published>2007-02-24T02:34:00.000-02:00</published><updated>2007-02-24T02:50:43.038-02:00</updated><title type='text'>Satanás e o café expresso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rd_Ce4XCzRI/AAAAAAAAAEI/xLuOkMnibno/s1600-h/Ibrik.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rd_Ce4XCzRI/AAAAAAAAAEI/xLuOkMnibno/s200/Ibrik.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034956744204406034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conta Rudyard Kipling que quando o Diabo viu por trás das folhagens o primeiro rabisco que Adão fez na terra com um graveto, falou baixinho assim “ É bonito, mas, será que é arte?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma pergunta diabólica típica de quem quer botar uma pulga atrás da orelha de muitos que não tem opinião própria. Certamente, o cochicho do Diabo foi escutado pelo primeiro crítico de arte que espalhou a incerteza através dos séculos dando início à árvore genealógica daqueles que formam a opinião de nós, neófitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Experts” há por todos os lados. Brotam que nem erva ruim em todas as esferas do conhecido e do desconhecido. Nos últimos messes, por exemplo, me propus a investigar a arte de fazer um bom café expresso.         Muito me apavorei ao descobrir que é quase impossível correr atrás do acúmulo de técnicas, maquinarias e conhecimentos que se precisam para poder fazer um simples e bom cafezinho.         Existem cursos e concursos de “baristas”, um conglomerado tecnológico, empresas, grupos de profissionais e empresários que classificam, julgam, avaliam as misturas, em fim... brigam pelo poder material e simbólico no comercio mundial do café.&lt;br /&gt;   Existe inclusive, há algum tempo, uma querela internacional do café entre Europa e Estados Unidos que tornou-se evidente a partir do sucesso de uma franchising norte-americana do café chamada “Starbucks” que parece representar o “ethos” do MacDonalds no mundo do café. A tradição européia e seus seguidores no mundo estão indignados com as mudanças introduzidas pela  “Starbucks” quanto a misturas, procedimentos, tamanho das taças, marketing etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family:arial;"&gt;É uma briga de cães famintos pelo monopólio de um pretenso e modelado conhecimento sobre o tingir da água com o pó torrado do pé de “Coffea arabica” de origem africana...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Nos bastidores de esse glamour do mundo da culinária existem, para variar, grosseiras vontades de poder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Moral da história: peguei minha rabeca e fui tocar música a outro lado. Procurei  as formas atávicas de fazer café dos povos nômades, agrícolas ou itineirantes. Encontrei em livros, na rede e entre amigos e amigas formas e receitas mágicas, simples e gostosas de fazer café que tem se perpetuado na história oral.&lt;br /&gt;   Junto ao meu colega, o filósofo bucaneiro, Leo Pimentel aprendi a moer, mesclar e desfrutar de cafés com cardamomo, canela, gengibre, cravo, noz moscada. Com o sem açúcar em longas tardes de conversa sobre cardápios. Concluímos que o simples ato de aprender a fazer um café envolve também uma postura política e filosófica. Porque te obriga a tomar posições e fazer escolhas éticas e estéticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family:arial;"&gt;A culinária dos grupos humanos que tem o “viver” como principal “missão” neste mundo, está toda aí, disponível, liberada, para ser praticada e desfrutada. O curso de “barista” que quase fiz numa instituição privada de Brasília ia me custar 600 Reais sem contar a frustração de voltar para casa e não ter as máquinas para fazer o meu cafezinho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O desfrute intenso do café feito no “ibrik”, no pote ou nas panelas do deserto falconiano da Venezuela, nas tendas Tuareg ou na costa do Salé em Marrocos é apenas uma pequena expressão de que é possível ainda explodir as reservas de mercado que foram sendo semeadas nas nossas almas ou nas almas daqueles que gostam de escutar os cochichos do Diabo .           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços do Eladio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: Querida Liss Mary , mil vezes obrigado pelas suas receitas de pão e café que você arrancou das vozes dos seus antepassados mouriscos, espanhóis, orientais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Querida Lenise, obrigado sempre por colocar seu extraordinário talento culinário e artístico a serviço dos nossos caprichos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir: MANGUEL, Alberto. Lendo imagens.  São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 30&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Ibrik / Eladio Oduber. Fev. 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-3016211840266133270?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/3016211840266133270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=3016211840266133270' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3016211840266133270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3016211840266133270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/02/satans-e-o-caf-expresso.html' title='Satanás e o café expresso'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rd_Ce4XCzRI/AAAAAAAAAEI/xLuOkMnibno/s72-c/Ibrik.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-3912119181364495574</id><published>2007-02-22T14:48:00.000-02:00</published><updated>2007-02-23T00:40:23.089-02:00</updated><title type='text'>Caro, Data, Vermibus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rd3LcYXCzQI/AAAAAAAAAD8/c5h5luAwjGA/s1600-h/Rachael.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rd3LcYXCzQI/AAAAAAAAAD8/c5h5luAwjGA/s200/Rachael.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034403646905961730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Brasil “global” está assistindo o último Big Brother pelas razões de sempre: os assalariados do país adoram ver o ócio dos escolhidos.&lt;br /&gt;Em um “post” anterior Cinthia Oliveira comentava isso mesmo em relação aos motivos pelos quais visitamos os zoológicos; gostamos de ver o ócio dos animais. Bem, a casa do BBB e os zoológicos tem muitos outros pontos em comum. Fazendo sempre a ressalva que os animais do Zoo não entraram nele, digamos assim, com tanto entuciasmo. Nisto, os dois recintos mostram uma clara diferencia. Paremos por aqui.&lt;br /&gt;A questão é: ao redor de que “coisas” se aglutina a alma de uma nação?, Quem são os nossos símbolos morais?&lt;br /&gt;José Martí dizia que, na história, alguns homens condensam a coragem que falta a muitos. A origem da palavra coragem é conhecida. “Actio cordis”; agir partindo do coração. E, como diz Nietzsche, “ali onde está teu tesouro, ali, está teu coração”. Cabe perguntar: quais são os tesouros do Brasil?, onde mora o coração dos brasileiros?&lt;br /&gt;Graças a deus, não há consenso. Para muitos, o coração está nas Casas Bahia. Para outros, nas cordas do violão do Rafael Rabelo. Na cerveja gelada, na poesia de Adélia Prado, nas pernas de Luana Piovani, num filme de Guel Arraes, na amizade recém descoberta, nas palavras de Dalton Trevisan, no bairro, na esquina...como diria Rubén Blades .&lt;br /&gt;E os nossos símbolos morais?, aqueles que emprestam o sentido para ficar em pê, dentro das calças, neste mundo?&lt;br /&gt;De preferência escolhemos, alguém não muito longe de nós, do nosso círculo familiar. Parece não haver razões para confiar em líderes, políticos ou espirituais, que se entregam facilmente nos braços dos seus próprios narcisos.&lt;br /&gt;Ontem, numa agradável tarde de café e fumo, o amigo Fernando Leza abriu alguns dos seus cofres. Falou da Espanha e da Alemanha que não escondem seus mortos, falou da Cantábria, dos velhos amigos, do seu país branco e longícuo que recebeu arrasado o corpo e o sangue do Garcia Lorca.&lt;br /&gt;  Juro que sem estas tardes estaria entregando, de bandeja, minha carne aos vermes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Salud, velho amigo Bigonha. Gosto de compartilhar com você alguns símbolos morais deste e outros mundos possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Rachael / Eladio Oduber. Fev. 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-3912119181364495574?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/3912119181364495574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=3912119181364495574' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3912119181364495574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3912119181364495574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/02/caro-data-vermibus.html' title='Caro, Data, Vermibus'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rd3LcYXCzQI/AAAAAAAAAD8/c5h5luAwjGA/s72-c/Rachael.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-2944425238203235369</id><published>2007-02-10T18:41:00.000-02:00</published><updated>2007-02-10T19:38:57.538-02:00</updated><title type='text'>Vitrines</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rc4192NDTCI/AAAAAAAAADw/fkIIsAnt8lQ/s1600-h/mulher.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rc4192NDTCI/AAAAAAAAADw/fkIIsAnt8lQ/s200/mulher.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5030017170457971746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Seus olhos são verdadeiramente lindos; que pena que você só esteja interessada no meu dinheiro”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Falei assim a semana passada a uma funcionária do Banco... que, de forma muito simpática, queria me vender um seguro de vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    As categorias da ação social weberianas sobre fins, valores, tradição e afetividade foram todas relativizadas. A professora Valquiria Padilha (Unicamp) comenta uma entrevista feita pela revista Nova em 2001. Nela aparece o caso de uma mulher que ficou cega em conseqüência de uma doença congênita. Esta mulher relata que o que mais lamenta é não poder mais admirar as vitrines dos shopping centers.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        As vezes, a madeira dos nossos valores vem da árvore dos fins alheios. Os shopping centers, tendo sido concebidos como catedrais do consumo, representam para seus “stake e stoke – holders usinas de lucros e para a maioria dos seus consumidores, uma experiência religiosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        São locais em que se diminuíem os níveis de ansiedade e se tranqüiliza o psiquismo, como gosta de falar o amigo Thadeu de Jesus, consultor da América setentrional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        Nossa mandala psíquica funciona como uma caixa d’água. Uma semana cansativa de trabalho e alguns aborrecimentos do cotidiano familiar são suficientes para que a bóia da caixa trave. e a angustia comece a sair pelo ralo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        Então basta entrar nos templos do neo-protestantismo-pós-globalizado como o Wal-Mart e usar o cartão de crédito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Nada há de novidade nisto. Não foi por outras razões que a igreja vendia indulgências antes e durante os tempos da Reforma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        Capitalismo ultra-moderno é isso aí. A decisão de ir aos lugares ultrapassa a finalidade de comprar alguma coisa. Não há fins determinados, se vai a eles porque é preciso procurar um sentido ao vazio existencial. Obedecer aos mandatos internos que impulsionam a comprar incondicionalmente e assim sentir o tépido abraço da felicidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;         A funcionária do Banco... sorriu para mim através das rachaduras da sua máscara comercial sorriu, ficou calada e deu-me as costas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;        Eu mergulhei na porta giratória com detetor de metais em direção aos reflexos infinitos dos prédios espelhados no Centro Comercial Sul, sem um tostão no bolso,  às 14:00 horas de um sol incompreensível&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio Oduber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir: Padilha, Valquiria. Shopping Center: a catedral das mercadorias. São Paulo: Boitempo, 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: Mulher / Eladio Oduber. Fev. 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-2944425238203235369?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/2944425238203235369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=2944425238203235369' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2944425238203235369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2944425238203235369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/02/vitrines.html' title='Vitrines'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Rc4192NDTCI/AAAAAAAAADw/fkIIsAnt8lQ/s72-c/mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-6024590145693034968</id><published>2007-02-05T00:16:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T00:34:56.676-02:00</updated><title type='text'>Al outro lado del rio...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RcaUiyu0JgI/AAAAAAAAADk/zI0kBg7LE3g/s1600-h/Bird+II.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RcaUiyu0JgI/AAAAAAAAADk/zI0kBg7LE3g/s200/Bird+II.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5027869359460328962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Provavelmente, só  um diretor  como Walter Salles Júnior, nascido no Rio de Janeiro, poderia conceber um filme como “Diário de motocicleta” cuja principal caraterística é a completa ausência de pieguice. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Pieguice é uma palavra que não existe no idioma espanhol. A falta de algumas palavras em todas as línguas faz com que as populações incorram em erros estéticos e filosóficos lamentáveis.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Certo que a palavra “sentimentaloide”  poderia ser um equivalente no espanhol, entretanto, “piegas” possui uma força de síntese e autonomia que a faz funcionar como um “cluster”.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;br /&gt;   O apelo ao ridiculamente sentimental procura gerar no espectador uma sensação de autocomiseração bastante atrativa e perniciosa. A pieguice é uma marca de certas culturas. Considero, de forma geral, o caráter continental da América Hispânica como piegas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não é somente a língua que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; separa o Brasil de outros países da América do Sul .&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;br /&gt;   Se é verdadeira a hipótese do poeta Federico Percibal que a origem da palavra caráter devemos buscá-la em outra palavra, “cratera”, ou seja, marca, pegada... então nosso caráter piegas pode nos conduzir por ruas estéticas sem saídas.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Estamos atavicamente caminhando sobre  os vestígios do apelo ao sentimental fácil.&lt;br /&gt;   Entretanto há  excepções... O compositor uruguaio Jorge Drexler fez o tema “Al outro lado del rio” do filme “Diário de motocicleta”. Ele supera, em inúmeros sentidos, estes rastos de pieguice continental.  A canção é emocionante, harmônica e poeticamente. Na melodia, a fumaça da água calma, a coragem resignada de todos os povos indígenas e o senso de um espírito florescente  da modernidade.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;br /&gt;   Procurar a florescência é maior do que procurar a felicidade. A florescência é um pacto elegante com a nossa decadência, é o reconhecimento honesto de todas as marcas, poeiras, falhas, penumbras, meios tons, e imperfeições do templo que estamos construindo. A superação do “caráter” nacional Latino-americano pasa pela superação da pieguice. Ainda temos muito que aprender do Brasil neste terreno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Eladio Oduber&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Agradeço com alegria à amiga Ana Maria Monteiro pela oportunidade que me ofereceu em conhecer Jorge Drexler. Agradeço a Federico Percibal, por ser amigo, artista e uruguayo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Dedico este texto com admiração al compinche espanhol Fernando Campos Leza, de la Rioja, nada piegas...  &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Bird parte II / Eladio Oduber. janeiro de 2007&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-6024590145693034968?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/6024590145693034968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=6024590145693034968' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/6024590145693034968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/6024590145693034968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/02/al-outro-lado-del-rio.html' title='Al outro lado del rio...'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RcaUiyu0JgI/AAAAAAAAADk/zI0kBg7LE3g/s72-c/Bird+II.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-917002434107645767</id><published>2007-01-17T00:57:00.000-02:00</published><updated>2007-01-26T21:55:55.539-02:00</updated><title type='text'>Bird</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Ra2Rjzl8-8I/AAAAAAAAADY/uJz5PgPfpH0/s1600-h/Charlie+Parker.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Ra2Rjzl8-8I/AAAAAAAAADY/uJz5PgPfpH0/s200/Charlie+Parker.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5020829203918814146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Alguns artistas têm o privilégio de ver o mundo passar em câmera lenta diante dos seus olhos. É como se tivessem nascido com uma dose de chá de cogumelo no córtex cerebral. Outros que não nasceram com este privilégio, simplesmente tomam chá de cogumelo. Se bem que, falar do chá de cogumelo delata a geração a que pertenço. Os jovens leitores farão as adaptações pertinentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Parece-me este o caso do Dostoiévski por quem desenvolví um temor inexplicável. No instante em que escrevo este blog leio a pg. 123 de&lt;br /&gt;“O Jogador” na edição brasileira da L&amp;PM Pocket. A vovô Antonina Vassilievna já chegou no casino das águas termais e submeteu aos seus desígnios cada um das personagens da trama...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cada palavra da Antonina fica desvelado o “catecismo das virtudes e dos méritos do homem ocidental civilizado”. Lembrei-me do Vítor Hugo que, em dias alternados, tomava um punhado de moedas e em voz alta dizia; “ eu ganhei vocês... falo isto para que fique bem claro quem é dono de quem”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Pessoalmente agradeço às falas destes artistas as luzes sobre o que se considera o principal mérito desse homem ocidental civilizado: a adquisição de capital... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; No cortejo, as outras virtudes: trabalhar muito e honestamente, ficar a tal ponto honesto que o mundo apresente sua mão aberta para receber nossa palmatória. Ler livros de auto-ajuda, submeter nossos impulsos aos chavões sentimentais. Ir à academia, sair de férias, fazer acupuntura para aliviar o peso nas costas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Ser cordiais, engolir sapos, baratas, combater os vícios do corpo, ignorar os vícios da alma. Ter ciúmes da esposa, e continuar a edificar este mundo com a resignação de um tatu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio Oduber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir: qualquer livro do Feódor Dostoiévski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Bird / Eladio Oduber . Enero 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-917002434107645767?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/917002434107645767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=917002434107645767' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/917002434107645767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/917002434107645767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/01/bird.html' title='Bird'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/Ra2Rjzl8-8I/AAAAAAAAADY/uJz5PgPfpH0/s72-c/Charlie+Parker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-7871057692746781897</id><published>2007-01-11T10:58:00.000-02:00</published><updated>2007-01-12T21:21:28.418-02:00</updated><title type='text'>O profeta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RaY1Fzl8-7I/AAAAAAAAADM/HP_4GpM0HFs/s1600-h/Homens+em+ora%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RaY1Fzl8-7I/AAAAAAAAADM/HP_4GpM0HFs/s200/Homens+em+ora%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5018757208616008626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Desprezava a sociologia por que não entendia qual era, ao final, a utilidade deste saber. Por isso, conformou-se com a definição escolar que a sociologia é a ciência que estuda a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Não tinha nenhuma preocupação em esconder seu preconceito contra aqueles que ganham o sustento dentro de uma repartição pública. Não desejava para si esse papel de assalariado do governo e cultivava um sentimento hipócrita sobre o interesse pelo poder e pelo dinheiro.&lt;br /&gt;    Entretanto, em algum momento, viu-se obrigado a vender suas mais intimas convicções.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Aceitou o convite do diabo e sentou-se à mesa com uma colher de cabo curto. Não conseguia encará-lo face a face, e, ao mesmo tempo, tremia por algum reconhecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Observou tudo com exagerada insistência e, assim, perdeu a sua dignidade de cavalheiro. Sabendo que, para perder uma coisa era necessário tê-la antes. Disto também não tinha certeza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A água dos rios corre eterna e desordenadamente até as pontes serem feitas, depois, por ironia, as pontes tornam-se as referências. Então, “muita água correu debaixo das pontes” diz o povo.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;“Cabe à gentalha fazer o trabalho sujo” escreveu Dostoievski. Tenho a impressão que o profeta procurou uma oportunidade para pulverizar seus patrocínadores e, com esta estratégia, respeitar-se a se mesmo. Lançar uma luz sobre sua existência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O desprezo aristocrático que tinha cultivado pelo lucro lhe fez pensar que todo dinheiro ficava abaixo do seu caráter. Preferia não receber um salário do patrão imoral, porém, se um cliente imoral comprasse algum dos seus livros a consciência do Profeta estaria livre de culpas.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; As moedas do lacaio não tem máculas. O dinheiro ganho com a venda das nossas convicções é infáme. O dinheiro que compra as convicções dos outros é apenas, como dizia dona Gladys, o “óleo que afrouxa todas as porcas”, e coloca as lentilhas na mesa, que agora, para serem comidas, o Profeta não precisa mais de colheres cumpridas. O diabo não estava mais lá fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: A pesar da suspeita que o leitor possa ter sobre os traços autobiográficos deste texto devo esclarecer que as linhas estão “anti-dedicadas”, e, tentam descrever uma personagem nefasta da qual prefiro falar anonimamente e com a menor quantidade de cristianismo possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio Oduber.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: muitos climas robei do “O jogador” F. Dostoievski.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imágem: Homens em oração / Federico Percibal. Uruguay - Brasília. 2002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-7871057692746781897?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/7871057692746781897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=7871057692746781897' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7871057692746781897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/7871057692746781897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/01/o-profeta.html' title='O profeta'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RaY1Fzl8-7I/AAAAAAAAADM/HP_4GpM0HFs/s72-c/Homens+em+ora%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-914999258040862933</id><published>2007-01-07T01:33:00.000-02:00</published><updated>2007-01-07T01:58:08.919-02:00</updated><title type='text'>Café</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RaBrg2kkubI/AAAAAAAAADA/Rzei2XW_Y_E/s1600-h/Invierno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RaBrg2kkubI/AAAAAAAAADA/Rzei2XW_Y_E/s200/Invierno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5017128197039634866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Cultivar a arte de viver bem pressupõe desconfiar muito de se mesmo. Isto é, enquanto a mão direita mexe na panela da exuberância do espirito a mão esquerda prova o guiso da orgia intelectual.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Em termos práticos, o bem viver, já diziam os antigos pela voz do meu recém amigo Mariano, se resume a dois movimentos. O primeiro, relacionado com um tipo de exagero interior, a “euforia”, em que tragamos com gula a cornucópia do mundo. Melhor dito, encontramos os amigos, fumamos, tomamos cerveja, estudamos, flertamos, pechinchamos, cochilamos, tornamos a vida densa e acre.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O segundo movimento é relativo ao mundo externo, a “disforia”. Uma sorte de vomito expressivo que propiciam os caldos estomacais que, por sua vez,  expulsam as representações das representações. Em outras palavras, abrimos o dique das nossas pestilenciais defecando a ópera do lirismo interior. Um poema, um quadro, um gesto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Assim como o autoritarismo tem sua fonte no auto controle, a liberdade nasce da auto desconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   É preciso, muitas vezes, duvidar dos desejos, dos motivos que atribuímos às nossas ações. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Deixar, então, que o telos eufórico e disfórico realize seu ciclo, dinamize o rumo da vida a ser vivida, se manifeste através de nós, frágeis instrumentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio Oduber.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Recomendo bater um papo com:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mariano, Leo Pimentel, Sandra Kretly, Cecilia e Cinthia Oliveiras e Solange Miguel Marcondes Armando.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ler: GRAF, Christine &amp;amp; GRAF, Dennis. "Café Life in Paris: a guide book to the cafés and bars of the city of light". Massachusetts: Interlink Publishing, 2006.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutar: Driftin (the Blue Note Years) Herbie Hancock&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Imágem: Invierno / Eladio Oduber. Novembro, 2006&lt;/span&gt;           &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-914999258040862933?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/914999258040862933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=914999258040862933' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/914999258040862933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/914999258040862933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2007/01/caf.html' title='Café'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RaBrg2kkubI/AAAAAAAAADA/Rzei2XW_Y_E/s72-c/Invierno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-3900474772898864846</id><published>2006-12-29T10:47:00.000-02:00</published><updated>2006-12-29T10:52:52.132-02:00</updated><title type='text'>El General Silvino Bueno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZUPepCnAUI/AAAAAAAAAC0/OWPhEZTtTyg/s1600-h/O+general+Silvino+Bueno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZUPepCnAUI/AAAAAAAAAC0/OWPhEZTtTyg/s400/O+general+Silvino+Bueno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5013930779234206018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El General Silvino Bueno / Eladio Oduber. Dez. 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-3900474772898864846?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/3900474772898864846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=3900474772898864846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3900474772898864846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3900474772898864846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/12/el-general-silvino-bueno.html' title='El General Silvino Bueno'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZUPepCnAUI/AAAAAAAAAC0/OWPhEZTtTyg/s72-c/O+general+Silvino+Bueno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-8707787666340936821</id><published>2006-12-27T00:46:00.000-02:00</published><updated>2006-12-27T00:50:45.230-02:00</updated><title type='text'>Oriente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZHfZJCnATI/AAAAAAAAACo/v1vlvF6FnII/s1600-h/Oriente.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZHfZJCnATI/AAAAAAAAACo/v1vlvF6FnII/s400/Oriente.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5013033483256660274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Oriente / Eladio Oduber. Dez. 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-8707787666340936821?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/8707787666340936821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=8707787666340936821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8707787666340936821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8707787666340936821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/12/oriente.html' title='Oriente'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZHfZJCnATI/AAAAAAAAACo/v1vlvF6FnII/s72-c/Oriente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5676467742999320432</id><published>2006-12-27T00:41:00.000-02:00</published><updated>2006-12-27T00:46:22.538-02:00</updated><title type='text'>Vienés</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZHeXpCnASI/AAAAAAAAACc/04D_YWedJ0E/s1600-h/Vienes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZHeXpCnASI/AAAAAAAAACc/04D_YWedJ0E/s400/Vienes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5013032357975228706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vienés /  Eladio Oduber. Dez. 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5676467742999320432?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5676467742999320432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5676467742999320432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5676467742999320432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5676467742999320432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/12/viens.html' title='Vienés'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZHeXpCnASI/AAAAAAAAACc/04D_YWedJ0E/s72-c/Vienes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-8739430628167758034</id><published>2006-12-25T23:42:00.000-02:00</published><updated>2006-12-25T23:46:18.988-02:00</updated><title type='text'>Fouquet's</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZB-xZCnARI/AAAAAAAAACQ/EEoCi8fux7A/s1600-h/Fouquets.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZB-xZCnARI/AAAAAAAAACQ/EEoCi8fux7A/s400/Fouquets.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5012645772263883026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fouquet's / Eladio Oduber. Dez. 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-8739430628167758034?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/8739430628167758034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=8739430628167758034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8739430628167758034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/8739430628167758034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/12/fouquets.html' title='Fouquet&apos;s'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZB-xZCnARI/AAAAAAAAACQ/EEoCi8fux7A/s72-c/Fouquets.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-3100346936147725010</id><published>2006-12-25T22:48:00.000-02:00</published><updated>2006-12-25T22:52:45.729-02:00</updated><title type='text'>Brumas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZByQZCnAQI/AAAAAAAAACE/os22W49dna0/s1600-h/Brumas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZByQZCnAQI/AAAAAAAAACE/os22W49dna0/s400/Brumas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5012632011188666626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brumas / Eladio Oduber, dez. 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-3100346936147725010?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/3100346936147725010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=3100346936147725010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3100346936147725010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3100346936147725010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/12/brumas.html' title='Brumas'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RZByQZCnAQI/AAAAAAAAACE/os22W49dna0/s72-c/Brumas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-1228790727043514452</id><published>2006-12-23T12:00:00.000-02:00</published><updated>2006-12-23T12:05:39.038-02:00</updated><title type='text'>Franklin y Ettienne</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RY03eJCnAPI/AAAAAAAAAB4/8tbrvJ3eBY4/s1600-h/Franklin+y+Etienne.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYufspCnALI/AAAAAAAAABI/OLzNWcoAMeM/s400/Princesa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5011274599659667634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Princesa / Eladio Oduber. Dezembro de 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-2579394002717548266?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/2579394002717548266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=2579394002717548266' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2579394002717548266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/2579394002717548266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/12/princesa.html' title='Princesa'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYufspCnALI/AAAAAAAAABI/OLzNWcoAMeM/s72-c/Princesa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5204262535302956298</id><published>2006-12-21T23:41:00.000-02:00</published><updated>2006-12-22T19:21:02.767-02:00</updated><title type='text'>Flor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYw5dZCnANI/AAAAAAAAABg/l4iXFTEZ9UQ/s1600-h/Flor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYw5dZCnANI/AAAAAAAAABg/l4iXFTEZ9UQ/s400/Flor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5011443662457340114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flor / Eladio Oduber. Dezembro 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5204262535302956298?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5204262535302956298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5204262535302956298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5204262535302956298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5204262535302956298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/12/flor.html' title='Flor'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYw5dZCnANI/AAAAAAAAABg/l4iXFTEZ9UQ/s72-c/Flor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5535796153333724814</id><published>2006-12-21T23:37:00.000-02:00</published><updated>2006-12-22T19:26:01.244-02:00</updated><title type='text'>Reveroniana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYxNM5CnAOI/AAAAAAAAABs/ZKwlOjLB93c/s1600-h/Reveroniana.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYxNM5CnAOI/AAAAAAAAABs/ZKwlOjLB93c/s400/Reveroniana.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5011465369222054114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reveroniana / Eladio Oduber. Dezembro 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5535796153333724814?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5535796153333724814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5535796153333724814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5535796153333724814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5535796153333724814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/12/reveroniana.html' title='Reveroniana'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYxNM5CnAOI/AAAAAAAAABs/ZKwlOjLB93c/s72-c/Reveroniana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-3561912825831158173</id><published>2006-12-21T23:11:00.000-02:00</published><updated>2006-12-21T23:36:56.650-02:00</updated><title type='text'>Tempestade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYs2JpCnAHI/AAAAAAAAAAY/fl9jQoT9ajo/s1600-h/Tempestad.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYs2JpCnAHI/AAAAAAAAAAY/fl9jQoT9ajo/s400/Tempestad.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5011158549643329650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tempestade / Eladio Oduber. Dezembro 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-3561912825831158173?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/3561912825831158173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=3561912825831158173' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3561912825831158173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3561912825831158173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/12/tempestade.html' title='Tempestade'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RYs2JpCnAHI/AAAAAAAAAAY/fl9jQoT9ajo/s72-c/Tempestad.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5590604037719922599</id><published>2006-12-11T22:56:00.000-02:00</published><updated>2006-12-12T02:07:17.123-02:00</updated><title type='text'>Adjetivos, objetos, sujeitos, trajetos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RX3_WtTV6SI/AAAAAAAAAAM/0im4u4yY8Nk/s1600-h/Sult%C3%A3o+Nervoso.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RX3_WtTV6SI/AAAAAAAAAAM/0im4u4yY8Nk/s200/Sult%C3%A3o+Nervoso.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5007439126288787746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Michel Foucault, cita um texto de Borges em seu livro “As palavras e as coisas". Trata-se de uma classificação ”chinesa” sobre os animais que ficam divididos assim : a) pertencentes ao imperador, b) embalsamados, c)&lt;br /&gt;domesticados, d) leitões, e) sereias, f) fabulosos, g) cães em liberdade, h) incluídos na presente classificação, i) que se agitam como loucos, j) inumeráveis, k) desenhados com um pincel muito fino de pêlo de camelo, l) et cetera, m) que acabam de quebrar a bilha, n) que de longe parecem moscas”.&lt;br /&gt;Pensando nesta formidável classificação, proponho outra, sobre os desafetos, aqueles que temos e construímos neste mundo. A saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafetos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) "adjetívicos". Os que não andam sozinhos ou que fingem nos dar poder . Apêndices, adquirem sua força escondendo-se por traz das realizações alheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) "objetivados" que colocam diante de nós obstáculos ou cenouras, que interrompem nosso andar e precisam acreditar em tudo o que cintila longe de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) "subjetivícios" que colocam nossas idéias debaixo das suas asas, que tentam sujeitar os sonhos ou as vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) "trajectivos" que lançam segundas e terceiras pedras, que caminham sobre nossos túmulos a procura de defeitos. Estes últimos cruzarão, irão além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Conferir: COROMINAS, Joan. “Breve diccionário etimológico de la lengua castellana”. Madrid; Gredos, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;FOUCAULT, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Michel   “As palavras e as coisas-uma arqueologia das ciências humanas” São Paulo;Martins Fontes, 1987&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Sultão nervoso. Eladio Oduber, dezembro 2006&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5590604037719922599?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5590604037719922599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5590604037719922599' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5590604037719922599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5590604037719922599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/12/adjetivos-objetos-sujeitos-trajetos.html' title='Adjetivos, objetos, sujeitos, trajetos.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_x26I_r4SWOY/RX3_WtTV6SI/AAAAAAAAAAM/0im4u4yY8Nk/s72-c/Sult%C3%A3o+Nervoso.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-6928940200667951500</id><published>2006-09-25T00:49:00.000-03:00</published><updated>2006-09-25T00:59:12.841-03:00</updated><title type='text'>Organillero</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger2/538/2063/1600/Organillero.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/538/2063/200/Organillero.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Queridos amigos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: arial;"&gt;Hoje levantei decidido a almoçar pos-modernidade, chutar cachorros, dançar com uma modelo, sobornar o organillero; quem adivinha que significa essa última palavra? É aquela personagem que toca um realengo enquanto um macaquinho pede esmola. Organillero é uma palavra linda uma das poucas que tenho saudades em espanhol, espanhol-linguiça; até o Garcia Marques ficou demodé, ele tem que pegar uma prancha de windsurf e ficar lá em Salvador tirando onda. Estou decidido hoje a fazer cafuné no Salvador Dalí, dar uma banana aos capitais estrangeiros. Há coisas tão urgentes meus camaradas...dentre elas, tocar salsa. Que coisa boa é morrer neste mês de tanto vento solar, passo pelas vitrines e quánticamente as coisas grudam em mim e continuam como chicletes me perseguindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: arial;"&gt;Abraços do Eladio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: arial;"&gt;Imagem: Organillero / Daniel Aravena Donaire /Chile, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-6928940200667951500?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/6928940200667951500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=6928940200667951500' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/6928940200667951500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/6928940200667951500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/09/organillero.html' title='Organillero'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-4940707540480706819</id><published>2006-09-02T13:01:00.000-03:00</published><updated>2006-09-02T13:08:45.051-03:00</updated><title type='text'>Oximoronia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger2/538/2063/1600/Brinquedo%20com%20flores.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/538/2063/200/Brinquedo%20com%20flores.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu cavalo andou, nesses dias, se queixando do peso das minhas armaduras. Mal ele sabia que era a densidade da minha alma que o incomodava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mal humor é uma moléstia infame que gosto de mostrar pelas frestas das palavras, assim em languidas prestações ao longo do dia.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O mal humor deveria ser tratado com métodos mais radicais. Por exemplo; quimioterapia. Ou com doses de piedade sobre nossa oximoronia.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ser uma coisa e ao mesmo tempo seu contrário é tarefa para almas gloriosas. Viver a esquizofrenia sem fragilizar a tênue fronteira das nossas identidades.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Meus amigos feitos à imagem e semelhança de Deus, levam, em geral, vidas desregradas. Seus corpos são templos da indolência cujos telhados caem ao passar crônico dos dias.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para que então qualidade de vida? O que fazer com tanta saúde depois que os amigos se vão de mãos dadas com os seus vícios. Ou é muito o meu otimismo mórbido achar que eles vão primeiro.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Enquanto o Lobo do tempo, que leva tudo e tudo devora, não vem, fujamos do “cortejo dos hábitos esclerosantes, da certeza do espaço e da quietude da norma. &lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Eladio&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;A Guilherme Montenegro, distinto leitor e advogado lúcido, em homenagem ao seu constante bom humor.&lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir: MAFFESOLI, Michel. Sobre o nomadismo: vagabundagens pós-modernas. Rio de Janeiro: Record, 2001.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Brinquedo com flores / Eladio Oduber setembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-4940707540480706819?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/4940707540480706819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=4940707540480706819' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/4940707540480706819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/4940707540480706819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/09/oximoronia.html' title='Oximoronia'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-3009953423078064605</id><published>2006-08-28T02:35:00.000-03:00</published><updated>2006-08-28T02:45:28.597-03:00</updated><title type='text'>Anacoreta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger2/538/2063/1600/Pimentera.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/538/2063/200/Pimentera.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O peso da responsabilidade que a cultura anglo-saxã atribui aos indivíduos espalha algumas miragens ao longo das nossas curtas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Erich Fromm, por exemplo, tentou nos convencer de que é possível desenvolver o amor se o encaramos assim como um bom músico encara seu instrumento. Praticando diariamente, estudando e cultivando com paciência nosso talento que florescerá na mesma medida do nosso esforço. Em outras palavras; todo depende de nós...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Contrapondo-se a este otimismo individualista estão os sujeitos das estatísticas, que poucas vezes conseguem amar dessa maneira porque o peso do contexto familiar e social lhes retira toda calma e concentração para amar alguém como quem ama um instrumento musical.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Diante da falta de forças internas que um assalariado tem, depois de doze horas de trabalho e três horas de ônibus lotado, para amar ao seu amor serenamente, resta pensar que não é tão má idéia voltar a acreditar nas miragens da cultura anglo-saxã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem sabe, acreditar nas ilusões de ótica ao mesmo tempo que as destruimos, respondendo emocionalmente ao mundo dos fins. Um exemplo: se seu chefe (do tipo Roberto Justus) quer lhe repreender porque você não completou aquela tarefa, você pode argumentar que falta nele algo de sensibilidade artística. Talvez você seja um funcionário impressionista. Paul Cezzane, por exemplo, expôs quadros em que os objetos não estavam totalmente terminados. R.M. Rilke diz que Cezzane tinha pintado algumas maçãs até onde ele conseguia conhece-las, o resto permanecia um mistério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então depende de nós transformar nossa qualidade de mercadorias e resgatar nossa natureza silenciosa de sujeitos esquecidos (isto minha amiga Lenise Sampaio sabe fazer bem)&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; As mercadorias imploram para serem amadas, por isso necessitam urgentes de ideologias. A coisa funciona assim: as mercadorias das vitrines necessitam do marketing para serem desejadas e nós necessitamos das mercadorias pelo mesmo motivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depende de nós intensificar as relações com o mundo, com nossos amores incluindo nossos amigos. Voltar a sentir a purificação estética da existência do musgo como me ensinou Cecilia Oliveira numa noite estrelada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depende de cada um largar a presa. É isso que podemos apreender do anacoreta.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anacoreta = lat. anachoreta = greg. anakhõrêtês = eu me retiro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já tinha aprendido com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jhon Seymur&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;: que se não podemos ser totalmente auto-suficientes, pelo menos podemos fazer nosso pão”. Isto já eu faço...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como não desejo ser anacoreta, amanhã vou me fixar intensamente nos olhos da Cinthia e repetir o velho adágio latino que é a antítese do pirata: “encontrei o porto, esperança e fortuna ADEUS”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços a todos&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio Oduber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir: Manguel A. Lendo Imagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem:  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pimentera incompleta / Eladio Oduber, agosto 2005&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dedico este texto com carinho aos amigos João Paulo e Flavia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-3009953423078064605?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/3009953423078064605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=3009953423078064605' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3009953423078064605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/3009953423078064605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/08/anacoreta.html' title='Anacoreta'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-5247703370405626043</id><published>2006-08-25T11:40:00.000-03:00</published><updated>2006-08-25T11:49:52.468-03:00</updated><title type='text'>Bella Vista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger2/538/2063/1600/Vaso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/538/2063/200/Vaso.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No ano de 1982 meu melhor amigo na Venezuela, Manuel Castañeda, tinha acabado seu namoro com a jovem Nereida Asunción. Eu, que na época dava mais valor a minha volição do que aos amigos, parti na direção da recém ex-namorada do meu amigo e tentei seduzi-la numa festa. Ela discretamente rejeitou-me. Poucos dias depois, Manuel e Nereida voltaram o namoro, só que agora com um triunfo na mão da Nereida - o melhor amigo do seu namorado havia cedido às fraquezas dos desejos e tentou laçá-la. E, o pior; ela contou tudo para Manuel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; A partir de então um continente gelado atravessou-se entre nós. Passaram-se meses de silêncio até que Manuel tomasse alguma providência a respeito. Uma noite, meu amigo Manuel apareceu lá em casa e, debaixo do braço, uma garrafa de “Cacique”, um rum venezuelano daqueles que assusta qualquer flibusteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Colocamos as armas e os corações na mesa, tratamos do assunto tentando ser razoáveis. A questão se resolveu mais rápido que o esperado, a final a saudade revelou-se maior que o impasse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;   Entretanto, de forma inconsciente, decidimos selar nosso encontro com um perigoso ritual...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;   Lá pela vigésima dose de Cacique Manuel me comentou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;- Você reparou como os filhos da p... da Coca-cola espalharam avisos luminosos em todos os pontos de ônibus da cidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;A partir desse comentário tomamos as providências para acabar, nessa mesma madrugada, com as propagandas da Coca em Maracaibo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Saímos às duas da manhã, pichamos e destruímos as duas primeiras, na terceira tentativa um carro da polícia fechou minha brasília verde escura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na delegacia, no meio do interrogatório, lembrei-me que havia dias, nem sei porque razão, eu carregava escondido na brasília, uma pistola de plástico muito parecida com uma arma verdadeira. Antes de que os policiais a encontrassem Manuel e eu decidimos comunicar o fato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuando o interrogatório o meu amigo Manuel possuído de uma irreverência etílica pegou um jornal que estava na mesa do delegado e matou uma barata pousada na parede próxima a nós. Resultado: fomos imediatamente transferidos para o presídio de Bella Vista no centro da cidade de Maracaibo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;   Chegamos lá às 3:45 da madrugada. Lembro-me da ordem do carcereiro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;- Tire os cadarços dos sapatos, tire também o cinto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;A porta de ferro de uma grande cela escura abriu-se e era impossível dar um passo para entrar porque o chão estava tomado pelos mais ou menos 60 presos que ali dormiam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Manuel entrou primeiro, depois eu. O carcereiro fechou a grade. Eu, sem poder deitar, acomodei meu pê direito no meio da axila de um corpo estendido e meu pê esquerdo ficou colado no pescoço de um outro corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como não conseguimos ir além do limiar da cela, o sol das sete da manhã iluminou as ressacas física e moral da noite anterior. Amanheci pendurado nas grades como um animal no açougue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;   Os quatro dias que vivi no presídio de Bella Vista,  eu conto outra noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Este texto e sua imágem estão carinhosamente dedicados ao meu amigo e grande artista Diego Luiz Santos.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Imágem: Vaso / Eladio Oduber agosto 2006&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-5247703370405626043?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/5247703370405626043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=5247703370405626043' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5247703370405626043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/5247703370405626043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/08/bella-vista_25.html' title='Bella Vista'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-115518492712653052</id><published>2006-08-10T01:34:00.000-03:00</published><updated>2006-08-10T07:27:45.996-03:00</updated><title type='text'>A Chave</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/Chave.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/200/Chave.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nada há mais excitante e assustador que encontrar uma chave de fechadura desconhecida. Poucos objetos desestabilizam tanto meu equilíbrio ético. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem discriminar o tipo de chave encontrado, sempre me invade o desejo freudiano de procurar-lhe um buraco e desenfreadamente provar todas as fechaduras ao meu alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas horas meu otimismo é tanto, que ficaria naturalmente satisfeito se, depois de poucas tentativas, conseguisse abrir aquilo que a chave perdida guardava tão silenciosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A angustia de quem perdeu uma chave é diferente da angustia daquele que a encontra...O sofrimento do dono da chave é um sofrimento oco, parecido com o desconforto do estômago vazio. A aflição de quem encontra uma chave é semelhante à de alguém que anda só com um canivete numa noite escura. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem perde a chave teme o corte do canivete na boca do estômago, quem encontra a chave teme o tropeço com o vazio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os corações solitários acharam ou perderam suas chaves - metáfora esta de uma pobreza e um didatismo emblemático. Pacientes que sonham com chaves que procuram fechaduras irritam seus terapeutas já grisalhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje encontrei três chaves que não abrem fechadura alguma da minha casa. Meu espírito mergulhou num enigma tenebroso: como é que vem parar três chaves que no funcionam no interior do meu quarto ? Em que momento eu tranquei o que quer que fosse e guardei estas chaves?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A impaciência de ter uma chave que não abre fechadura alguma provêm da certeza de que alguma fechadura ela abre e não sabemos qual... por isto temos dificuldade de desfazer-nos dela. Seria como jogar fora a esperança, como desistir do futuro ou abrir mão do nosso intelecto ou dos nossos objetivos existenciais. Jogar fora uma chave solitária é assim como negar os encontros possíveis, fechar as portas para o amor... Portas ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estas se fecham com outras chaves bem plantadas na arrogância das suas funções. A fragilidade de uma chave solitária pode ser semelhante à de um velhinho que teve sua mocidade de canalha... quem sabe esta chave, hoje inútil, outrora espalhou o sofrimento e a separação? Isto também é possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: Larguei este texto durante umas três horas antes de terminá-lo e reparei que mais uma vez Walt Disney agendo-me a alma. Lembrei–me que segunda feira tinha visto Piratas do Caribe II. Para quem não viu o filme trata-se da história de uns piratas que ficam procurando e brigando por uma chave que abre um cofre em que está o coração do mal...vai tomar ... !&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eladio Oduber&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir: nada, nenhum livro... talvez alguém possa ligar para o Leo, ele sabe bastantes  histórias de piratas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: A Chave / Eladio Oduber 2006  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-115518492712653052?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/115518492712653052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=115518492712653052' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/115518492712653052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/115518492712653052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/08/chave.html' title='A Chave'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-115498217889138785</id><published>2006-08-07T17:18:00.000-03:00</published><updated>2006-08-07T18:53:12.386-03:00</updated><title type='text'>Monólogo com Narguilé</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/NArguile.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/320/NArguile.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Onde estiver vosso tesouro, aí está vosso coração” Lembrava Nietzsche na sua “Genealogia da moral”. Encontros humanos são também eventos metafísicos preenchidos de “sons exclamatórios” (Greeson), melhor ainda quando o silencio manifesta-se. É o grande momento da amizade. Depois poderão vir o sono, o orgasmo ou a morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Os objetos, também silenciosos, lançam perguntas que mais são cavalos de Tróia e quando os aceitamos revelam-se pesadas mochilas. E dentro, seus “aprioris morais”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E nossos tesouros, onde estão? onde estão nossos corações? Ontem, Carlos Gardel ao fundo, confirmei que a diferencia entre a geração do meu pai e a minha foi apenas de três ou quatro tangos. Apenas isso foi o que consegui...cantar três ou quatro tangos a mais do que o velho Eladio. E graças a Deus aí ficou... Ana Cecilia não vai dar continuidade a este reino das metáforas dolorosas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Sim, meus tesouros, templos e lampadários dos desejos mais caros, quanto se afastou de vocês meu coração!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Não estou triste , estou com saudades. Esta diferença não existe nos tangos, a aprendi no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;No final da noite, a graciosa fumaça do nosso Narguilé era a alma do Emperador Adriano nos seus últimos dias: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;”Pequena alma tenra e flutuante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Hospede e companheira do meu corpo, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vais descer aos lugares pálidos duros nus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Onde deverás renunciar aos jogos de outrora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;P. Élio Adriano, Imp.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: Aos queridos amigos das "narguileituras" Jesse, Leo, J. Paulo, Paula, Flávia, Luciana, Cecilia. A minha amada Cinthia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir: HULAK, Samuel. Entrevista: mitos, métodos e modelos. OEDIP: Recife, 1988&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                YOURCENAR, Marguerite. Memórias de Adriano. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1980.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: Narguilé / Eladio Oduber. Agosto de 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-115498217889138785?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/115498217889138785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=115498217889138785' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/115498217889138785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/115498217889138785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/08/monlogo-com-narguil.html' title='Monólogo com Narguilé'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-115039806002890156</id><published>2006-06-15T15:58:00.000-03:00</published><updated>2006-06-21T15:18:45.130-03:00</updated><title type='text'>Letter to indifference</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/Monje.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/200/Monje.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Prezados Alunos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Hoje fiquei olhando atentamente para uma pintura de Edgar Degas. Quando ele fez seus quadros, a arte da fotografia teria apenas uns vinte anos de existência e talvez, por isso mesmo, este pintor conseguiu reproduzir imagens em movimento com uma maestria insuperável. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Tentei imaginar qual seria o recurso que Degas usou para poder congelar nas suas lembranças imagens tão belas e realistas sobre os ensaios das dançarinas. Possivelmente, foi o mesmo recurso que J.S. Bach utilizou para decorar as harmonias dos órgãos tocados nas igrejas de Arnstadt para depois transcrevê-las na solidão do seu quarto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Olhar como Degas e escutar como Bach. Existe somente um único combustível por trás destes gestos: paixão. Um sentimento que os próprios coetâneos não chegavam a entender. Com certeza as histórias destes artistas como as de tantos outros estão impregnadas das “projeções” naturais dos seus biógrafos e admiradores. A humanidade inventa seus mitos, porém nunca sabe as razões pelas quais os inventa. O DNA dos nossos espíritos está criptografado com os valores destas mitologias. Hollywood, por exemplo, ergueu-se como império manipulando e recriando nosso DNA em menos de um século de história. Pouco tempo se comparado com o tempo que demorou a formação do terror ao incesto criado, segundo Nietzsche, no exercício histórico da lapidação de cabeças de quem ousasse transgredir tal interdição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Feliz ou infelizmente, Degas e Bach já não fazem parte da estrutura genética das nossas almas. Há muito tempo a luta pela sobrevivência imaterial apagou estas poderosas colunas simbólicas da nossa cosmogonia. Quem são então os nossos heróis? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Talvez o problema seja este, prezados alunos: meus heróis não são os vossos heróis. Ou melhor, não importa mais a “quem” vocês admiram e sim “o que” vocês admiram naqueles que são seus heróis. Eu, por exemplo, me emociono com a intensa paixão com que Degas olhava para as cenas das dançarinas ensaiando ou a poderosa atenção com a que Bach escutava as harmonias das músicas sacras para memorizá-las. Há alguns anos a polígrafa Judith Cortesão, na minha presença, enumerou de cor mas de vinte nomes de tribos indígenas do Brasil e de América Latina e eu lhe perguntei como fazia para guardar tantos nomes. Ela me respondeu com uma pergunta: “você não lembra dos nomes das suas namoradas?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Dos meus heróis admiro a paixão com que abraçaram suas causas... a paixão não no sentido grego – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pathos&lt;/span&gt; - de onde deriva esta palavra ou no seu primeiro sentido latino &lt;span style="font-style: italic;"&gt;passio&lt;/span&gt; ambas raízes significando sofrimento, e sim no último sentido histórico, aquele que foi dado por Cícero: aquilo que perturba o ânimo. Aquilo que provoca uma tempestade interna, variações, alterações, ventos contrários, encrespamentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este clima de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;perturbatio animi&lt;/span&gt; esteve muito presente nas nossas aulas porém por razões indesejáveis. Razões mínimas, as vezes mesquinhas e infantis que não vale mais a pena lembrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Contrariamente, o que eu senti ao longo de quase cinco meses de convivência foi a falta de paixão isto é, “apatia”, ausência de pathos, de tudo aquilo que arrasta a alma na direção das coisas que justificam a existência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Sinto-me como aquele amante não correspondido; azar do apaixonado, o que pode - se fazer nesses casos? Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Nada resolve a paixão não correspondida, nada há que reclamar, nada há que dizer. A paixão não acolhida retira-se, vá tocar sua lira noutras terras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; É preciso um self vigoroso - isto é, um forte senso de identidade pessoal - para relacionar-se plenamente com essa realidade, sem ser por ela absorvido. Pois, sentir verdadeiramente este silêncio e o caráter inorgânico da tranqüilidade apática acarreta verdadeira ameaça. Não é bom entregar-se ao desespero das distâncias ou aos abismos que separam nossas mitologias. Eu prometo que esta sensação de desconforto com certeza há de desaparecer...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: Se, por ventura, algum aluno não entendeu minha carta, eu quero dar o mesmo conselho que Maiakovski deu a um operário que não entendeu a sua poesia: “por favor, estude um pouco mais”...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio Oduber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: Monge / Eladio Oduber – 199?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir: BODEI, Remo. "Paixão e Razão" In: &lt;/span&gt;&lt;span class="f0"  style="font-family:arial;"&gt;De MASI, Domenico, PEPE Dunia, As palavras no  tempo. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: de baixo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;para &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;cima, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;da linha 04 à linha 10 fiz uma paráfrase desonesta  do Rollo May no seu livro: "O homem à procura de se mesmo".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-115039806002890156?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/115039806002890156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=115039806002890156' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/115039806002890156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/115039806002890156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/06/letter-to-indifference.html' title='Letter to indifference'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-114774858580283650</id><published>2006-05-15T23:48:00.000-03:00</published><updated>2006-05-17T17:16:08.290-03:00</updated><title type='text'>Sobre “acabar com as notas”: em resposta ao professor Stephen Kanitz.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/Kitsolid%3F%3Fo.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/200/Kitsolid%3F%3Fo.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ontem encontrei no meu escaninho uma folha solta. Era uma copia de um artigo da revista Veja do 10 de maio de 2006, escrito pelo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;professor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Stephen Kanitz,  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;articulista desta revista &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;formado em administração pela Universidade de Harvard&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;O artigo cujo titulo é “vamos acabar com as notas” questiona o método de avaliação dos alunos nas instituições de ensino através do sistema de notas. Kanitz se pergunta se é possível avaliar, mediante este sistema, a criatividade do aluno. E por outro lado questiona se é possível saber se o aluno resolverá algum problema relevante para se próprio ou para a nação no contexto do atual sistema de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propõe então a abolição do conceito de nota e defende a idéia de auto-avaliação. Este último conceito permitiria a construção de um sistema educacional em que o aluno não estude para as provas e sim para ser útil na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o artigo do professor kanitz foi escrito com as melhores intenções no sentido de contribuir para a discussão sobre o papel da educação na nossa sociedade atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, é preciso dizer que, para entender o núcleo de tais questões, há muito tempo debatidas no Brasil e o mundo, talvez devamos discutir a função histórica e social das instituições de educação nas sociedades modernas e contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociologia e antropologia descobriram, também há muito tempo, a diferencia que existe entre as intenções declaradas e as latentes dos empreendimentos humanos. Historicamente as instituições de ensino parecem destinadas a educar os indivíduos no sentido de colaborar com a felicidade e o progresso geral da sociedade. No entanto, nunca foram estes os principais objetivos destas instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dependendo do país e da época, os mosteiros, colégios, ou universidades foram centros de formação de elites mantenedoras e reprodutoras dos valores e comportamentos hegemônicos da sociedade a que pertenciam. De forma geral, estes comportamentos e valores estavam diretamente vinculados à manutenção da estrutura ideológica e material que sustentava as formas de organizar tais sociedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Grécia antiga a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles não promoviam o levante dos escravos, que eram a fonte de sustentação do sistema político e econômico grego. Os mosteiros da Idade Média formavam a elite geradora e mantenedora de uma instituição muito rica e poderosa que monopolizava a representação de Deus na terra. No período iluminista e, posteriormente, na revolução burguesa, os colégios e universidades difundiram o “ethos” cientificista, principal instrumento de conquista e dominação do mundo por parte desta nova classe industriosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, na atualidade, os centros de ensino não estejam, ainda, em acordo com a supremacia definitiva do capitalismo global. Tenho medo que seja isto que incomode ao professor Kanitz. A falta de verdadeira sintonia das escolas e universidades com o mundo utilitário, individualista e maximizador de lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria parecer um pouco menos tímido que o professor Kanitz. Defendendo, não a eliminação das notas e sim, a abolição das instituições de ensino, a supressão dos horários das disciplinas, dos curricula, das normas, dos manuais de comportamento da lista de chamadas das cadeiras e salas de aulas e principalmente do professor e seu “atrium”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino a instituição educativa como um templo em que as pessoas participam de projetos apaixonantes, ao final a etimologia da palavra estudo -“studio” - significa paixão. Em lugares em que os estudantes possam pensar, namorar, discutir, especular, inventar, delirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou melhor ainda, imagino os sistemas educativos sendo itinerantes em que os que aprendem vivem em nomadismo durante os melhores anos da sua formação. Sistemas não tradicionalmente hierárquicos em que a figura do mestre seja carismática e não burocrática, e o professor seja escolhido pelo mérito e prestigio da sua experiência e conhecimento e não pela quantidade de títulos ou amizades que possua dentro das instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta tirar as notas é preciso derrubar os “caixotes” em que o conhecimento foi ilusoriamente colocado. A história, a física, a matemática, a poesia, a biologia a antropologia, o direito, a medicina, a comunicação a astronomia permanecem com seus vasos comunicantes abertos. Somente a academia não reconhece isto. Bertrand Russel, Fruto Vivas, A. N. Whitehead, Ludwig Wittgenstein, Antonio Gaudi, Humberto Eco, Max Weber, Karl Popper, E. Durkheim, Bertold Brecht, LeCorbusier, Simon Rodriguez, Guimarães Rosa, Lúcio Costa, são exemplos de autores citados e idolatrados nas academias e que pouco caso fizeram das fronteiras disciplinares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola reproduz o sistema de hierarquias presentes no Estado , nas organizações e na família. Não há saída no interior deste paradigma, de nada adianta tentar consertá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto o que nos deslumbra: como desejar ser algo para o qual não fomos educados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;PS: No primeiro bimestre deste ano utilizei o sistema de auto avaliação com meus alunos utilizando um instrumento de trinta e oito categorias que tentaram atingir vários aspectos do processo de ensino-aprendizagem. O cabeçalho da avaliação tinha o seguinte texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prezado (a) aluno (a): sabendo que, numa escala de 01 a 10, (01 e 02 pontos traduzem Insuficiente); (03 e 04 Fraco); (05 e 06 Regular); (07 e 08 Bom); (09 Muito bom) e (10 Excelente). Avalie de forma SINCERA cada aspecto da sua atuação no primeiro bimestre da disciplina. É importante lembrar que uma auto-avaliação SINCERA é uma excelente oportunidade de crescimento humano e profissional".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de se esperar, uma auto–avaliação realizada num ambiente educativo em que o professor não treina, desde cedo, seus alunos para se auto-avaliarem, sem tradição autocrítica, individualista, competitivo e com sede de notas, obtive o seguinte resultado: os meus piores alunos estão muito contentes com seu desempenho, se acham brilhantes!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Kitsolidão / Eladio Oduber 1993&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-114774858580283650?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/114774858580283650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=114774858580283650' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114774858580283650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114774858580283650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/05/sobre-acabar-com-as-notas-em-resposta.html' title='Sobre “acabar com as notas”: em resposta ao professor Stephen Kanitz.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-114636492332952046</id><published>2006-04-29T23:34:00.000-03:00</published><updated>2006-04-30T00:09:25.986-03:00</updated><title type='text'>Chá na Esplanada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/Rodoviaria.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/200/Rodoviaria.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No ano de 1983, sendo aluno do curso de sociologia na Universidade del Zulia na Venezuela, participei de um movimento pró-construção de um “Centro de documentação” na faculdade. Como a idéia não foi bem aceita pela administração do curso, tivemos iniciativas mais radicais como invadir algumas instalações que estavam vazias no prédio. Depois de alguns dias de negociações encerramos o protesto com um “happening” em que um colega e eu tomávamos café da manhã no “hall” do prédio do departamento.&lt;br /&gt;O cenário consistia de uma mesa comum, duas cadeiras, um toca fita com música de J.S. Bach, um jornal, pães, uma garrafa de tinto e duas taças. Meu colega vestia um roupão de banho branco e eu, um verde claro com listras verde escuro. Nada acontecia na cena a não ser nossa leitura silenciosa dos jornais, a música de fundo e alguns brindes que fazíamos entre uma mordida e outra do pão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Funcionários e alunos aglomeraram-se em torno da cena com grande expectativa, então correu a voz que haveriam demissões e expulsões casso essas pessoas continuassem nos assistindo. O “sketch” durou apenas vinte minutos. Quando começamos a recolher o cenário houve palmas e gritos de aprovação. Nossa iniciativa irritou profundamente às autoridades da faculdade. Fomos chamados e advertidos pelo Decano.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Me perguntei , na época, qual tinha sido a razão de tanto alvoroço, e não encontrei outra explicação a não ser o potencial perigo dos objetos e das ações quando migram dos seus lugares rotineiros.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Uma inofensiva garrafa de vinho, uns pães e dois pessoas lendo o jornal de roupão foram impregnados de carisma porque se deslocaram para lugares não esperados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um pênis de plástico num sex shopp é um objeto burocrático. O mesmo pênis misturado com terços em numa sala de exposição de arte adquire uma reverberação extra-cotidiana. Foi, mas o menos isto, o que aconteceu semanas atrás com a proposta da Artista plástica Márcia X &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(1959-2005),&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro na exposição "Erótica - Os sentidos da arte". Neste espaço estava a obra "Desenhando com Terços", que foi retirada da exposição pela direção do CCBB, a pedido da sociedade católica Opus Christi.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;        &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Sexta feira dia 28 resgatei, novamente, com meu amigo Diego Luiz as antigas lembranças do “café da manhã” na faculdade de sociologia na Venezuela. Este amigo me propôs tomar um chá no gramado da esplanada e eu topei. Foi curioso experimentar a sensação de poder e fragilidade quando nos auto-ejetamos da rotina produtiva. Num horário em que o resto da humanidade estava ocupada e num local primitivo, simbólicamente congestionado, masculino e retórico.&lt;br /&gt;Estivemos exatamente uma hora altamente expostos à beleza das cores, da arquitetura, à polícia e à curiosidade dos pedestres. Porém conseguimos construir um pequeno templo de observação e de assombro além de uma perspectiva absolutamente inesperada da Esplanada dos Ministérios.&lt;br /&gt;Cogitamos a possibilidade de que os próprios idealizadores daquele cenário arquitetônico não tivessem tido a possibilidade de olhar a Esplanada sob essas circunstâncias.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;O sol foi embora, e com ele as mil tonalidades de verdes, vermelhos e amarelos. A luz artificial iluminou os Palácios e os fez flutuar perigosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas uma vez conferi o potencial subversivo de certos horários, certos amigos e certos objetos.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Tomar chá às 17:00 horas na Esplanada dos Ministérios é uma experiência bela e angustiante assim como deve ser a vivência do infinito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços do Eladio e Diego.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: As fotos do "Chá na Esplanada" estão no seguinte endereço:&lt;br /&gt;http://spectare.fotos.net.br/chadaesplanada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Rodoviária / Eladio Oduber 1995  &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-114636492332952046?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/114636492332952046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=114636492332952046' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114636492332952046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114636492332952046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/04/ch-na-esplanada.html' title='Chá na Esplanada'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-114589993214510112</id><published>2006-04-24T14:11:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T17:43:52.563-03:00</updated><title type='text'>Arqueologia dos brinquedos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/Federico.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/200/Federico.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sempre que chego do trabalho, tarde da noite, e me tropeço com os brinquedos da Ana Cecília, espalhados pelo chão do apartamento, imagino como deve sentir-se o arqueólogo diante de uma descoberta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; Brinquedos abandonados são como vestígios de civilizações antigas, indícios, pistas, expressões externas de misteriosos desejos internos: duas bonecas deitadas numa toalhinha, um pássaro de pelúcia abraça um dinossauro de pano, ambos da cor verde. Um espelinho, uma pequena escova cor de rosa. A sereia sem cabeça está sentada na carruagem, sem cavalo, da princesa. Tenho pena da ciência que se proponha interpretar estes arranjos.&lt;br /&gt;No século XIX quando a “máquina” era uma metáfora dominante, a sociedade foi comparada ao mecanismo de um relógio. Não era possível entender o relógio olhando as horas. Era preciso abri-lo para conhecer seu funcionamento ... diziam os positivistas. Por esta razão os desejos internos que as pessoas externalizavam não podiam ser tomados como verdadeiros.&lt;br /&gt;Posteriormente, quando o conceito “energia” passou a dominar o imaginário das pessoas e dos cientistas, os elementos “não materiais” da sociedade cobraram importância, então, era necessário conhecer as “motivações subjetivas ou culturais dos atores para entender como funciona a vida em grupo. Os comportamentos observáveis dos atores foram tomados como elementos importantes na composição deste universo subjetivo.&lt;br /&gt;Hoje, nos tempos da “infinita literalidade” virtual, o conceito de sociedade perdeu seu valor heurístico. Existem tantos tipos e recortes de sociedade que o cientista se afasta da armadilha vitrificadora do fluxo de informações e práticas sociais. Estas se comportam como uma rio de lava cobrindo os frágeis conceitos sobre o mundo dos desejos humanos.&lt;br /&gt;Brinquedos abandonados parecem sonhos. Figuras, gêneros e tamanhos diferentes de objetos que se misturam sem hierarquia aparente. A ciência dos ícones, sinais e símbolos fica arrepiada nesta hora.&lt;br /&gt;O que significa aquela ovelinha branca e languida ao lado da Hello Kitti?&lt;br /&gt;Sinceramente, não me interessa saber... Seria como perguntar o que significa aquela nuvem, ou o significado daquela ventania ou do canto do grilo na noite aveludada.&lt;br /&gt;Na presença de certas coisas eu prefiro soltar algumas lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio e Cinthia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem:Taller de la luna / Federico Percibal 1988&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-114589993214510112?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/114589993214510112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=114589993214510112' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114589993214510112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114589993214510112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/04/arqueologia-dos-brinquedos.html' title='Arqueologia dos brinquedos.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-114447440366407488</id><published>2006-04-08T01:37:00.000-03:00</published><updated>2006-04-09T10:48:55.160-03:00</updated><title type='text'>Voar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/CAvalo%2001.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/200/CAvalo%2001.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Gostei muito de descobrir, há alguns anos, num livro do psicólogo norte-americano Rollo May, que o contrário do simbólico é o diabólico.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;A palavra símbolo nasce da junção de duas palavras gregas “syn” e “ballein” que significa “juntar, reunir”. Uma origem próxima tem a palavra diabólico que nasce da junção das duas palavras gregas “dia” + “ballein” que significa “fragmentar, separar, desunir”. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O conhecimento desta etimologia permite entender nosso mundo e as estratégias de sobrevivência dos seus sujeitos.&lt;br /&gt;No limiar dos séculos XIX e XX, sociólogos como F. Tönnies, E. Durkheim e M. Weber resolveram, nas suas obras, pensar a respeito das diferenças existentes entre duas formas históricas de organização da vida em grupo. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;    Estas diferencias deram origens a idéias tais como: comunidade X sociedade, solidariedade mecânica X solidariedade orgânica, encantamento do mundo X racionalidade instrumental.&lt;br /&gt;Em suma, estes sociólogos estavam pensando em sociedades “simbólicas” X sociedades “diabólicas”. Os grupos humanos que se organizam em forma de “communitas” são, pelo menos na aparência, sistemas de interação comandados por forças inexoráveis que orientam e determinam a personalidade dos seus membros e os identifica quase que completamente com a normativa social e cultural. Isto é, grupos humanos poderosamente vinculados aos seus símbolos coletivos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;    Na sociedade moderna a autonomia dos indivíduos torna o sistema de interação humana fragmentado, desunido, orientado por um individualismo moral e utilitário: em outras palavras, o domínio do diabólico sobre a vida social.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;    A vida em grupo, sendo uma invenção humana, carrega os sinais da burrice e da inteligência dos homens e mulheres que a organizaram. Entre os sinais de tolice e lucidez juntas, está a obra autoral. O artista que assina seu trabalho usufrui quase sozinho da “dor e da delícia” de seus &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;erros e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;acertos. E o consumidor não quer rachar o prejuízo com o autor &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;quando o resultado é ruim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Porém, quando o resultado é bom não pode apropriar-se dele como gostaria, a ponto de sentir-se co-autor do mesmo. A humanidade é sábia, talvez seja melhor assim. Deixemos que cada quem carregue sua cruz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;     Entretanto, hoje escutando, Lyle Mays improvisando no disco “We live here” do Pat Metheny Group, fui acometido por uma fome ontológica, um sentimento infame, uma paixão ilegal de sentir que aquelas notas eram, também, minhas, que eu as tinha inventado; que alguma coisa Lyle Mays tinha roubado do tutano dos meus ossos para tocá-las.&lt;br /&gt;    Pensei então nos astronautas e a infinita compaixão que eles têm pelas áspides que os esperam em terra firme enquanto sentem a explosão de sentimentos sofisticados e abstratos que somente seres humanos a quilômetros do planeta podem experimentar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Hoje eu sei que os governos do mundo e seus exércitos, escondem as informações sobre a existência de vida noutros planetas porque, caso contrário, homens e mulheres da terra, seriamos menos diabólicos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;nos agrupariamos entorno das nossas melhores realizações. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nos interessaría mostrar aos nossos vizinhos estelares o que de melhor temos na Terra &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;:&lt;br /&gt;    Tom Jobim, Omar Kayan, Simón Diaz, Louis Armstrong, Charlie Parker, Frida Kalo, o Louvre de Paris, o Empire State Building, Francis Ponge, Brasília, o Museu do Ouro de Bogotá, as arenas de Paraguaná, o filme Beleza Americana, o Auto da Compadecida, a obra de Simón Rodriguez, os repentes nordestinos, a música récia de los llanos, Lyle Mays, Garcia Marquez, Keith Jarret&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, Oscar Niemeyer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sentiríamos estas obras nossas, da nossa tribo terrestre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Rainer Maria Rilke tinha razão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se eu não consigo voar, alguém o fará. O espírito quer apenas que haja vôo. Quanto a quem voará, isto é secundário”&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio e Cinthia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS1: Outros dirão o que de melhor temos na terra é: Ratos de porão, N. Maquiavel, J. Pollock, Rolling Stones, Cazuza, Federico Fellini, Errol Garner, o selo Motawn, Rubén Blades.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Ou, tal vez: Felix Chapotin, Eric Satie, Pablo Neruda, El Salto Angel, Enrrique Buena Ventura,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ou, porque não: O trabalho voluntário, a Era do Gelo, Manoel de Barros, Egberto Gismonti, Herman Hesse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2: Liss, obrigado pelo disco do Pat...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Coferir:&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAY, R. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Minha procura da beleza. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Petrópolis: Vozes, 1992&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TORAINE, A. "Sociedade e sistema" In: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;As palavras no tempo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;DE MASI, D. ; PEPE, D. Rio de Janeiro: José Olympo,2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JARRET, K. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Changes. &lt;/span&gt;ECM Records, 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;METHENY, P. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;We live here&lt;/span&gt;. 1995.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: Cavalo / Eladio Oduber 1995&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-114447440366407488?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/114447440366407488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=114447440366407488' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114447440366407488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114447440366407488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/04/voar.html' title='Voar.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-114334588683394360</id><published>2006-03-26T00:46:00.000-03:00</published><updated>2006-03-26T21:22:28.523-03:00</updated><title type='text'>Portrait</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/TElonius.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/200/TElonius.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“A loucura não ri de se mesma”. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Cinthia M. R. Oliveira &amp; Cecília M. R. Oliveira)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Ernesto Sábato afirmava que um bom autor vence seus maus tradutores.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;É possível “morrer de paixão trágica” pelo Shakespeare mesmo sendo mal dirigido, representado por atores ruins ou com um péssimo cenário.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os bons autores se defendem dos maus tradutores os maus autores procuram, pelo menos, um mau tradutor. Outros, que nem sequer são autores, procuram traduzir-se a se mesmos. E outros que não atentaram nem para auto-traduzir-se, andam pela vida atuando com algum “script” que o mundo lhes designou. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A final de contas, é a vida de cada um, que as pessoas enxergam como “obra” ou como “rascunho”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Há quem inventou propósitos para sua vida e morre com a ilusão de ter influenciado as circunstâncias e há quem viveu sem propósitos e morre pensando que fez tudo o que se propôs. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Há pessoas normais que preenchem seus dias com infinitas tarefas, não tem paciência para lembrar dos sonhos e são conduzidas pela objetividade.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há pessoas esquizofrênicas que padecem de manias persecutórias sendo orientadas pela sua subjetividade. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Houve filósofos radicais como Alfred N. Whitehead que considerou toda filosofia européia, apenas, como um desdobramento das idéias de Platão e pensadores otimistas como S. Freud que morreu com a esperança de que a neuro-cirurgia revelasse o local exato em que se encontrava o inconsciente.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Houve espíritos como Nietzsche que refugiaram-se em se mesmos preservando suas aspirações, gostos particulares vivendo no culto secreto de algumas artes. E artistas como Marc Chagall que pintaram o amor na sua versão mais ininteligível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sendo assim, criei uma oração que me acompanha e tranqüiliza e que ofereço a vocês meus queridos amigos de viagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;div style="text-align: center; font-family: arial;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;Minha ira não tem mais nobreza,&lt;br /&gt;Quero aceitar as ofensas de bom grau e viver dentro de uma legião absoluta de maus entendidos;&lt;br /&gt;Deixar o ímpeto das jovens paixões, para obter o botim das guerras: as belas escravas;&lt;br /&gt;Dos objetos preciosos tenho pena, a cólera que me movimenta vai se transformando em frio desapego;&lt;br /&gt;Espectador de me mesmo exumo as gargalhadas e morro de saudades dos velhos amigos;&lt;br /&gt;Meus propósitos são desculpas. Se, nos momentos finais da vida, cair na tentação de pensar que fiz o que me propôs, darei licença para que coloquem na lápida do meu túmulo:&lt;br /&gt;“A vida deste homem não valeu nada”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Beijos do Eladio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: Telonius Monk / Eladio Oduber 1995&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-114334588683394360?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/114334588683394360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=114334588683394360' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114334588683394360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114334588683394360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/03/portrait.html' title='Portrait'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-114159757513378417</id><published>2006-03-05T19:25:00.000-03:00</published><updated>2006-03-06T14:22:43.453-03:00</updated><title type='text'>Loxodonto brasiliense</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/Elefante%202.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/200/Elefante%202.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; Ana Cecília mergulhou, faz tempo, no mundo dos elefantinhos de pelúcia e hoje decidiu olhar de perto um elefante de verdade. Animal elegante e delicado. Mais do que o hipopótamo que parece uma batata suspensa em quatro palitos curtos. Os egípcios e os chineses gostavam de colecionar animais exóticos e a cultura ocidental herdou esse hábito de enclausurar animais para serem observados. Foi uma atitude previsível dos conglomerados humanos que aglutinaram-se nas cidades necessitando olhar, no meio à rotina urbana, seus arquétipos vivos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;As elites financiadoras de viagens sempre precisaram de “evidencias”, “mostras”, “coleções”, em fim... pedaços de humanidade e de natureza dos locais “descobertos” que ajudassem a “reproduzir” esses lugares na metrópole. É a acumulação de informação, riqueza e o roubo histórico na relação centro – periferia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; Nesse circuito do espolio, surgiram personagens curiosos como foi George Psalmanazar, viajante franco-assírio, comedor de carne crua muito temperada que escreveu um tratado em 1704: “Uma descrição histórica e geográfica de Formosa” tornando-se uma celebridade entre os oficiais e a corte inglesa do sec. XVIII. Foi convidado pela universidade de Oxford a dar aulas da a língua de formosa “formosiano”. Mais tarde os geógrafos e missionários duvidaram do seus estudos e o acusaram de plágio. Foi chamado a se defender na Sociedade Real de Geografia Inglesa e, no entanto, conseguiu provar que seus acusadores estavam errados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; George Psalmanazar foi sim um grande mentiroso e sua obra passou a ser conhecida tal vez como o maior caso de plágio já conhecido nos meios acadêmicos. Sua versão sobre a vida e a cultura do povo exótico da ilha de Formosa adquiriu tremendo impacto por que ela foi concebida com as imagens e as caraterísticas que as elites inglesas tinham imaginado e construído sobre o que “deveriam ser” os povos distantes.. Este tipo de situação aparece novamente nos relatos que o Cristovam Colombo e Américo Vespúcio fizeram do Novo Mundo para seus respectivos “sponsors”. Em verdade, Vespúcio “recriou” de forma mais literária suas visões sobre o “descobrimento”. Colombo, entretanto, foi mais “objetivo” mais “verosímil” e por isto “decepcionou” aos seus patrocinadores. Segundo Tzvetan Todorov isto ajudaria a explicar, entre outras coisas, o porque do nome América e não Colómbia para nosso continente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; Ana Cecília aproximou-se do elefante da mesma forma como a semana passada o fez de um aquário num shopping da cidade. Papai olha a Dóris!!, papai olha o Nemo !!!. Comecei a sentir pena dos outros peixinhos anônimos sem história, sem personalidade, sem sonhos. Hollywood domesticou o suficiente estes bichinhos assim como Esopo o fez na antigüidade. “Irmão Urso”, “Procurando Nemo”, “Spirit”, “Bambi”, “Dumbo”, ”Chiken Little”, são alguns exemplos desta escalada antropomorfizadora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; A literatura de Psalmanazar e a humanização que Hollywood faz do mundo animal, foi e é bem sucedida porque fala e trabalha com aquilo que se deseja muito... No final da nossa ida ao zoo Cinthia me fez um comentário alucinante. "As pessoas não vem ao zoológico a ver os animais elas querem ver o ócio dos animais..." Isto último é outra coisa que, todos os dias da nossa vida, desejamos &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;muito&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Abraços do Eladio e Cinthia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;TODOROV, Tzvetan. (1989) Fictions et vérites. L'Homme - Revue française d'Anthropologie, n° 111-112.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Orientalism as Performance Art: The Strange Case of&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; George Psalamanazar"&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; By: &lt;a href="http://andromeda.rutgers.edu/%7Ejlynch/"&gt;Jack Lynch&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; Acesso em 05/03/2006. Disponível em: http://andromeda.rutgers.edu/~jlynch/Papers/psalm.html&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Imagem: &lt;/span&gt;Max Ernst - Celebes or Elephant&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-114159757513378417?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/114159757513378417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=114159757513378417' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114159757513378417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114159757513378417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/03/loxodonto-brasiliense.html' title='Loxodonto brasiliense'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-114136143913039986</id><published>2006-03-03T01:49:00.000-03:00</published><updated>2006-03-05T15:20:38.690-03:00</updated><title type='text'>CAVEAT EMPTOR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:UwDA6UrrWiyALM:webdelprofesor.ula.ve/ciencias/lico/Cuadros/mangos.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:UwDA6UrrWiyALM:webdelprofesor.ula.ve/ciencias/lico/Cuadros/mangos.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Existem coisas misteriosas no proceso da  descoberta científica, existencial ou filosófica, e existem pessoas interessadas em que essas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(des)cobertas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; não sejam feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, A polêmica entre a Igreja e Galileu Galilei se resumiu à luta pelo monopólio da linguagem que permitia o conhecimento do universo. Digamos assim, o latim, que era a lingua que Deus entendia, versus a geometria que era a lingua proposta por Galileu para entender as coisas de Deus. Assim, a possibilidade do surgimento de outros interlocutores divinos na terra, obviamente, não agradou aos despachantes da burocracia celestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Outras coisas não menos misteriosas observei, por exemplo, na descoberta do mundo que Ana Cecília fez nestes quatro anos. Por que uma rosa vermelha pode ser tão assustadora? Alguém mora na coluna do elevador do prédio? Porque as vezes, não temos nada no bolso da camisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Cornelio Marques, índio Warao, ficou em silencio observando os gestos de outro indígena que serrava uma tábua de madeira bem longe da canoa em que estávamos. Quando nos aproximamos ficamos sabendo que alguém da família tinha morrido. Cornelio descobriu isto apenas observando a forma incomum como aquele índio estava cortando a tábua para fazer o caixão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Michel Foucault descobriu que, ao longo da história, a punição &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;sobre os corpo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;s dos infratores foi  “volatilizando-se”, pelo menos teóricamente, até virar o seqüestro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;da liberdade do réu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, uma punição de maior “abstração”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Norbert Elias concluiu que, a partir do século XIX, os corpos dos animais de caça foram desaparecendo das mesas e virando pedaços irreconhecíveis de carne nos pratos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Armando Reverón, pintor venezuelano, descobriu que apertando fortemente a cintura com uma corda e tampando os ouvidos com pedaços de sabugo conseguia separar o mundo idílico do mundo volitivo antes de iniciar uma sessão de pintura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Cinthia, que gosta de puxar os fios das meadas, falou-me nesses dias que podemos considerar os párocos das igrejas como pequenos prefeitos que, principalmente, cuidam muito bem e prestam contas do dinheiro da paroquia. Descoberta simples e misteriosa assim como são as descobertas da antropologia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Séneca descobriu que as pessoas perdiam o tempo nas janelas procurando em qual casa o pretor tinha cravado sua lança. Desde aquela época, falar das pessoas que devem alguma coisa é um esporte humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os norte americanos, sendo uma cultura de comerciantes, e por isso mesmo, descobreram, faz tempo, que devemos ter cautela com alguém que queira nos vender "alguma coisa" por isto repetem o adágio latino "caveat emptor" - cuidado com o vendedor !!!. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços do Eladio e Cinthia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: arranjo Warao&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-114136143913039986?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/114136143913039986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=114136143913039986' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114136143913039986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114136143913039986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/03/caveat-emptor.html' title='CAVEAT EMPTOR'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-114116059538645828</id><published>2006-02-28T17:56:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T19:01:40.626-03:00</updated><title type='text'>Oito de março</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/71%20Mulata%2010%20%2701%20%28F%2CHK%29%20fs.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/200/71%20Mulata%2010%20%2701%20%28F%2CHK%29%20fs.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Não existem limites entre a vida e a poesia. Graham Greene já tinha mostrado isto naquela metáfora: “uma mulher que destila irrealidade”. Depois, García Márquez criou aquele coronel que não conseguia receber a aposentadoria. No meio da miséria, era proprietário de um velho galo de briga que disputava com sua mulher os últimos grãos de milho que tinham no armário da cozinha. Uma dessas tardes hepatíticas da costa colombiana, o coronel foi enterrar seu velho amigo de guerra, então tirou do baú um traje de linho com cheiro de naftalina, no limiar da porta do rancho sua mulher o agarrou pelo braço e lhe diz “penteia-te”. Finalmente entendi que as mulheres, em nosso continente, são donas de uma infinita florescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços as minhas amigas neste oito de março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eladio Oduber&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span v="urn:schemas-microsoft-com:vml" o="urn:schemas-microsoft-com:office:office" xmlns="http://www.w3.org/TR/REC-html40"&gt;&lt;span background="FrameBkgnd.gif" link="#808080" vlink="#C0C0C0" alink="#808080"&gt;&lt;span background="FrameBkgnd.gif" link="#808080" vlink="#C0C0C0" alink="#808080" v="urn:schemas-microsoft-com:vml" o="urn:schemas-microsoft-com:office:office" xmlns="http://www.w3.org/TR/REC-html40"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;Imágem: Mulata / Wayne Forte. USA&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-114116059538645828?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/114116059538645828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=114116059538645828' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114116059538645828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/114116059538645828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/02/oito-de-maro.html' title='Oito de março'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113958210515869047</id><published>2006-02-10T12:28:00.000-02:00</published><updated>2006-02-11T17:34:08.793-02:00</updated><title type='text'>Sobre a fidalguia e vilania dos acadêmicos e seus objetos de estudo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:DPUbJiPsWa9ukM:www.hystoria.hpg.ig.com.br/ordens.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:DPUbJiPsWa9ukM:www.hystoria.hpg.ig.com.br/ordens.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os cientistas e seus temas de estudo necessitam de grupos sociais que os legitimem e apoiem. Isto parece elementar mas, muitas vezes esquecemos este fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alguns cientistas “aproveitam” as circunstâncias em que viveram e até conseguem “trapacear” seus mecenas. Foi o caso de Charles Lyell, fundador da geologia que conseguiu dinheiro de grupos nobres e religiosos ingleses no século XIX para fundar clandestinamente uma ciência demolidora do “creacionismo”; principal fundamento filosófico dos próprios patrocinadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;A fazanha de Lyell pouco se repetiu na história das ciências. Se pensarmos nas ciências sociais podemos observar como seus fundadores sobreviveram em circunstâncias variadas e paradoxais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Augusto Comte, por exemplo, conseguiu edificar sua obra graças ao mecenato dos seus discípulos. É conhecido o estado de penúria material em que viveu este pioneiro da sociologia, que contou, durante a melhor fase da sua vida intelectual, com o apoio generoso de mecenas ingleses articulados por John Stuart Mill que era admirador de Comte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Émile Durkheim, teve que utilizar seu patrimônio pessoal e o de seus colaboradores para driblar a ausência de patrocínio do Estado, numa França em que as oportunidades no sistema administrativo e educacional para pessoas com experiência em pesquisas sociológicas eram inexistentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Karl Marx, expulso de vários países, enfrentou, durante toda sua vida, contínuas dificuldades financeiras que tentou superar com o trabalho de jornalista. É amplamente conhecido o mecenato oferecido por Frederich Engels, que lhe garantiu, a partir de 1869, uma renda anual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Max Weber, professor das Universidades alemãs de Friburgo e Heidelberg, faz uma carreira curta e é afastado por, aproximadamente, dezenove anos da vida ativa universitária, se aposenta definitivamente no ano de 1907, depois de ter recebido uma herança familiar, o que lhe permite dedicar-se à pesquisa científica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No Brasil. Gilberto Freyre nasce em “berço de ouro”. Ele foi um menino de engenho, que cresceu numa “casa grande”, com “várias salas cheias de quadros de eminentes pintores e estantes que guardavam 20.000 volumes, muitos deles raros e outros raríssimos”. Freqüentou o jardim de infância no colégio americano Gilreath, teve aulas de pintura, e professor particular de inglês, francês e grego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sendo já autor consagrado mundialmente, Freyre polemizou com a sociologia produzida pelo grupo da USP chamando-a de “tecnicista ou “logicista”. Este grupo era liderado por Florestan Fernandes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gilberto Freyre viveu o suficiente para conhecer, também, as críticas que a nova geração de sociólogos fizeram da sua sociologia. Ele era acusado de fazer uma “sociologia demasiado literária” e para contra atacar utilizou o “argumento de autoridade”. Falou do prestígio que sua obra tinha na Europa e nos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No fundo esta polêmica tinha um conteúdo de classe, estavam sendo discutidos os estilos de se fazer sociologia dentro de diferentes condições de patrocínios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por outro lado, Florestan Fernandes era de origem muito humilde. Sua formação acadêmica aconteceu no meio de inúmeras privações materiais, realizando trabalhos que iam desde ajudante de alfaiate a garçom. Hoje podemos considerá-lo, de certa forma, o Charles Lyell brasileiro. Ao lado de outros cientistas sociais da USP conseguiu “deixar de fora” os “sponsors” da sociologia no Brasil, driblando as “expectativas práticas” das lideranças que não tinham as formas de controlar os interesses da ciência produzida nesta instituição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Posteriormente os discípulos de Florestan Fernandes afastaram-se do mestre aparentemente por diferenças teóricas, entretanto as razões eram também econômicas. Tratava-se da aceitação ou não de determinadas condições de patrocínio para a ciência social brasileira. Florestan não concordava em receber recursos da Fundação Ford, porque achou inaceitável trabalhar com recursos de um pais que apoiava a ditadura no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Florestan Fernandes também polemiza com o sociólogo Guerreiro Ramos e com seus discípulos Fernando Henrique Cardoso e Otavio Ianni. Esta discussão, que, durante muitos anos, foi tida como uma discussão política ou metodológica revela um momento da sociologia brasileira em que os cientistas sociais estão confrontando concepções, formas e maneiras de agir relacionadas a conquistas de aliados e constituição de tecidos sociais, a fim de propiciar as condições materiais de produção da ciência social no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Florestan Fernandes tinha como principal modelo o seu professor Roger Bastide que foi considerado um “antimediático” por excelência, que não quis perseguir a visibilidade e a hegemonia nos círculos da moda acadêmica. Em resumo, Roger Bastide foi um sociólogo erudito dedicado mais a seu trabalho acadêmico que à construção da sua imagem.Quem sabe Bastide também espelhou-se em Marcel Mauss, que já tinha perdido patrocínios da Fundação Rockefeller, em função da pouca tradição de pesquisas empíricas na França.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em fim, a que lugar nos leva esta genealogia do patrocínio? No meu entender, ao reconhecimento da fidalguia ou vilania dos objetos de estudo e da postura igualmente aristocrata ou plebéia dos acadêmicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para manter o estilo aristocrático de pensar e agir, as ciências sociais, inspirados na filosofia, cultivaram, durante quase 200 anos, a prática do "sacerdócio", isto é, o ócio consagrado aos deuses. Weber, talvez, diria: um ócio, consagrado, também, aos demônios. A palavra ócio, no grego antigo, sxolé, dá origem a outra palavra: escola. Na sociedade ocidental antiga, os homens sábios e ociosos fugiam do trabalho manual para dedicar-se à contemplação, especulação e conquistas da alma e do intelecto. Para isto, fundavam ou freqüentavam escolas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A mais arquetípica das nossas escolas foi a Academia de Platão. Construída numa aprazível área arborizada a pouca distância ao noroeste de Atenas. Platão, com dinheiro da herança paterna, adquiriu, na época, um ginásio e uma propriedade, onde construiu a Academia que foi concebida como um seminário Filosófico, com o objetivo de preparar um novo tipo de dirigente para o mundo Grego. Havia, no prédio, salas de leitura, residências e um refeitório comum. Foi organizada como um grupo de culto, o que tornava sócios os seus membros. Com isto, se pretendia perpetuar a idéia durante muitos anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É desse tronco filosófico, “culto”, “ocioso” e consagrado aos deuses, que as ciências sociais herdam sua vocação critica e "monástica"; consequentemente, estas sempre tiveram a necessidade de possuir redes de auxílio que a financiassem e, ao mesmo tempo, guardassem distância do “mosteiro”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  Ciências nobres e ciências plebéias, acadêmicos fidalgos e vilãos. Os objetos de estudo assumem o rosto dos seus aliados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Certos acadêmicos são vítimas dos seus próprios paradoxos. Tendo cultivado a “estética da nobreza” olham para os próprios contracheques com vergonha, estes, mais parecem um “nada consta”. Nesse canteiro floresce o ressentimento, a chamada “vingança imaginária” que deteriora e decompõe todos os valores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nada há de mais triste e lamentável que a cabeça de um fidalgo no corpo de um vilão com um esquálido contracheque na carteira . Esta sim é uma personagem perigosa, não conhece limites, “sacia sua sede com água salgada, nenhuma quantidade de democracia lhe basta” os objetos de estudo que não estão carimbados com brasão do avoengo acadêmico lhe parecem fúteis, perdas de tempo, banais, sem relevância. A esta personagem, sinceramente, dou as costas, obviamente, com muito medo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio Oduber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARON, Raymond. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARRUDA Do NASCIMENTO, Maria Arminda. “Trajetória singular: o acadêmico Florestan Fernandes. In: MARTINEZ, Paulo H. (Org.) Florestan ou o sentido das coisas. São Paulo: Boitempo, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRAGA SANTANA de Maria Lúcia. A Sociologia pluralista de Roger Bastide: um itinerário. Dissertação de mestrado em Sociologia, Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, 1994. p. 110 Brasília, 1968 p. 31&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERNANDES R. Heloisa. “Amor aos livros: reminiscências de meu pai em sua biblioteca” In: FERNANDES, Florestan. A sociologia no Brasil. Rio de Janeiro: Vozes, 1977&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREYRE, Gilberto. Como e porque sou e não sou sociólogo. Brasília; Editora Universidade de Brasília, 1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUIMARÃES, Mário ; SHOZO, Montoyama. (org) História das Ciências no Brasil. São Paulo:&lt;br /&gt;EPU: Ed. da Universidade de São Paulo, 1979-1981.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IANNI, Otávio. (org.) Florestan Fernandes. São Paulo : Editora Ática, 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LATOUR, B. Ciência em Ação. São Paulo: Editora Unesp, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MADEIRA, Angélica ; VELOSSO, Mariza . Leituras Brasileiras. Rio de Janeiro: Paz eTerra, 2000.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MICELI, Sergio. (org.) História das ciências sociais no Brasil, vol. II.  São Paulo: Editora Sumaré: FAPESP, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOGUEIRA ,Oracy; "História das Ciências sociais no Brasil”. In: GUIMARÃES, Mário ; SHOZO, Montoyama. (org) História das Ciências no Brasil. São Paulo: EPU: Ed. da Universidade de São Paulo, 1979-1981.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;ODUBER PALENCIA, Eladio Antonio. Do sociólogo erudito ao sociólogo de mercado:patrocinio e redes de legitimação na sociologia brasileira. Brasília, 2004. Tese (Doutorado em Sociologia) – Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Universidade de Brasília.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;OLIVEIRA. Luci Lippi de. “As ciências sociais no Rio de Janeiro” In: MICELI Sergio. (org.) História das ciências sociais no Brasil, vol. II. São Paulo: Editora Sumaré: FAPESP, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEIRANO MARIZA G. S. “Artimanhas do acaso” In: Série antropológica [sl. sd.] nº 93.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PICÓ, Josep. “El protagonismo de las fundaciones americanas en la institucionalización de la sociología (1945-1960)” In: Revista Papers, Universitat de València. Departament de Sociologia nº 63/64, 2001.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;RAMOS, A. Guerreiro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Cartilha brasileira do aprendiz de sociólogo. Rio de Janeiro:Editorial Andes, 1954.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SCHWARTZMAN, Simon. “As Ciências Sociais nos anos 90” In: Revista Brasileira de Ciências Sociais, ano 6, nº 16, julho de 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Imagem: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;www.hystoria.hpg.ig.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113958210515869047?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113958210515869047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113958210515869047' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113958210515869047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113958210515869047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/02/sobre-fidalguia-e-vilania-dos.html' title='Sobre a fidalguia e vilania dos acadêmicos e seus objetos de estudo.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113901923615180018</id><published>2006-02-04T00:12:00.000-02:00</published><updated>2006-02-04T00:31:24.323-02:00</updated><title type='text'>Croûtons de pesquisa para uma salada de informações</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:ppoQSRVaxaJlKM:http://daniellathompson.com/Photos/Ary_Discs/Salada-Mista.1938.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:ppoQSRVaxaJlKM:http://daniellathompson.com/Photos/Ary_Discs/Salada-Mista.1938.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Prezados amigos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao longo do ano 2005 tive a alegria de coordenar vários grupos de pesquisa no quinto semestre, diurno e noturno, do Curso de Comunicação Institucional e Relações Públicas no Instituto de Ensino Superior de Brasília – IESB. Quero compartilhar com vocês alguns “croûtons” que foram encontrados nestas pesquisas realizadas pelos alunos.    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços do Eladio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; .....................................................................................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a) 63% dos clientes de bares do Plano Piloto em Brasília, preferem garções “ágeis” a educados;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;b) O item do bar que mais atrai aos clientes é a “cerveja gelada”, acima do preço, atendimento e conforto;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;c) No item “banheiro”, os homens se importam muito com o mictório individual, já as mulheres prestam muita atenção ao tamanho do banheiro;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;d) Os homens deixariam de freqüentar um bar pela falta de cerveja gelada, enquanto que as mulheres deixariam de freqüentar um bar caso fossem mal atendidas;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;e) 40% de uma amostra de estudantes de faculdades pública e privada no curso de comunicação discordam da medida de reserva de vagas para estudantes egressos de escolas públicas e grupos étnicos historicamente prejudicados;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;f) Numa amostra de alunos recém formados no segundo grau, 57,5% afirmaram que o item tecnologia influencia muito na escolha da futura faculdade;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;g) Numa amostra de moradores do Plano Piloto 53,8% dos homens declararam separar o lixo orgânico do reciclado , enquanto que 46,2% das mulheres afirmaram fazer o mesmo;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;h) 42,4 % de alunos recém saídos do segundo grau afirmaram que a influencia da mãe é muito importante nas decisões profissionais futuras;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;i) Os alunos com maior renda familiar têm como principal objetivo continuar seus estudos na faculdade, esta decisão muda quando a renda familiar diminui;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;j) 73, 3% dos alunos de colégios particulares desejam fazer faculdade, enquanto que 62% dos alunos de escolas públicas desejam o mesmo;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;k) 81,8% dos alunos de ensino superior, escutam as rádios Jovem Pam, Transamérica, Antena 1 e Rádio JK;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;l) De uma amostra de consumidores da empresa Mac Donald’s 40% responderam que nunca mudaram a opinião a respeito dos produtos da empresa;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;m) Quando se modificou a pergunta sobre a proibição de armas no Brasil a diferença de resultados com relação à pergunta original girou entorno de 4 e 8 pontos percentuais a favor da proibição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;n) No  IESB, nas quintas feiras os homens lêem mais os murais que as mulheres. Nas sextas feiras são as mulheres que lêem mais;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;o) Na mesma instituição, as mulheres demoram, em média, 21,5 segundos mais do que os homens ao lerem um anuncio na parede;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;p) Os alunos demoram  24,85 segundos a mais do que os professores ao lerem um anuncio na parede;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;q) Nas quintas feiras as pessoas demoram mais lendo os anúncios do que os outros dias da semana;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;r) As mulheres costumam consumir sorvetes com os amigos. Os homens costumam consumir sorvetes com a família;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;s) As mulheres que moram na Asa Sul acham os preços das roupas esportivas mais acessíveis que as moradoras do Lago Sul, Lago Norte e Asa Norte;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;t) Os estudantes adolescentes das escolas públicas tiram suas dúvidas sobre sexo com: profissionais de saúde, família, livros na escola e mídia (nessa ordem hierárquica)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;u) Os estudantes adolescentes das escolas privadas tiram suas dúvidas sobre sexo: na mídia, com profissionais de saúde, nos livros da escola e com a família (nessa ordem hierárquica) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Imagem:&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;daniellathompson.com / Salada-Mista.1938.jpg&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113901923615180018?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113901923615180018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113901923615180018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113901923615180018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113901923615180018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/02/crotons-de-pesquisa-para-uma-salada-de.html' title='Croûtons de pesquisa para uma salada de informações'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113781717322637539</id><published>2006-01-21T02:10:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T22:37:51.486-02:00</updated><title type='text'>Bases filosóficas para pesquisar e entender a mentalidade do homem - salsicha.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:f3B6grQ_bQnfxM:www.intergate.com/%7Ewaltsentme/images/koyaanisqatsi2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:f3B6grQ_bQnfxM:www.intergate.com/%7Ewaltsentme/images/koyaanisqatsi2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“No mar somos todos iguais”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      Conrad apud Gabo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fins de outros, anteriores a nós, orientam nossos fins. Neste instante, me lembro do meu professor, o antropólogo, José Jorge Carvalho que falava sobre a tristeza genuína do povo brasileiro pela morte de Aírton Sena e da racionalidade dos seus patrocinadores, dentre eles, a marca Arisco que tirava a última “lasquinha” das imagens do ídolo veiculadas pela TV.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Isto é, a emotividade que não enxerga o cálculo matemático. Enquanto uns choram, outros ganham dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Como a antropologia e a sociologia chegam a estas conclusões?... estranhando, afastando-se, olhando de longe os processos. A frase “olhar de longe” está resumida na língua latina a uma palavra: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;respicere&lt;/span&gt;. Esta dá origem a outra: “respeito”. Ambas tem a mesma raiz &lt;span style="font-style: italic;"&gt;spectare &lt;/span&gt;de onde vêm espectador.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Por tanto, entender uma realidade significa “olha-la de longe”, respeita-la, fazer o papel de espectador. Talvez este seja a origem de um dos polémicos fundamentos da epistemologia weberiana; entender não combina com intervir.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão se complica quando tentamos aplicar este raciocínio a nós mesmos. Quando alguém diz: ”há que respeitar-se a se mesmo”, em outras palavras está dizendo temos que nos olhar-mos de longe. Como é que nós conseguiremos lançar uma luz sobre nós mesmos? Quem sabe a razão nos ajude..&lt;/span&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A filósofa Marilena Chauí diz que a razão é uma habilidade que nos permite organizar a realidade. Porém, se a realidade é uma construção da própria razão – mesmo que seja da razão coletiva – então é um jogo de cartas marcadas. A razão tenta entender algo que ela mesma criou...a razão se vende e se dá o troco.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: Sou um homem - salsicha que foi produzido por uma máquina que outras salsichas inventaram. Tenho sonhos de salsicha e planos de salsicha para o futuro...melhor parar por aqui antes de que João Pestana coloque areia nos meus olhos.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor confiram o filme KOYAANISQATSI de Coppola – Reggio &lt;/span&gt;      &lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;PS: Dias depois... meu amigo Antonio Carlos  envio-me esta bela indagação...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;pre  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Prezado Eládio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história de construção racional da realidade nos remete&lt;br /&gt;àquela antiga dúvida de nossas reflexões peripatéticas:&lt;br /&gt;existe um dever ser também no ser?&lt;br /&gt;De leve...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Carlos Bigonha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Voyeurism - do filme &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Koyaanisqatsi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt; &lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113781717322637539?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113781717322637539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113781717322637539' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113781717322637539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113781717322637539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/01/bases-filosficas-para-pesquisar-e.html' title='Bases filosóficas para pesquisar e entender a mentalidade do homem - salsicha.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113738599672488510</id><published>2006-01-16T02:26:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T15:28:03.850-02:00</updated><title type='text'>Luxuria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:BNAYgZ_FE7eTIM:www.historiska.se/medeltidbild/mbbilder/bilder/91/9113808.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:BNAYgZ_FE7eTIM:www.historiska.se/medeltidbild/mbbilder/bilder/91/9113808.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nestas ferias desfrutei da adorável companhia da jornalista Sandra Kretly e seu esposo o cientista Luiz Carlos Kretly, do tecnólogo e arquiteto Carlos Oduber, do empresário cubano Erich Alfonso Barata e sua esposa a atriz Maria Cecilia Oduber do economista Francisco Severiano Oliveira e sua esposa a adminstradora Roseli Teixeira, da antropóloga Cinthia Oliveira da psicóloga e gestora Cecilia Oliveira e da educadora Lenise Sampaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por último  conversei com Edgar Allan Poe  numa praia do Arraial d’ Ajuda (sul da Bahia).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nas longas conversas entre salsa, arepas, arroz com “gri”, cervejas, peixe e caipirinhas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;eram luxuriosamente jogadas na mesa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; pistas, dados, evidências e informações . Algumas, a ínfima parte que ficou do banquete, quero compartilha-las com vocês em forma de colagens:&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) O pai de LeCorbusier, o grande mestre da arquitetura moderna, era relojoeiro e encorajou seu filho a jamais seguir este oficio;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;b) Hoje, nas entradas para os brinquedos da Disneylandia existem muitas cadeiras de rodas ocupadas por crianças americanas obesas que não conseguem andar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;c) Se antigamente os arquitetos se submetiam aos imperativos dos materiais construtivos para realizarem suas obras, hoje, estes profissionais podem exigir da industria a invenção de materiais construtivos que se adaptem aos seus desenhos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;d) Shakespeare era um excelente patrocinador dos teatros da sua época e transformava seus textos “in loco” ao sabor dos comentários do público;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;e) Existe a possibilidade de diminuir a quantidade de fios no interior dos automóveis através da comunicação por ondas de rádio;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;f) No cidade de Birmingham no Estado de Alabama, a festa de Halloween envolve a sociedade inteira. Desta forma participam a escola, as igrejas, os cidadãos e o comercio local. As casas de estilo vitoriano da cidade tornam o cenário mais realista e as pessoas investem consideravelmente no cenário para tornar suas casas mais lúgubres;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;g) Em cuba, até pouco tempo atrás eram obrigatórios para toda a população compreendida aproximadamente entre dezoito e cinquenta anos, dois dias de treinamento militar ao ar livre;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;h) Não existe nenhuma diferença considerável desde o ponto de vista nutricional entre o azeite de oliva e os demais óleos comestíveis, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;i) Existe uma proposta construtiva com apenas sacos de arroz e areia desenvolvida por um arquiteto iraniano (me foge o nome). Esta solução é muito econômica resiste a terremotos, furacões, altas e baixas temperaturas e balas. A NASA está manejando a possibilidade de utilizar esta proposta para a construção em planetas explorados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;j) Quando um detetive está procurando um documento escondido, ele pode dividir milimétricamente o local, em que se presume estar o documento, e vasculhá-lo (paradigma matemático) ou pode prestar atenção em detalhes irrelevantes que indiquem pistas do raciocínio de quem o escondeu como por exemplo a modificação do layout do documento (paradigma conjectural). Estas duas perspectivas formam a base das diferenças entre pesquisa quantitativa e qualitativa. (aprendi isto no conto “a carta roubada" de Allan Poe, obrigado Adalberto Müller!!!) &lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio e Cinthia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;www.historiska.se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113738599672488510?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113738599672488510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113738599672488510' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113738599672488510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113738599672488510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2006/01/luxuria.html' title='Luxuria'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113503643633488517</id><published>2005-12-19T21:50:00.000-02:00</published><updated>2006-01-16T14:07:50.903-02:00</updated><title type='text'>A vingança dos enfeitiçados</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.wlhs.wlwv.k12.or.us/arts/foto/thumbs/s_barbie.face.negative.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.wlhs.wlwv.k12.or.us/arts/foto/thumbs/s_barbie.face.negative.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O filósofo brasileiro Rubem Alves diz que a Barbie não é boneca. É uma bruxa. porque ela traz o medo da dominação. Segundo o filósofo, as crianças mudam depois que brincam com a Barbie. Ela os enfeitiça modela seus pensamentos, inocula a doença da comparação e o consumo. As crianças obedecem cegamente às bonecas por que lhes rouba as almas. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; “A Barbie é uma boneca que nunca está contente: ela sempre pede mais. E essa é a grande lição que ela ensina às crianças: Compra, por favor! (...) a Barbie está sempre incompleta. Portanto, com ela vem sempre uma pitada de infelicidade.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rubem Alves termina sua reflexão sobre a Barbie com a seguinte proposta:&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Vamos começar a produzir o próximo e definitivo complemento para a bruxa de plástico: urnas funerárias para a Barbie. Por vezes o feitiço só se quebra com o assassinato da feiticeira – por bonitinha que ela seja...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Curiosamente uma pesquisa recente descobriu que crianças inglesas optaram por fazer coisas piores que comprar caixões para as Barbies, eles gostam de torturar as bonecas. A pesquisa foi feita por uma equipe da Universidade de Bath.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;As crianças da pesquisa mutilam de variadas e criativas formas, arrancam cabelos, decapitam e queimam. “Algumas bonecas são inclusive colocadas no microondas e têm suas pernas e braços removidos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os pesquisadores levaram um susto ao constatar o odio era somente desenvolvido pelas Barbies e da mesma forma é assustador conferir que os desejos do Rubem Alves se materializaram pelas mãos daqueles que menos esperava o filósofo. Certamente estas crianças não odeiam suas Barbies pelos motivos que o filósofo brasileiro apontou. Entretanto, não esqueçamos que outras pesquisas já mostraram que adultos ingleses foram flagrados por cámeras de vídeo em hospitais torturando seus próprios filhos doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum ver pais espanholes, ingleses suíços e franceses maltratando fisicamente e em público aos seus filhos. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;A um tempo atrás um psicanalista, acho que de nacionalidade francesa, escreveu um livro a partir de uma viagem que fez pelo Brasil e dentre as cenas que lhe impressionaram foi o fato dos pais brasileiros deixarem as crianças escolherem a comida do cardápio no restaurante.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da bofetada que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;meu amigo recebeu da sua mae "canária" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;por que ele sujou a roupa brincando comigo no parque.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na Espanha é costume bater na cara das crianças. Faz tempo que algum sociólogo reparou a postura das crianças francesas nos parquinhos e a forma impecável de brincar para não sujar as roupas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acredito que as crianças inglesas torturam as Barbies por que de alguma forma estas lembram as mulheres adultas com que convivem (acho que aqui estou forçando a barra). Esta hipótese não foi levantada pelos cientistas da Universidade de Bath. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não conheço de perto o fenotipo da mulher inglesa, porém, conheço o velho ditado inglês de que “uma mulher inglesa nunca é suficientemente magra nem suficientemente rica”...assim como é a Barbie. &lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio e Cinthia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;www.wlhs.wlwv.k12.or.us&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113503643633488517?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113503643633488517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113503643633488517' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113503643633488517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113503643633488517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/12/vingana-dos-enfeitiados.html' title='A vingança dos enfeitiçados'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113366367676074650</id><published>2005-12-04T00:28:00.000-02:00</published><updated>2005-12-05T23:42:01.473-02:00</updated><title type='text'>Não me tires sem razão, não me guardes sem honra...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://madrid.art49.com/art49/art49madrid.nsf/0/3F1F5AD70DB7CA0AC1256FFE004A2949/$file/Espada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://madrid.art49.com/art49/art49madrid.nsf/0/3F1F5AD70DB7CA0AC1256FFE004A2949/$file/Espada.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Eu rio , e minha risada não está dentro. Eu ardo, e meu ardor não é visto de fora”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;N. Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há profissões que parecem cultivar dentro de si a semente da sua própria destruição. É o caso da docência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;O professor em alguns momentos torna-se um profissional condenado à desaparição, sobretudo porque ele se esforça para alcançar baixos níveis de indicialidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A indicialidade é um conjunto de acordos latentes ou não declarados que os atores em sociedade constróem para poder viver em paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por exemplo: se um aluno me encontra num dia com meus níveis de indicialidade baixos e me cumprimenta... Oi professor, tudo bem? Eu posso responder mais ou menos assim: você está me questionando sobre as circunstâncias da esfera pública ou da esfera privada? em qualquer caso estas arriscando-te a ser importunado por mim ou por qualquer um...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Creio que os revolucionários franceses herdaram dos exércitos da antigüidade o costume de inscrever nas suas espadas a frase “Não me tires sem razão, não me guardes sem honra”. O contraponto brasileiro ou português para esta frase é “a palavra é de prata o silêncio é de ouro”. Nesses dias de baixa indicialidade talvez seja melhor ficar com a primeira opção da primeira frase e com a segunda opção da segunda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A atitude de momentânea intolerância aos lugares comuns da nossa cultura carrega nossas cabeças de humores e nos torna ameaçadoras palmatórias do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entretanto, preferimos ser bígamos a divorciarmos do ofício, e aplicamos nossa repressão didática com força nestas épocas em que a precariedade de símbolos é dominante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;   Tenhamos calma; quando há muitos hereges é por que a inquisição está perto do fim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na antigüidade as coisas não eram menos estranhas ou menos divertidas. Dizem que Sócrates seduzia belos jovens nos ginásios. Posteriormente, nas universidades européias do século XIII a ginástica foi proibida. Em Oxford os alunos transgressores eram açoitados. As aulas começavam as 06:00 da manhã e se prolongavam até as cinco da tarde. Por isto mesmo, os alunos viviam nas tabernas. Deus me livre... Prefiro todavia minha terra generosa, Macunaíma, e antropofágica. Deixemos que eles guerreiem entre si, que recolham e enterrem seus mortos e que “a terra lhes seja leve”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dias de glória virão, o futuro nunca morre totalmente. As nossas idéias não se transformam elas se decompõem. Nosso amor pela alegria é uma apoteose. Vamos avivar o fogo do nosso ofício com dança e gargalhadas. Coitados daqueles que enchem a boca para dizer; colega “o lúdico também tem seu espaço”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços aos colegas professores neste sábado de dezembro chuvoso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio e Cinthia           &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;MANCHESTER, W. Fogo sobre a terra: a mentalidade medieval e o renascimento. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem:&lt;br /&gt;Alosete -  Espada (acuarela - España)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113366367676074650?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113366367676074650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113366367676074650' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113366367676074650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113366367676074650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/12/no-me-tires-sem-razo-no-me-guardes-sem.html' title='Não me tires sem razão, não me guardes sem honra...'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113322263655730058</id><published>2005-11-28T21:45:00.000-02:00</published><updated>2005-11-30T16:13:36.513-02:00</updated><title type='text'>Os Imponderáveis da chama e a borboleta: como modificar o passado entregando nossas vidas a um bom pintor ou flores vermelhas para uma dançarina.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:TNc4FVqR9m8J:usuarios.lycos.es/capcreus/images/Gertrude_Stein3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:TNc4FVqR9m8J:usuarios.lycos.es/capcreus/images/Gertrude_Stein3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:arial;" &gt;“A verdade não nos torna ricos porém, nos torna livres”... Afirma Will Durant na sua História da Filosofia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;div  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:arial;"&gt;Uma frase atrativa e perigosa como é para uma borboleta a chama de uma vela. Perigosa para uma borboleta que sonha ser filósofo ou para um filósofo que sonha ser borboleta. (Zhang-Zi século IV d. C.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O risco da frase de Durant está nas três colunas em que se apoia: verdade, riqueza e liberdade. Cada uma destas idéias são linhas do nosso horizonte cultural cuja diabólica utilidade é obrigar-nos a errar eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento lembro-me do ano 1985, depois de uma profunda decepção ao não poder gravar um disco, me afastei completamente do piano por um período de dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, morando numa reserva indígena, uma noite escutei acordes de um piano numa música que tocava num radinho de pilhas. Foi como um “chamado” que acendeu um “mandato interno” ( Max Weber).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrí que o som do piano formava parte das minhas “verdades internas”, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;thelos&lt;/span&gt;, princípios, são mais o menos a mesma coisa. Verdades internas mil vezes difíceis de identificar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim entendi o lugar comum que se conhece entre os músicos e outros artistas... “abandonei o piano, porém, ele não me abandonou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tropeçamos como bêbados nas dobras da nossa auto consciência” diz Peter Berger quando compara nossa vida a uma grande tela que pintamos ao longo da existência sem que possamos, a maior parte do tempo, ficar distantes para observá-la. Com o passar dos anos esta pintura adquire maior clareza ou torna-se mais confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gertrude Stein não gostou do retrato que encomendou a Picasso porque não o achou parecido com ela. Picasso respondeu: “não se preocupe, com o passar dos anos ele irá, cada vez mais, se parecendo a você...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaría as vezes de encomendar a tela da minha vida a um bom pintor...algumas coisas podem ser terceirizadas. As vezes corremos o risco de encomendar a tela da nossas vidas a artistas amadores, daí a origem de numerosas frustrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Caracas, também no ano de 1985, sem perspectivas de emprego e sem dinheiro, comprei, com os últimos vinte contos que me restavam, flores vermelhas para uma dançarina com a qual não tinha futuro. Então fiz outra descoberta: gosto de vestir meu presente com digna impulsividade para poder me orgulhar dele quando virar passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço perdão aos meus distintos leitores pela confissão destas duas verdades intimas. Os acordes do piano e a digna impulsividade do presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tzvetan Todorov fala sobre a “verdade adequação” e a “verdade desvendamento”. A primeira trabalha com o “tudo ou nada” a segunda com o “mais ou menos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: não posso negar que nasci na Venezuela, porém, posso modificar o significado que esta circunstância tem para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que podemos mudar pelo menos nosso “passado / desvendamento”, aquele que pertence ao território das interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final deste texto, a frase de Will Durant não mais se mostra ameaçadora. Se formos complacentes ou resignados, poderemos reconhecer nossas verdades internas, assim, estaremos, em parte, livres da angústia das escolhas juvenis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, esta maneira de pensar é uma forma, tal vez ingênua, de imaginar que algo de permanente mora dentro de nós. Devo dizer para meus amigos amantes dos imponderáveis da vida flutuante que admiramos alguns seres criativos porque identificamos neles um âmago preservado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi emocionantei ver, a semana passada, a Chick Korea na T.V, um pouco mais gordo e mais velho, improvisando no piano e desabrochando suas verdades internas que ha tantos anos nos influenciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio Oduber e Cinthia Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:arial;" &gt;Conferir: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:arial;" &gt;DURANT W. História da Filosofia. São Paulo: Editora  Nova  Cultural,  2000.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:arial;" class="f0" &gt;TODOROV, Tzvetan. (1989) &lt;i&gt;Fictions et  vérites&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="f0"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:arial;" &gt;. L'Homme - Revue française d'Anthropologie, n°  111-112&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:arial;" &gt;Imagem: Gerturde Stein / Picasso - 1906&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113322263655730058?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113322263655730058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113322263655730058' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113322263655730058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113322263655730058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/11/os-imponderveis-da-chama-e-borboleta.html' title='Os Imponderáveis da chama e a borboleta: como modificar o passado entregando nossas vidas a um bom pintor ou flores vermelhas para uma dançarina.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113271225057377024</id><published>2005-11-23T00:06:00.001-02:00</published><updated>2010-12-22T17:48:45.742-02:00</updated><title type='text'>Recifes de coral</title><content type='html'>&lt;a href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:K96WCD_dDfEJ:www.sixwise.com/images/articles/2005/03/22/pirate_flag.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:K96WCD_dDfEJ:www.sixwise.com/images/articles/2005/03/22/pirate_flag.jpg" style="cursor: pointer; float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Escrúpulos são um luxo para aqueles que mantêm seus desejos à frente da felicidade geral ou para aqueles que invejam com intensidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Existe, de fato, o lado prazeroso de viver acima das nossas posses, como também é delicioso “olhar demasiadamente para” os ganhos do nosso próximo - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;invidere&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Somente um bucaneiro não necessita acalmar-se interiormente nem sentir aflição ou crises de consciência quando estes sentimentos lhe acometem.&lt;br /&gt;Poucos sabem o que dizem quando falam: “eu tenho princípios”. Princípios são pontos de partida, olhos d’agua, um lugar a partir do qual nossas ações começam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são os pontos de partida de um pirata? Piratas não conhecem pontos de partida porque não há repouso nas suas almas. A ética da impermanência os torna distantes de todo o que se move em terra firme. Suas verdadeiras motivações são ocultas para eles mesmos e, nem sequer, seus deuses as conhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piratas não se orgulham dos seus feitos porque tudo o transferem para as fortunas do mar. É difícil encontrar cavalos que carreguem armaduras tão leves como as dos piratas.&lt;br /&gt;“Uma ação é correta desde que comparada a outra produza uma quantidade igual ou maior de felicidade a todos os que são por ela atingidos”. Gosto de este ponto de partida..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dirão os bucaneiros ao respeito? provavelmente eles pensam que ao pilhar aproximam suas vítimas da sabedoria porque retiram deles aquilo que os escraviza.&lt;br /&gt;Um pirata é aquele que se acostumou a caminhar com pedras nas botas, produzir um aumento maior ou igual de felicidade é temerário. O índio Warao come larvas e é feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bucaneiros agem em causa própria e verificam a qualidade das suas ações pela quantidade de solidão que elas produzem. Piratas domesticaram seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;scrupûlus&lt;/span&gt;: espetos que limitam nossas vidas. Eles são antigos donos dos aguilhões, de brincos, punhais, tatuagens e ganchos. Anônimos e líquidos confiam umas tarefas ao vento e outras à água. O ranger das vozes dos mastros são seus oráculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tampo meus ouvidos e saio à procura das minhas liras e espadas. Agora te desafio a mostrar-me a carta de navegação do último amor que tirou tua tranqüilidade para sempre. Aquele que esvaziou os cofres e os toneis e te desviou para os recifes de coral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso trocar os adjetivos da tua retórica pelos seus antônimos, assim ficará neutralizada e pálida, frágil e sem vida como aquela velha caveira que flameja medrosa no teu navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eladio Oduber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir: SINGER, Peter. Ética prática. São Paulo: Martins Fontes, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;span style="color: green;"&gt;www.sixwise.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113271225057377024?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113271225057377024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113271225057377024' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113271225057377024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113271225057377024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/11/recifes-de-coral.html' title='Recifes de coral'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113250407113476494</id><published>2005-11-20T14:17:00.000-02:00</published><updated>2005-11-21T22:48:50.556-02:00</updated><title type='text'>Logos, leghein, analektos: reunir, recolher, juntar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:JR0pLLVcLM0J:www.artbysuys.com/paintings/Warm%2520up-Degas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:JR0pLLVcLM0J:www.artbysuys.com/paintings/Warm%2520up-Degas.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aprendi com o filósofo italiano Remo Bodei que o contrário da beleza não é a feiura e sim a insignificância. Esta distinção é emocionante na medida em que abre possibilidades de entendimento quanto às nossas escolhas éticas que, como se sabe são, ao final, escolhas estéticas. Quando observamos as saídas éticas que povos diferentes do nosso dão aos seus conflitos, provavelmente, ficamos chocados, em primeiro lugar com os arranjos estéticos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É o caso dos “mestres de lança” do povo Dinka que, chegada determinada idade, são enterrados vivos com o objetivo de não perder a chama viva que perpetua a cultura. Por trás da dicotomia belo X insignificante está o raciocínio do Platão: “amar coisas belas não é amar a beleza”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza na idéia de Remo Bodei seria então aquilo que atribui um sentido à existência, que nos mostra um caminho. Estou me referindo a experiência religiosa de admirar, por exemplo, uma escultura do Henry Moore? Parece que tudo faz sentido. A existência se justifica em se mesma. Em contraposição, aquilo que nos transmite um sentimento fragmentado ou imaturo pode não ter significados relevantes para nós. Evidentemente estas são experiências rigorosamente culturais .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo: minha relação com a estética da nova ponte de Brasília tem sido muito ambígua. Num primeiro momento fiquei revoltado, achei que a ponte não combinava com Brasília. Depois fui aceitando-a, e até considerando certa beleza da sua arquitetura. Hoje sei que esta ponte entrou em cena de forma industriosa e materialista pisando no escrúpulo das proporções. Seus criadores não se abstiveram do prazer do adultério e quebraram a etiqueta da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova ponte é uma máquina torpe quando comparada com a ponte anterior concebida por Oscar Niemeyer. Esta sim, é uma dançarina translúcida que descansa e brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São escolhas éticas, são escolhas estéticas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ponte nova é calvinista, diabólica, tecnológica, moralista e insignificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ponte do Niemeyer é socrática, simbólica, artística, ética e bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos do Eladio e Cinthia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para observar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponte nova (Juscelino Kubitscheck):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.geocities.com/TheTropics/3416/ponte_jk.htm  http://www.geocities.com/TheTropics/3416/ponte2.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponte do Niemeyer ( Costa e Silva);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.geocities.com/TheTropics/3416/segunda_ponte.jpg    www.brasiliense.hpg.ig.com.br/images/Ponte.jpg     PS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas fotos, você pode achar a ponte nova mais bonita. Depois da primeira impressão pense na imortalidade da alma e reveja as fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Além de tudo, a ponte nova é egocéntrica, quando a atravessamos ficamos deslumbrados com ela mesma. Quando atravessamos a ponte do Niemeyer olhamos o Lago Paranoá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Warm up-&lt;b&gt;Degas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113250407113476494?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113250407113476494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113250407113476494' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113250407113476494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113250407113476494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/11/logos-leghein-analektos-reunir.html' title='Logos, leghein, analektos: reunir, recolher, juntar'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113225893046877019</id><published>2005-11-17T18:13:00.000-02:00</published><updated>2005-11-18T13:56:49.086-02:00</updated><title type='text'>Exitium: missa da perdição</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 200px; cursor: pointer;" alt="" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:S8r2Mc36HQYJ:dasistarship.tripod.com/sitebuildercontent/sitebuilderpictures/.pond/corrige-olympia-manet.jpg.w300h202.jpg" border="0" /&gt;Os amigos do pintor impressionista Edouard Manet fizeram uma “vaca” para poder alugar um pedaço de parede no Louvre de Paris. O quadro do Manet que eles queriam expor foi este que vocês estão vendo do lado direito do texto. Se chama Olympia. Esta tela da cortesã nua e sua mucama negra escandalizou tanto ao público do Louvre, que na primeira mostra as pessoas cuspiram-na e apagaram guimbas de cigarro no quadro. Para poder permanecer no museu, Olympia teve que ser pendurada a dois metros do chão, longe da ira do público espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze séculos antes da Olympia ser vilipendiada, Carlos Magno conquistava saxões rebeldes e os fazia escolher entre o batismo e a execução imediata. Num descuido mandou decapitar quatro mil quinhentos numa manhã. O mesmo fez Constantino I passando pelo fio da espada três mil cristãos que adotaram a postura doutrinária “unitarista” de que, “embora Jesus fosse o filho de Deus, ele não era divino”. Não há salvação fora dos cânones mentais que dominam uma época. As populações européias ficaram séculos sendo treinadas dentro do radicalismo brutal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estas formas de agir vieram com eles no processo de colonização do novo mundo. Assim dizimaram toda a população indígena da ilha da Cuba e utilizaram cães ferozes na caça de índios em terra firme. O colonizador se leva muito a sério e sempre tomou partido pelas coisas que lhe interessam. Na década de 20 do século XX, a United Fruit Compani, apoiou o massacre de centenas de camponeses colombianos que faziam greve por melhores condições de trabalho. Nunca se soube quantos cadáveres foram retirados das plantações nos vagões de trem da empresa bananeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nossa América alcançou uma fisionomia rural, já era tarde e tivemos que migrar para as cidades. A perniciosa oposição Rural – Urbano foi insuflada pela&lt;span style="font-style: italic;"&gt; inteligentzia&lt;/span&gt; política e acadêmica local. Ficou vergonhoso ter uma vida agendada pelo sino da igreja, a existência em função da passagem das estações tinha que ser superada. Viramos homens e mulheres “genêricos” e podíamos vender nosso trabalho para qualquer patrão. Saimos do isolamento e ao mesmo tempo abortamos a possibilidade de realizar obras perfeitas. Assim como muitas das catedrais medievais que levaram 300 ou 400 anos para serem terminadas. Ou os dentes de marfim talhados durante gerações por famílias de artistas chineses. Os arquitetos ou escultores destas obras tinham um objetivo maior do que as próprias obras... nós aprendemos em todos estes séculos a glorificar pessoas e não realizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado pela manhã, Cinthia e eu, nas Lojas Americanas, tentamos escolher um jogo de talheres que fossem bonitos e duráveis. Pela noite, o Jornal Nacional noticiou que a indústria do aço que fabrica talheres vai de vento em popa. Sociólogos e antropólogos também mergulham no fato social como pesados cadáveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas primeiras décadas do século XX, nos Estados Unidos, os cientistas sociais discutiam, sem que isto resultasse em nenhuma decapitação, se a pesquisa qualitativa era mais poderosa do que a quantitativa, e Ernest Dichter falava para Alfred Politz:” Mas, Alfred, 10 mil vezes nada é ainda nada”. A estátua de São Pedro no Vaticano tem os pês gastos pelos beijos e toques dos devotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Eladio e Cinthia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="f3"&gt;MALHOTRA, Naresh K. Pesquisa de Marketing: uma orientação aplicada. 3ed.Porto Alegre: Bookman, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;MANCHESTER, W. Fogo sobre a terra: a mentalidade medieval e o renascimento. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: E. Manet / Olympia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113225893046877019?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113225893046877019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113225893046877019' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113225893046877019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113225893046877019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/11/exitium-missa-da-perdio.html' title='Exitium: missa da perdição'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113196928389210013</id><published>2005-11-14T09:48:00.000-02:00</published><updated>2005-11-14T20:09:37.336-02:00</updated><title type='text'>Jazz e academicismo: porque dados de pesquisa são parentes dos Bárbaros e os Hunos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:RgDhBR7nXv0J:images.easyart.com/i/prints/rw/lg/1/0/Marsha-Hammel-Piano-102528.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:RgDhBR7nXv0J:images.easyart.com/i/prints/rw/lg/1/0/Marsha-Hammel-Piano-102528.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando perguntaram a Michel Petrucciani se ele se considerava um pianista talentoso, ele respondeu: “Um pianista talentoso é aquele que estuda piano doze horas por dia e se levanta do piano sentindo que tocou somente uma hora. Eu estudo doze horas e fico arrasado sentindo que estudei doze horas mesmo”&lt;/span&gt;.  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Sempre se fala que o talento tem que ser medido em horas de transpiração; isto é verdade, porém, é também verdade que algumas pessoas já nascem com alguns “canais desentupidos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; É o caso da minha amiga que possui um talento especial para ler e falar línguas. Há alguns anos, estávamos na biblioteca da Universidade de Brasília folhando alguns livros de arte e nos tropeçamos com a obra de Cornélio Baba, um pintor romeno do início do século XX. O livro tinha belas reproduções da suas pinturas e ao lado dos quadros textos explicativos em romeno, língua hermética e distante. Quando terminei de olhar as pinturas minha amiga pegou o livro e começou a ler alguns trechos dos textos em voz baixa, eu arregalei os olhos e lhe perguntei se ela conhecia aquele idioma. Ela me respondeu que não, mas, me disse que olhando com cuidado podiam-se observar muitas palavras em latim que davam sentido ao texto; “por exemplo: olha aqui...’natureza estática’ ... E terminou com um comentário fulminante “você desiste muito rápido”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Aquela cena mudou para sempre minha forma de olhar as palavras e o mundo...&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; O que chamamos “talentos” são, as vezes, certos tipos de coragens ou cuidados que as pessoas têm em determinadas situações, ou, da mesma forma, inclinações neuróticas para executar certas tarefas. Como por exemplo a mania que Ducke Ellington tinha de compor músicas enquanto esperava suas esposas se arrumarem para sair...&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; O talento é um tipo de fanatismo que “imbui de um caráter crônico o fluxo de uma atividade”, aumentando a probabilidade de essa atividade ser exercida. Entretanto, o talento pode emergir na situação da “última palha que quebra o lombo do burro”. Exemplo: aquele jovem descobriu seus talentos para a filosofia depois que a bela dama que amava o abandonou por um pretendente mais rico...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O talento pode originar-se de um “doce senso de realização que provém de exibir habilidades comuns” que acalmam o psiquismo dos nossos pares.&lt;br /&gt;Na academia, alguns indivíduos são tidos como talentosos porque se dedicam a repetir com muita pompa as idéias dos grandes mestres.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; O talento para a ciência, especialmente para a pesquisa, está na capacidade de domesticar as evidências ou dados que chegam até nós relinchando, soprando pelas narinas, arrancando chispas de fogo e levantando poeira. Estes dados-bárbaros-hunos quando amansados, disciplinam posteriormente a teoria como nos ensinou nosso ancestral Charles Wright Mills. Este processo nos coloca, humildemente, no caminho de saída deste labirinto em que nos metemos faz tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços do Eladio e Cinthia&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: A amiga que conseguiu ler os textos em romeno é minha mulher Cinthia Oliveira, não falei naquela hora para que não ficasse demasiado entre familia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;PS: A estorinha de Michel Petrucciani quem me contou foi meu amigo Antonio Carlos Bigonha.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir: &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;GEERTZ. Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Marsha-Hammel:Piano&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113196928389210013?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113196928389210013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113196928389210013' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113196928389210013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113196928389210013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/11/jazz-e-academicismo-porque-dados-de.html' title='Jazz e academicismo: porque dados de pesquisa são parentes dos Bárbaros e os Hunos.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113173412983438379</id><published>2005-11-11T16:29:00.000-02:00</published><updated>2006-01-15T19:11:01.953-02:00</updated><title type='text'>O fígado do Prometeu tinha um gosto amargo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:eAW9swB6P6X5aM:photos7.flickr.com/7380195_d150ff5405_m.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:eAW9swB6P6X5aM:photos7.flickr.com/7380195_d150ff5405_m.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:XVcZVq1pOtQJ:www.livius.org/a/1/greece/prometheus.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:XVcZVq1pOtQJ:www.livius.org/a/1/greece/prometheus.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Sou condenado a ser livre” ou sou condenado a ter saudades de ser livre?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há quem diga que a infância não é uma fase de liberdade e sim de profunda repressão. Contrariando de alguma forma à psicanálise que situa o apogeu do princípio do prazer na idade tenra.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Uma coisa parece certa: a infância é uma idade da empolgação com coisas que depois perdem a importância. Nunca esquecerei do rosto enebriado da Ana Cecília olhando para o saquinho de balas. Quero viver e morrer com essa imagem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Então, a realidade não é aquilo que desejamos? “Meu coração tem catedrais imensas” é uma frase que comunica os restos de irrealidade que permanecem dentro de nós. Esta pode ser a origem do impulso que nos impele a querer nos sentirmos criativos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Assistir a filmes, dirigir em alta velocidade, dormir, mascar chiclete, fazer sexo, segundo alguns psicólogos, são sinais de volta a esse estado de criatividade original.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, além da arte, o que pode nos salvar? Quem sabe adquirir uma boa dose de senso de irrealidade seja uma saída.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Qual foi o momento mais feliz da suas vidas? pergunto aos meus alunos. Dificilmente eles falam do trabalho ou da escola. Bertrand Russell dizia que somente quem manda gosta de trabalhar ...na minha opinião, isso vale para a escola também.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Por isto, as programações de TV estão voltadas para situações que desejamos profundamente: apaixonar-nos, viajar a lugares remotos próximos à natureza; em suma, situações que retiram o peso das imposições urbanas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Aceitamos com tal resignação os objetivos da cidade que comemoramos os paliativos da nossa própria escravidão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Exemplo: ficamos felizes porque o celular existe para assim poder saber onde estão nossos filhos. É uma felicidade perniciosa esta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Deveríamos um dia comemorar o fim da insegurança nas cidades e não precisar mais de celulares.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Nossa criatividade é canalizada para a esfera do consumo. Afogamos a saudade de sermos criativos adquirindo bens a partir de 1,99...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Os criminosos, os infratores querem experimentar as mesmas sensações. Eles roubam nossos carros, nossos relógios porque, da mesma forma, aceitaram os objetivos da vida em cidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Nossa revolta com o crime não somente decorre da violência a que somos submetidos. Ficamos irados pela lembrança de termos investido horas de desprazer para adquirir tais objetos. No fundo sentimos também inveja da rapidez com que o ladrão realiza seus “sonhos”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O crime faz com que o criminoso se sinta vivo, criativo, auto-inebriado. É o mesmo ópio que tomou conta da alma de Prometeu que roubando o fogo experimentou os deliciosos imperativos da criatividade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Os desejos quando acorrentados exalam humores pútridos, nossas cavidades se enchem de pestilência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    O fígado de Prometeu não foi um prato apetitoso nem para a ave de rapina.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;O que você prefere de presente de aniversário um poema ou um home teather ?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;   &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos do Eladio e Cinthia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir: CAROTENUTO, Aldo. "Sonho e Realidade" in: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="aL"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="f0"&gt;De MASI, Domenico, PEPE Dunia, As palavras no  tempo. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial,sans-serif;font-size:-1;"&gt;&lt;span style="color:#008000;"&gt;www.ufrgs.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este texto é dedicado com muito carinho a minha amiga Liss Mary Fraga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113173412983438379?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113173412983438379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113173412983438379' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113173412983438379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113173412983438379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/11/o-fgado-do-prometeu-tinha-um-gosto.html' title='O fígado do Prometeu tinha um gosto amargo'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113136554053356135</id><published>2005-11-07T09:59:00.000-02:00</published><updated>2005-11-18T13:54:52.853-02:00</updated><title type='text'>Ausência de paixão no Gótico e no Românico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:YNfwvr3Bk9AJ:www.arte-argomenti.org/schede/marche/sal2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 200px; cursor: pointer;" alt="" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:YNfwvr3Bk9AJ:www.arte-argomenti.org/schede/marche/sal2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eladio querido, es tarde en la madrugada. Leyendo un libro de Michael Oondatje, "El fantasma de Anil", encontré algo que me hizo levantar de la cama y venir a hacerte un comentario acerca de tu nuevo artículo sobre las metáforas. Unos monjes srilankeses habían muerto hacía varios años y los protagonistas de la novela andaban caminando por las ruinas del monasterio, rodeado de un bosque muy tupido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Uno de ellos dice que "Los que no pueden amar construyen sitios como éste.Tienen que estar por encima de la pasión". Y pensé en las iglesias del medioevo español, las góticas y las románicas, y en la falta de amor que hizo posible la construcción de esos templos. Nadie dedicado a amar puede desviar tanto la atención a darle formas tan trabajosas a las piedras. El que ama intensamente (ya sea que goce o sufre por ello) no parece llevar una vida más leve, menos necesitada de esos despliegues? Yo personalmente me siento en estos tiempos, muy lejos de construir templos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas adelante en el mismo libro el autor apunta que "Los reyes y poderosos desean todo aquello que los obliga a poner los pies sobre la tierra.Honor histórico, una propiedad perfectamente delimitada, sus verdades más seguras"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Federico Percibal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Lorenzo D'Alessandro ( 1445-1501) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113136554053356135?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113136554053356135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113136554053356135' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113136554053356135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113136554053356135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/11/ausncia-de-paixo-no-gtico-e-no-romnico.html' title='Ausência de paixão no Gótico e no Românico'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113120786454060213</id><published>2005-11-05T14:15:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T16:34:22.503-02:00</updated><title type='text'>O paraguaizinho das metáforas e algumas pornografias adjacentes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:Hu0svC6AgKKfcM:images.art.com/images/products/regular/10103000/10103526.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:Hu0svC6AgKKfcM:images.art.com/images/products/regular/10103000/10103526.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“O braço de esta mulher está muito cumprido” comentou um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marchand&lt;/span&gt; na presença de Matisse. O pintor respondeu: “isto não é uma mulher, é uma pintura...”.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O professor Eurico Cursino dos Santos nas nossas aulas de Teorias Sociológicas citando a Jorge Luis Borges contou a história de um rei que encomenda a seus cartógrafos um mapa bem preciso do reino. Os cartógrafos trouxeram uma, duas, três versões que foram rejeitadas pelo monarca porque, segundo ele, faltavam, nos mapas, inúmeros detalhes como árvores, casas, pedras, etc. A certa altura os cartógrafos perguntaram-lhe porque insistia em ter um mapa tão detalhado do reino? porque não ficava com o reino “real”?&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É confortável saber que a falta de habilidade para lidar com as metáforas independe da época e das profissões.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gosto de chamar esta atitude de cretinismo metafórico ou “visão pornográfica do mundo”. Garcia Marques numa oportunidade comentou que seu desgosto com os filmes pornô era produto da impossibilidade de encontrar neles alguma metáfora.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;As coisas obvias são pornográficas porque estão atreladas à sua própria etimologia: são violentamente visíveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; A hegemonia da visão pornográfica sobre o mundo é cíclica, podemos encontrar um dos seus registros mas antigos em Aristóteles e seu interesse em resgatar os sentidos como garantia de conhecimento do mundo. (Neste ponto, o filósofo “bucaneiro” poderia me acudir) Somente consigo ver a próxima conquista da pornografia intelectual nos pensamentos de Francis Bacon e Martin Luthero.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt; No século XVI, mais precisamente no ano de 1529 João Ecolampadius e Martin Luthero debateram durante dois longos dias se o corpo de Cristo estava efetivamente presente ou não numa coisa material como o pão. O argumento de Lutero foi: “se está escrito ‘este é meu corpo’ então é porque o pão é mesmo o corpo de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-family:arial;"&gt;filósofo anônimo do palácio do Itamarati diria : “quando o animal é de raça respeite-lhe o coice”&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O ethos pornográfico fez sua aparição na frase de Benjamin Franklin “tempo é dinheiro” resumindo a maneira como os homens (não as mulheres) se organizaram para viver no chamado mundo moderno.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Logo se seguiram as guerras mundiais, pornografias trágicas de um mundo que tinha perdido o sentido. Estas guerras trouxeram consigo a disseminação da ética pornográfica e utilitarista centrada no indivíduo racionalista e “maximizador” dos seus interesses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Quando pensamos em pesquisa, vemos que a pornografia adquiriu sua hegemonia na Escola de Chicago a partir dos anos 30 quando os quantitativistas tomaram o poder da sociologia qualitativa que reinava desde o século XIX.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Se observamos os manuais de pesquisa aplicada podemos conferir que a pesquisa qualitativa tem sempre o status de pesquisa “exploratória”, e tem como principal objetivo prestar subsídios aos levantamentos quantitativos, estes são denominados “conclusivos”... isto é, estudos que dão a palavra final.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Não se trata de exumar o cadáver da polêmica quali. X quanti. estas reflexões são para lembrar aos nossos alunos o ciclo metafórico – pornográfico da história do conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Num desses dias uma amiga me confessou que seu primeiro matrimonio naufragou uma tarde em que, emocionada, olhando um pôr de sol seu marido lhe comentou que achava tudo aquilo muito normal... &lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt; A “objetividade” da nossa época delata a impotência de imaginar um mundo diferente daquele que estamos acostumados a ver e viver.&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    A pornografia nos seduz a “lustrar com orgulho nossas próprias correntes ”&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Os espíritos pornográficos se esquecem que o mundo objetivo em algum momento já fez parte da esfera dos sonhos.&lt;/span&gt;      &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Os desejos de conquistar “coisas materializadas” , casas, carros, lap-tops e melhores salários não são rigorosamente sonhos. Estes são um tipo específico de fome ou saudades de um “cosmos” por outros construído, a maioria das vezes muito antes de que chegássemos a este mundo. Em quanto a pornografia é a saudade do que está materializado os sonhos são a metáfora da existência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bom sono e bons sonhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio Oduber e Cinthia Oliveira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="f0"  style="font-family:arial;"&gt;COULON, Alain. &lt;b&gt;A escola de Chicago.  &lt;/b&gt;São Paulo: Papirus, 1995.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="f0"  style="font-family:arial;"&gt;Imagem: Matisse / &lt;/span&gt;&lt;span class="f0"  style="font-family:arial;"&gt;Madame&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113120786454060213?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113120786454060213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113120786454060213' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113120786454060213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113120786454060213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/11/o-paraguaizinho-das-metforas-e-algumas.html' title='O paraguaizinho das metáforas e algumas pornografias adjacentes'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113090767265744363</id><published>2005-11-02T02:55:00.000-02:00</published><updated>2005-11-03T18:45:37.296-02:00</updated><title type='text'>O pensador das três pernas: uma reflexão sobre a utilidade de fazer pão e a dificuldade  de reserva de mercado no coração humano.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:B0J_1XIlgkMJ:www.mystudios.com/vermeer/9/vermeer-milkmaid-bread.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:B0J_1XIlgkMJ:www.mystudios.com/vermeer/9/vermeer-milkmaid-bread.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Quando as “mulheres” da minha família brasileira diziam que minha filha de alguns messes de idade pensava ou desejava isto ou aquilo, eu, silenciosamente, as acusava de excesso de subjetividade. Os anos confirmaram e não confirmaram esta hipótese. Na nossa cultura são, principalmente, as mulheres as encarregadas de construir e desabrochar o mundo subjetivo das crianças a partir do exercício constante da comunicação. Se nos apegamos a uma visão durkheimiana, esta comunicação, pode ser pensada como a exteriorização ou materialização de desejos internos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Ao que parece, os homens e mulheres de culturas exóticas ou de séculos esquecidos, exteriorizavam estes desejos de formas diferentes... talvez os próprios desejos fossem outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;     Existe no lugar comum da história do surgimento da filosofia o chamado triunfo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;logos &lt;/span&gt; sobre o  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mythos&lt;/span&gt;. Dificilmente entenderemos que tipo de subjetividade ou religiosidade cultivavam Sócrates  ou os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;physicoi&lt;/span&gt; da antiga Grécia. Acredito que, nestes aspectos, exista uma semelhança entre Sócrates e quaisquer intelectual genuinamente brasileiro (a) que tem um pé na academia outro na magia e um terceiro pé na orgia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    A interpretação que os historiadores da filosofia fizeram deste triunfo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;logos&lt;/span&gt; sobre o  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mythos&lt;/span&gt; nos deixa um sentimento atávico de incomplitude. Os mitos passaram a ser vistos como enganos em quanto que o raciocínio lógico ou ético passava a ser a face verdadeira do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Muito depois a antropologia e a psicologia se encarregaram de "remitologizar", pelo menos, certas esferas acadêmicas utilizando o seguinte raciocínio: É dificil saber a origem dos mitos, difícil porém é saber a origem da necessidade deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Na vida prática, os encanadores resolvem os problemas das tubulações, os mecânicos consertam os motores, os técnicos reparam as caixas pretas da modernidade; dvds, computadores e TVs etc. E os problemas da alma os deixamos para os pastores, padres, profetas, conselheiros, psicólogos e mais raramente aos filósofos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Os assuntos objetivos da nossa cultura tem suas profissões mais o menos bem identificadas. Nos assuntos subjetivos os peritos das almas se entredevoram de forma cega e desleal. É difícil a reserva de mercado no coração humano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Em 15 anos de Brasília assisti psicólogos virando gestores de políticas públicas e videntes construírem casas luxuosas na avenida W3. A forma como o mercado lida com a expressão externa dos nossos desejos é versátil e irritante. É muito complexo o caminho que se tem de percorrer para obrigar os pensamentos a abdicarem da sua independência (paráfrase do Briton, etólogo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Nossas falas, escritas e gestos são subjetividades domesticadas assim como rios canalizados para mover as engrenagens das azenhas. Colocamos nossos pensamentos nos moldes dos símbolos ou dos mitos. Perdão, não nos enganemos. Ao identificar os pensamentos já colocamos rédeas neles. Subjetividade é aquilo que nem sequer pensamos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Êta!! farra dos fatos sociais com o inconsciente coletivo. Maiakovsky quis sair dela pela única fresta conhecida... “quando vejo uma criança morrer, me dá vontade de devolver o bilhete de entrada para o universo” (até isso virou lugar comum). Meus amigos... prefiro fazer pão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;beijos do Eladio e Cinthia.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir: Qualquer livro de introdução à filosofia e qualquer livro de psicologia culturalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Queiro denunciar publicamente a presença neste blog do Leoh "o bucaneiro", que, assim como a morte, faz muitos dias cheira meus calcanhâs ... últimamente só escrevo para livrar-me dele, é um inferno. Confiram seus comentários, tirem as suas conclusões. Eladio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113090767265744363?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113090767265744363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113090767265744363' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113090767265744363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113090767265744363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/11/o-pensador-das-trs-pernas-uma-reflexo.html' title='O pensador das três pernas: uma reflexão sobre a utilidade de fazer pão e a dificuldade  de reserva de mercado no coração humano.'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-113051894028380691</id><published>2005-10-28T14:56:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T16:35:36.326-02:00</updated><title type='text'>Templos, relógios, escovas de dentes, beijos apaixonados e questionários in loco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/images?q=tbn:qK2-q6j35j0J:www.plural.com.br/imagem/aulas/programa/klint.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 200px; cursor: pointer;" alt="" src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:qK2-q6j35j0J:www.plural.com.br/imagem/aulas/programa/klint.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nossa relação com o mundo prático não é tão objetiva como parece. Nunca ficamos na frente do guarda roupa de olhos fechados, pegamos a primeira peça e a vestimos. As roupas, os lugares, os objetos envolvem um forjar do sujeito. (isto é antigo mais é saudável lembrá-lo desta maneira).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os poetas gostam de chamar este “forjar” de “epifania”, os antropólogos preferem a palavra “hierofania”. Duas palavras que descrevem nossa religiosidade cotidiana e que vão a reboque do sufixo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fanus&lt;/span&gt; – templo. Aqui nesse lugar / momento acontecem coisas separadas do mundo cronológico. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chronos&lt;/span&gt; definido como “... a extensão de tempo matematicamente divisível [...] uma série quantitativa pura de medidas iguais”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nesses curiosos e infinitesimais segundos em que escolhemos a roupa pode-se dizer que visitamos mentalmente nosso templo particular. Um amigo trompetista olhando para o teto da casa que está construindo me confesou uma hierofania : ” pensar que cada uma dessas telhas são notas musicais que eu toquei...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando decidimos infinitesimalmente visitar nosso templo abandonamos o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chronos&lt;/span&gt; e somos abraçados pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kairos&lt;/span&gt; “tempo para decisões fatais, os momentos climáticos que se alternam com espaços de tempo durante os quais nada parece acontecer”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um exemplo: A experiência desastrosa do amor não compartilhado sendo uma experiência comum a todos nós, é uma entrada involuntária no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kairos&lt;/span&gt;. As coisas mais familiares fragmentam-se causando-nos horror (Langer).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, lançamos mão das analogias mais próximas. São elas que nos orientam nas experiências caóticas. Comer, escutar música, limpar podem ser analogias próximas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sendo didáticos e, ao mesmo tempo, enjoados podemos dizer que o chamado “mundo objetivo” é uma analogia da analogia da analogia. uma consolidação de “archi-analogias”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A alternância entre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kairos&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chronos&lt;/span&gt; ou entre burocracias e hierofanias explicam de forma geral a alternância entre o beijo apaixonado e o escovar de dentes, entre os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insights&lt;/span&gt; das técnicas projetivas e a estatística descritiva o entre a moderação de um grupo focal e a aplicação de um questionário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de &lt;/span&gt;perguntas estruturadas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in loco&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços de Cinthia e Eladio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: Este texto vai com especial carinho ao amigo, e grande pesquisador, Zeca Teodoro, com o seguinte esclarecimento: Amigo Zeca, eu sou também muito fã da pesquisa “quanti”. Eu sei que se não escovamos os dentes não podemos dar beijos apaixonados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;IANNI, Otávio. Teoria da estratificação social: leituras de sociologia. São Paulo Editora Nacional, 1973&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro. Zahar Editores, 1978.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-113051894028380691?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/113051894028380691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=113051894028380691' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113051894028380691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/113051894028380691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/10/templos-relgios-escovas-de-dentes_28.html' title='Templos, relógios, escovas de dentes, beijos apaixonados e questionários in loco'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-112995865143658680</id><published>2005-10-22T02:37:00.000-02:00</published><updated>2005-10-22T22:20:39.766-02:00</updated><title type='text'>Papagaio caminhando num mosaico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/Galileu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/320/Galileu.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ontem a noite, na balada, Federico teve a experiência religiosa de beijar os lábios de três ou quatro seres inefáveis. A um deles conseguiu arrancar o número de telefone. Na volta para sua “kit-solidão”, as luzes da cidade maltrataram-lhe as retinas; a lembrança dos beijos se transformou numa metáfora náutica.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; No dia seguinte, o guardanapo amassado encima da mesa com o número do telefone da responsável pela  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pertubatio animi, &lt;/span&gt;como uma pedra de criptonita, lhe produzia uma obnubilação mental.&lt;br /&gt;Às 17:00 horas renunciou à sua liberdade, o desejo de aqueles lábios provocava alterações indesejáveis no espelho do seu humor .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Finalmente criou coragem para discar, a voz do outro lado tinha um cansaço hepatítico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Federico&lt;/span&gt;: gostei da experiência de ontem ...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ser inefável:&lt;/span&gt; eu também ...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Federico:&lt;/span&gt; você gostaria de repetir a dose?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ser inefável:&lt;/span&gt; olha... o que aconteceu ontem foi uma experiência, eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não&lt;/span&gt; estou afim de torná-la um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;experimentum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galileu Galilei, provavelmente, não teria cometido este erro de avaliação. Ele mesmo tinha postulado no século XVI... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;individuum est ineffabile&lt;/span&gt; (nada podemos saber sobre o indivíduo). Por esta razão devotou-se a compreender as regularidades decifrando a obscura linguagem geométrica do universo.&lt;br /&gt;Quis, convencer à igreja da leitura do mundo sobrepujando as fronteiras do latim eliminando “os mal entendidos entre fé e ciência”. Assim o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;experimentum&lt;/span&gt; foi a principal ferramenta deste sábio. Dito de outra forma, experiência controlada e repetida sob as mesmas condições.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este método experimental que assume o universo como um texto, expulsa do seus domínios outros sentidos do conhecimento; audição, tato, olfato. Os mesmos sentidos foram usados a noite anterior por Federico na boate e foram usados milenariamente pelo conhecimento conjectural. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;A conjectura é arbitrária, rebelde, escorregadia. Não pode ser controlada. Assim como agora são os lábios do ser inefável.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O triunfo do Hemisfério esquerdo não acontece somente no ocidente. Os rituais Ndembo, a cultura Nuer e a mitologia Trikster estão aí para reforçar esta misteriosa dominação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Os métodos substituíram o julgamento humano, a evangelização metodológica propiciou o aparecimento de profetas que pregoam as “maneiras certas de fazer as coisas” “Deus está do nosso lado”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O ápice da dominação metodológica advém das culturas que mais têm intolerância ao erro. O autoritarismo começa com o controle sobre se mesmo. A elegância lógica esconde o trabalho sujo da pesquisa. Em quase nenhum trabalho científico, dissertação ou tese se expõem os procedimentos ou hipóteses que fracassaram. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há uma etiqueta metodológica que impede mostrar os truques do ofício, as gambiarras, os gatos dos analistas que interpretam dados. O caminho das pedras se aprende nos botecos, nos corredores.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O cientista “hard” depois de passar o dia inteiro no seu local de estudo à noite consulta os búzios, deixa uma grana no terreiro do padre adivinhador; o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coniector&lt;/span&gt; , aquele que o conecta com o Acaso e lhe oferece as conjecturas com as que ele trabalha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Nosso cientista, da mesma forma que nosso jovem apaixonado, parece um  papagaio apavorado correndo num chão de mosaico.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eladio e Cinthia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: a definição do inefável...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="aJ"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="f0"&gt;" Inefáble... este adjetivo sucede en todos los escritos, y es un conmovedor desvarío de los que generosamente lo desparraman al no haberse jamás parado a escudriñarle la significación...Inefa&lt;span style="background: rgb(255, 255, 176) none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;ble es por definición... aquello que no alcanzan las palabras...Aplicarlo a cualquier sustantivo es, pués, una confesión de impoténcia, y escribir por ejemplo, "tarde inefáble" equivale a decir: A mi no se me ocurre nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há muitos anos fomos presenteados com esta  bela definiçaõ de Jorge Luis Borges, pelos nossos amigos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Luciana Martins e Adalberto Müller.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="f0"  style="font-family:arial;"&gt;GINZBURG, C. Morelli, Freud e Sherlock Holmes: Pistas e o  Método Científico. History Workshop Journal nº 9 , 1980.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;BECKER, Howards. Métodos de Pesquisa em Ciências Sociais. São Paulo, Editora Hucitec, 1994. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-112995865143658680?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/112995865143658680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=112995865143658680' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/112995865143658680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/112995865143658680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/10/papagaio-caminhando-num-mosaico.html' title='Papagaio caminhando num mosaico'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-112949379077747899</id><published>2005-10-16T18:10:00.000-02:00</published><updated>2005-10-18T08:20:07.920-02:00</updated><title type='text'>Todos os porcos podem voar !</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/PIG%20IN%20THE%20AIR.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/200/PIG%20IN%20THE%20AIR.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por quem ou porquê você estaria disposto a dar a vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;É uma pergunta que gosto de fazer aos meus alunos no início do semestre na tentativa de descobrir algumas “finalidades” das novas gerações. Nesta minha pesquisa, de uma só pergunta, que faço a dez anos, não tenho encontrado surpresas. A esmagadora maioria dos alunos respondem que dariam a vida pelos seus familiares diretos; pai, mãe, filhos, etc.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Se pudéssemos fazer esta pergunta a alguns venezuelanos do século XIX, muitos responderiam que dariam a vida pela pátria. Muitos dos participantes do Movimento dos Sem Terra já deram a vida pela causa da terra. Indígenas no mundo inteiro o fizeram e fariam pela mesma razão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este fato nos remete a um antigo conceito filosófico; a teleologia ou estudo das finalidades últimas.&lt;br /&gt;Salvo engano, foi Aristóteles quem primeiro desenvolveu uma teoria sistemática sobre as finalidades últimas das coisas do mundo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na teoria aristotélica o conhecimento deveria focar-se nas causas. Entre as causas formuladas estavam as causas finais.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A explicação do porque as pedras rolariam ladeira abaixo seria a inclinação ou tendência destas a procurar o nível mais baixo. Este era, para Aristóteles, o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;thelos&lt;/span&gt; das pedras, algo assim como uma missão inata, seu fim último.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje, um sorriso nos lábios aparece em quem escuta a explicação aristotélica do rolar das pedras. Esta versão não combina com nossos atuais cânones da racionalidade científica.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com o deslocamento histórico do ritualismo e a poésia para territórios mais positivistas, as finalidades somente podem ser atribuídas a seres humanos. Pedras não têm finalidades. Entretanto, foi na biologia onde a perspectiva teleológica floresceu, mesmo dentro da modernidade. Camaleões mudam de cor porque têm “fins” de defesa, ursos e cachorros fazem xixi nas árvores porque precisam demarcar territórios. Estas conclusões da zoologia e da biologia são aceitas sem que nenhum de nós conheça a existência de uma conversação ou entrevista com camaleões ou ursos, para confirmar se eles mudam de cor ou fazem xixi pelas razões atribuídas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;A vocação nos seres humanos é uma forma de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;thelos&lt;/span&gt; a “dedicação incondicional a uma tarefa” define a atitude de indivíduos com “causa”. Max Weber refletiu sobre este assunto talvez inspirado em Aristóteles.&lt;br /&gt;A vocação científica, é um “mandato interno” que orienta à ciência valorizado na nossa cultura. Mesmo que saibamos que estatisticamente muitos indivíduos vocacionados para a ciência sucumbem pela falta de patrocínio ou pela falta de vocação para procurá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quase no final da aula um aluno perguntou-me, professor, e então qual é seu &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;thelos&lt;/span&gt; particular. Eu respondi; no início da minha vida consciente pensei que minha missão neste mundo era brincar com os sons, fazer música. Depois na idade adulta cheguei à conclusão que minha finalidade última, nesta vida, era fazer pesquisa, produzir conhecimento. Hoje sei que meu &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;thelos&lt;/span&gt;, é estar casado, ser marido, amar a minha mulher... descobri isto nos momentos de solidão amorosa. Quando estou sem amor não consigo nem fazer música, nem pesquisar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Algumas alunas da sala suspiraram e chegaram a comentar:  "professor, você bem que poderia ensinar esta teleologia para os homens desta cidade”, foi então quando um aluno bem atento levantou o braço e falou; “calma professor não jogue seu &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;thelos&lt;/span&gt; pr’a cima do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;thelos&lt;/span&gt; dos outros...tô fora!!!”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abraços do Eladio e Cinthia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: O título deste texto nada tem a ver com seu conteúdo. Foi tudo jogada de marketing. Espero tenha dado certo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto vai com especial carinho a dois admirados colegas, os sociólogos: Roniere Ribeiro do Amaral (Roni) e Thadeu de Jesus Silva Filho – consultores da Europa anglo-saxónica e da América setentrional respectivamente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS 2: Num comentário posterior, meu amigo Bruno Ayres me convenceu que o título tem muita relação com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; o texto. Quem é que vai saber qual é o thelos dos porcos? derrepente é voar mesmo. Obrigado Bruno, valeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS3 A foto do "Pig in the air" foi um achado do amigo Bruno Jorge, obrigado Brunão...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conferir:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;RUSSELL, Bertrand. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;História do pensamento ocidental&lt;/span&gt;. Rio de janeiro; Ediouro, 2002.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-112949379077747899?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/112949379077747899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=112949379077747899' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/112949379077747899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/112949379077747899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/10/todos-os-porcos-podem-voar.html' title='Todos os porcos podem voar !'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-112918063262324330</id><published>2005-10-13T02:11:00.000-03:00</published><updated>2005-10-13T08:17:02.056-03:00</updated><title type='text'>Qual é o parentesco que existe entre um feto, um morcego e os tipos de pesquisa?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/morcego%201.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/320/morcego%201.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;“A consciência reina mas não governa”&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;                                     &lt;br /&gt;                                         Paul     Valery   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O médico do único posto de saúde da aldeia indígena Warao, no delta do rio Orinoco, na Venezuela, me pediu que ficasse uns dias tomando conta do local porque ele teria que viajar. Uma dessas noites chegou um jovem indígena com seu pai. Fazia três dias que eles remavam até conseguirem chegar ao posto. O jovem tinha sido mordido por uma cobra e estava com parte da mão esquerda necrosada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;O pai não quis que seu filho fosse atendido pela única enfermeira do posto que os recebeu. Quando perguntei qual era a razão da resistência ele me respondeu que não permitiria que seu filho fosse atendido por uma mulher grávida. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt; Utilizei minhas últimas reservas de neutralidade axiológica para entender o comportamento do pai indígena e consegui apenas respeitar sua decisão. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;  Afortunadamente, o médico voltou no dia seguinte e, com muita dificuldade, o ajudei a suturar a mão do jovem.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Somente muitos anos depois acredito ter entendido a decisão deste pai Warao.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Trata-se de um conhecido medo que muitas tribos, no mundo, têm do feto humano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Foi a partir da leitura de “Pureza e perigo”, livro escrito pela antropóloga inglesa Mary Douglas que tive acesso a seu consistente e belo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insight&lt;/span&gt;. Toda realidade ou situação de difícil classificação torna-se, em qualquer cultura, perigosa ou poluída. Daí vem, por exemplo, nosso medo e a mitologia envolvida em torno do morcego, que é um animal de difícil classificação. Pelo tipo de locomoção poderia ser classificado como um pássaro, entretanto, pela forma da cabeça ou tipo de pelugem poderia ser classificado como um roedor. Restariam resolver ainda as formas das orelhas e tipos de alimentação que não intentaremos classificar para não espantar os leitores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os fetos humanos são responsáveis, em algumas mitologias indígenas, pelas tragédias naturais e pelas perdas das colheitas. O feto é uma realidade de difícil classificação. Nenhum indígena precisa estudar fisiologia comparada para saber que um feto humano é muito parecido com muitos tipos de feto animal. Portanto, o feto humano está no meio do caminho. Nem é humano nem é animal, daí seu poder maligno, seu perigo ou poluição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Nesses dias, um aluno me fez a seguinte pergunta: professor, eu vou fazer umas entrevistas nas casas dos meus colegas aplicando um roteiro de perguntas abertas... Que tipo de pesquisa é esta?&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu respondi: pelo tipo de técnica de levantamento que você vai a utilizar - que é a abordagem em domicílio - poderíamos dizer que é uma pesquisa quantitativa. Agora, pelo tipo de instrumento que você decidiu utilizar que é um roteiro, e portanto, tem perguntas abertas, sua pesquisa pode ser classificada como qualitativa. Sinceramente, não sei que tipo de pesquisa é essa...&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu aluno arregalou os olhos, acho que de medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: Nessas horas, os manuais de pesquisa também se "tremem" nas calças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;abraços a todos &lt;/span&gt;    &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eladio e Cinthia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Conferir: &lt;/span&gt;&lt;span class="f0"&gt;DOUGLAS, Mary. &lt;/span&gt;&lt;span class="f0"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pureza e  perigo&lt;/span&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="f0"&gt; São Paulo:&lt;/span&gt;&lt;span class="f0"&gt;&lt;i&gt;  &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="f0"&gt;Perspectiva, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dedicamos este texto a Federico Percibal e a Maria Cecilia Oduber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16900634-112918063262324330?l=spectare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spectare.blogspot.com/feeds/112918063262324330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16900634&amp;postID=112918063262324330' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/112918063262324330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16900634/posts/default/112918063262324330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spectare.blogspot.com/2005/10/qual-o-parentesco-que-existe-entre-um.html' title='Qual é o parentesco que existe entre um feto, um morcego e os tipos de pesquisa?'/><author><name>Hades</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16900634.post-112899631178013611</id><published>2005-10-10T23:01:00.000-03:00</published><updated>2006-01-20T16:36:55.736-02:00</updated><title type='text'>Chorando e vestindo o morto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/1600/MANU.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4543/1616/320/MANU.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A razão exerce sobre a razão um fascínio absoluto. Mesmo quando ela está a serviço do poder, da mentira ou da dúvida metódica.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;A ideologia, a racionalização e a filosofia são filhas destes matrimônios na ordem em que aqui aparecem. Estas afirmações podem ser melhor compreendidas se me permitem contar-lhes uma história na que me envolvi há alguns anos atrás.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um velho amigo, poeta de vocação, depois de muito ter “abusado da regra três” perdeu a tranqüilidade para sempre quando sua mulher decidiu dar o troco. Mal ferido, com muitos whiskys entre as costas e o peito, andava pelas ruas de Brasília "faltando-lhe a metade da alma e sobrando-lhe a metade do leito" como costumava dizer o poeta mexicano Amado Nervo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma noite dessas tocou na minha porta pedindo-me um conselho.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Queria largar tudo. O apartamento que tanto tinha-lhe custado, o cargo no governo que recém conquistara e sua vida na cidade que cada dia parecia mais promissora. O que eu faço agora? me perguntou...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu, que na época, cultivava mais o conhecimento que a sabedoria me apeguei a uma interpretação infantil que fiz do modelo infantil freudiano. Então lhe propus o se
